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Já a dispensar apresentações, foi sem desiludir ninguém que a Hell Xis Agency nos fez chegar mais um nome de peso no passado domingo, dia 25 de Junho. Desta vez foram os Suicidal Tendencies (ST para os amigos), acertadamente considerados como uma das principais referências do que hoje podemos chamar crossover. Juntando o útil ao agradável, fundiram-se dois eventos de data coincidente nos arredores, e ainda se adicionaram nomes nacionais ao menu. Manteve-se o local onde a magia acontece, e foi assim que o Cine Teatro Ginásio Clube de Corroios recebeu um line-up que contava com Suicidal Tendencies, C.J. Ramone, Trinta & Um e Reality Slap.

Este foi possivelmente, mesmo tendo oportunidade de estar presente noutros concertos naquela mesma sala, um dos eventos em que se reuniu o maior e mais diverso grupo de pessoas, incluindo a distribuição de faixas etárias. Foi uma noite sem rótulos, tal como se pede num evento destes, sobretudo com estas bandas. O ponto comum a todos terá sido o calor quase insuportável que se fez sentir naquela sala, que só aumentou a cada atuação, mas cuja atitude de um público insaciável lá foi ajudando a resolver.

Quando chegámos ao local já passava das 19h30 e entre a cerveja fresca e conversas de amigos já se sentia a energia e expectativas reservadas para aquela noite. Ao mesmo tempo podíamos também já ouvir um tom equilibrado entre o clássico e o moderno, a que o hardcore dos Reality Slap já nos habituou, principalmente depois do lançamento do seu “Limitless” em Janeiro deste ano. Tanto a sala como os seus arredores estiveram bem compostos desde início, como tão bem as nossas bandas de abertura merecem, e a verdade é que não foi preciso muito para pôr o público a mexer.

Desde Linda-a-Velha chegavam-nos os Trinta & Um, em representação não só da sonoridade mas também da história do punk-hardcore português. Com mais de 20 anos de carreira, o vocalista comentou em tom de piada “podíamos ter músicas novas, mas o que temos já é tão bom que não precisamos de mais.” Com uma segurança e energia muito própria, não faltaram as homenagens a velhos amigos, o microfone de Zé Goblin nas mãos do público, os refrães gritados a plenos pulmões e aquele ocasional stage diving, que já deixava antever no que aquela noite se viria a tornar. Temas como “Viver No Subúrbio”, “Não Há Regresso” e “O Cavalo Mata” serviram de aquecimento para a voz e para o corpo. Não faltou conteúdo e mensagem, incluindo a demonstração de que não é apenas por sorte que uma banda destas sobrevive tanto tempo.

A aquecer o palco para ST esteve C.J. Ramone, o último baixista dos míticos Ramones. Digam o que disserem, esta foi uma daquelas bandas que nunca vai passar ao lado de qualquer um que se diga aficionado do rock, punk, hardcore, metal e quantos mais quiserem incluir na lista, e a banda de C.J. fez questão de relembrar toda a gente disso. Apresentaram-nos uma setlist que se dividia entre o seu mais recente trabalho “American Beauty” lançado em Março deste ano, do qual pudemos ouvir “Girlfriend in a Graveyard”, e um considerável punhado de covers, de onde obviamente se podem e devem salientar alguns grandes êxitos dos Ramones. Um grupo de músicos competente, que através de uma sonoridade madura e familiar em conjunto com grandes chavões conseguiu pôr toda a gente a acompanhar temas como “Commando”, “Sheena Is a Punk Rocker” ou “Blitzkrieg Bop.”

Sem grande tempo para nos recompor, os Suicidal Tendencies entraram em ação, após oito longos anos de ausência dos palcos nacionais. “You Can’t Bring Me Down” deu o mote para cerca de uma hora e meia de destruição e muito, mas mesmo muito, suor. Desde início que os presentes não se pouparam, tanto a banda como o público, ficando isso bem claro pelo sing along que, a par e passo com o mosh, se manteve durante todo o concerto, com destaque para faixas como “War Inside My Head” e “I Shot The Devil.” Mesmo sendo esta a suposta tour de apresentação do seu mais recente “World Gone Mad”, cedo se percebeu pelas sugestões berradas pelo público que não podiam deixar aquele palco sem nos guiar por um regresso aos clássicos, o que acabou inevitavelmente por acontecer. Irrepreensíveis do início ao fim, mostraram bem o que são e porquê, com o seu thrash-punk-hardcore-qualquer coisa bruto, mas sempre limpo e sobretudo honesto. Sem dúvida que um dos fatores a contribuir para o chaos control foi o calor, e embora condicionando ligeiramente o movimento, foi simplesmente impossível ficar parado naquela sala. Sempre comunicativo, Mike Muir chamou os skaters, os jogadores de hóquei, futebol e tantos outros, mais ou menos desportistas, para partilhar palco e microfones em momentos como “Possessed to Skate” e (finalmente!) “I Saw Your Mommy.” Não existiram quaisquer barreiras e isso tornou, sem dúvida, o regresso dos ST especial, onde não faltou a bandeira portuguesa presa a um dos suportes de microfone. Ali não se deu conta do tempo passar e só podemos esperar dizer o mesmo relativamente ao seu próximo regresso. 


Texto por Andreia Teixeira
Agradecimentos: Hell Xis