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O rock dos britânicos Royal Blood já caiu nas boas graças do público português. A pisar os palcos nacionais pela segunda vez este ano, não podíamos deixar de receber a banda na tour de apresentação do seu segundo álbum, “How Did We Get So Dark?”. 


A primeira parte da noite esteve a cargo dos Black Honey que, à semelhança dos Royal Blood, vieram de Brighton para o mundo. Entraram em palco timidamente com “All My Pride” e o público não reagiu. Mas pouco a pouco, a voz e o carisma de Izzy Bee Phillips foram conquistando os presentes e em “Somebody Better” já se viam pessoas a abanar a cabeça e a bater palmas. “Hello Today” foi uma das mais aplaudidas da atuação, a par de “Spinning Wheel”, cuja sonoridade fez relembrar os tempos do rockabilly. Terminaram com “Corrine” e o público não precisou de incentivo para aplaudir com vontade. 


Foi com o tema-título do novo álbum, “How Did We Get So Dark?”, que os Royal Blood começaram a sua atuação, provocando a euforia imediata. Seguiu-se “Where Are You Now?”, a terminar com o público a chamar pelo nome da banda. Talvez pareça impressionante que uma banda com “apenas” quatro anos de carreira, e com o segundo álbum acabado de lançar, consiga mover multidões até grandes salas lisboetas. Mas basta ouvir um par de músicas destes dois jovens (sim, são apenas dois!) para perceber a excitação. Apresentam-nos um rock despretensioso, mas com muita, muita energia. Chega “Lights Out” e o público não dá descanso, desde o entoar da letra ao crowdsurf nas primeiras filas. Em “Come On Over” e “You Can Be So Cruel”, a história repetiu-se, mas com o dobro da força. 


Seguiu-se “Blood Hands” e “Don´t Tell”. Esta última foi tocada pela primeira vez ao vivo, e que bem soou (embora tenha aumentado a vontade de ouvir “Sleep” e “Look Like You Know”, temas do último registo que também nunca foram tocados e que não foram contemplados nesta noite…talvez numa próxima). “I Only Lie When I Love You” é um dos temas mais orelhudos do novo álbum e foi também um dos mais aplaudidos.  Seguiu-se “She’s Creeping” e voltamos a contar com um coro de duas pessoas, que foi enriquecendo alguns temas ao longo da noite. 



“Little Monster” fez levantar muitas pessoas da bancada e ainda nos presenteou com um solo do baterista Ben Thatcher. Por outro lado, “Hook, Line & Sinker” deixou muitas pessoas literalmente caught in the middle do mosh. “Hole In Your Heart” trouxe as teclas ao palco, mostrando que Mike Kerr é um verdadeiro multi-funções. Mas também soube derreter um pouco dos nossos corações, quando disse que Portugal é o melhor país para se tocar (vamos acreditar, Kerr, ainda que as palavras venham de alguém que canta “I only lie when I make a sound”…mas a sério, acreditamos!). 

Kerr também aproveitou para tecer os maiores elogios ao baterista de serviço (o “sem ossos e feito de aço”, parafraseando o músico), dizendo que é das pessoas mais especiais. 




“Loose Change” e “Figure It Out” fizeram suar a plateia antes de um inesperado encore (uma vez que encores não são o cup of tea do duo). Terminaram com “Ten Tonne Skeleton” e a necessária “Out Of Black”. Nesta última, Kerr deu uns toques na bateria e Thatcher ficou de pé em cima da plateia, como se estivesse a andar sobre água. Thatcher ergue a bandeira portuguesa, Kerr pendura o instrumento, enquanto toca o último acorde da noite. E que noite. 



Texto por Sara Delgado
Fotografias por Everything is New / Alexandre Antunes 

Agradecimentos: Everything Is New