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Sem grande preparação anímica (no bom sentido, claro), os fãs de Moonspell e de Bizarra Locomotiva, de três locais de Portugal – Castelo Branco, Arcos de Valdevez e Aveiro – tiveram a oportunidade de os ver ao vivo no espaço de 4/5 dias. Esta reportagem é dirigida para o concerto do Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco, que se realizou num espaço fechado e com cadeiras, mas com uma excelente acústica. “Invulgar para o metal” podem dizem alguns, porém o público disse “presente” e quase encheu a casa para assistir a dois concertos brutais, que nos fizeram a todos levantar das tais cadeiras.

O dia estava frio, mas os Bizarra Locomotiva fizeram questão de nos começar a aquecer. Um set de cerca de 50 minutos com êxitos da banda lisboeta, onde pudemos ouvir o Metal Industrial estridente da principal referência deste estilo em Portugal.

“Anjo Exilado” foi uma das músicas que mais facilmente captou a atenção do público, até pela presença de Fernando Ribeiro em conjunto com o vocalista dos Bizarra Locomotiva, bem como “O Escaravelho”, que terminou o seu concerto de forma sublime, com uma “poderosa musculatura”. Já agora, sugestão cultural: a banda liderada por Rui Sidónio vai tocar um dos seus álbuns mais bem-sucedidos, “Álbum Negro”, em concertos no RCA Club (Lisboa) a 9 de Dezembro e no Hard Club (Sala 2, Porto) no dia 13 de Janeiro de 2018.


Por volta das 20h20 entraram em palco aqueles que estavam ali para encabeçar este dia e nos apresentar o seu mais recente álbum, “1755”, um álbum que fala do grande terramoto que houve nesse ano, em Lisboa, e que destruiu grande parte da cidade lisboeta. O álbum, esse, foi tocado na sua totalidade e por ordem. Nada a que os Moonspell não nos tenham já habituado, fizeram-no com outros da sua vasta discografia, mas para os menos informados, este tem uma particularidade que o distingue: é todo cantado na língua de Camões.

A versão orquestral de “Em Nome do Medo” marcou o início, tal como no disco, e aqui, temos de elogiar a capacidade e o trabalho que a banda nacional coloca em cada vez que opta por tocar um álbum nestes moldes, porque com certeza não deve ser tarefa fácil. Os Moonspell executaram-no de forma eficaz e espectacular, num cenário bastante condizente com o tema e onde todas as faixas tiveram o seu significado. Ainda assim, destaco a música “In Tremor Dei”, que contou com a presença do fadista Paulo Bragança, numa união perfeita entre vozes de estilos musicais diferentes, que faz desta uma das melhores faixas de “1755” e uma das melhores que tivemos o privilégio de observar.

Para além destas, “1 de Novembro” foi uma das mais pesadas que ouvimos, “Todos os Santos” já é um dos principais sons deste álbum – em palco com um crucifixo de madeira que emitia luz vermelha – e ainda a última, onde Fernando Ribeiro entrou em palco de forma sombria, com a “Lanterna dos Afogados”, nas mãos. Para terminar esta “primeira fase” do concerto, chamemos-lhe assim, Rui Sidónio também se juntou a Fernando Ribeiro em palco para a versão original de “Em Nome do Medo”. E depois… clássicos! Logo a seguir de ouvirmos “1755”, passámos para Wolfheart. Talvez a melhor música deste espectáculo, “Vampiria”, e uma das melhores dos Moonspell abriu a parte dos clássicos da banda a que se seguiu “Alma Mater”. Depois de cantarmos em português, agora cantámos em inglês e neste êxito, o vocalista pediu que nos levantássemos das cadeiras… como é óbvio, já ninguém se sentou até final do concerto.
Como parte do 20º aniversário do álbum “Irreligious”, completados no ano passado, a banda também nos brindou com um medley de três músicas desse mesmo trabalho, por ordem: “Opium”, “Awake” e “Mephisto”. Uma escolha acertada.

O último parágrafo deste concerto foi feito ao som de “Full Moon Madness”, num solo brilhantemente executado por Ricardo Amorim, enquanto baixava o pano e nos preparávamos para o último aplauso deste Domingo. Fez-se dia… em Castelo Branco.

Texto por Carlos Ribeiro
Fotografias por Catarina Gonçalves