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Os Epica formaram-se na Holanda em 2002. Como resultado do seu sucesso, eles terão a comemoração do aniversário do seu 1000.º concerto a 14 de abril. Bem conhecidos mundialmente, a banda dispensa apresentações. 
A Metal Imperium teve a oportunidade de estar à conversa com o guitarrista Isaac Delahaye...


M.I. - Os Epica tocaram em Lisboa (Altice Arena) a 21 de novembro. Como foi o concerto?

Foi óptimo! Foi um local onde ainda não tínhamos tocado anteriormente e estavam lá muitas pessoas. Por isso digo, os dias da semana são sempre um pouco traiçoeiros, tu nunca sabes o que vais ter, mas eles eram muito calorosos e já faz algum tempo desde que estivemos em Portugal. Bem...


M.I. – Agosto...

Bem, sim! Em festivais mas eu quero dizer como um espectáculo. Já faz algum tempo, então... Foi mesmo bom estar de volta. Sim, eu gosto do país, eu gosto dos fãs. Eles são sempre bastante calorosos, de forma que, eu estou feliz.


M.I. - E como está a correr a tournée “The Ultimate Principle”?

Até aqui, tudo bem. É um conjunto interessante, sabes. Vuur que é tipo uma banda nova, mas com muitas caras familiares, cujas bandas eu realmente gosto, fizeram esta combinação muito especial de metal e o tipo de vibração oriental arábica e eu gosto bastante disso. Tipos fantásticos. Até aqui, está a correr mesmo bem. É a segunda tournée do mesmo álbum. E obviamente esta foi a primeira vez que tocámos em Portugal pelo novo álbum. Nós fizemos uma tournée europeia antes desta. Então...


M.I. – Eu acho que vós estais sempre em tournée... (risos)

Sim, nós não temos muito descanso. (risos) Vamos pô-lo dessa forma.


M.I. - A propósito, qual é o vosso segredo, como banda, para estar sempre em tournée (e quase ao mesmo tempo a compor e a gravar)?

Eu não sei se há um segredo. Nós temos sempre coisas a acontecer e sim... 


M.I. – E óptimas ideias também...

Bem, sabes, nós tentamos aparecer com algumas coisas porreiras, nós temos sempre uma espécie de um projeto novo ou algo, tal como o material do “Attack on Titan”, que acabámos de anunciar como uma série de animação japonesa e o tipo que escreve a música para isso perguntou se poderíamos fazer versões das suas músicas para a série de animação, o que nós fizemos e é algo que está sempre a ficar no meio e, sabes, eu penso que é uma coisa boa, se conseguires combinar essas coisas. Se estiveres todo o tempo em tournée, sentes falta de compor música, sentes falta de fazer outras coisas e se estás a compor música, sentes falta de estar em tournée de novo; assim, é sempre uma boa combinação de ambas as coisas. O mesmo com festivais e apenas espectáculos. Se estás sempre a tocar em concertos como cabeça de cartaz, então estás feliz por poderes fazer alguns festivais, conhecer outras bandas, amigos noutras bandas e depois, no final da época de festivais, tu estás tipo “Sim, vamos voltar aos concertos como cabeça de cartaz!”. Portanto, não é sempre a mesma coisa que nós estamos a ter e isso é óptimo.


M.I. – E países diferentes e pessoas diferentes...

Sim, exactamente.


M.I. - Que músicas do vosso 7.º álbum de estúdio julgas terem mais impacto na audiência?

É difícil de dizer. No passado, nós poderíamos mais ou menos ver o tipo de reações das pessoas. Era mais fácil ver quais é que gostavam ou qual é que não gostavam, mas a razão para isso é que, no passado, nós não ensaiávamos mesmo, o que é tipo estranho, mas nós não ensaiávamos antes de irmos para o estúdio. Desta vez, como com os dois últimos álbuns, nós realmente sentámo-nos juntos e certificámo-nos de que a estrutura básica, todos os detalhes já estão prontos e isso realmente traduz vida útil. Eu julgo ser a razão para esta tournée. Nós tocámos todas as músicas do álbum. O que quer que toques, eles tipo gostam de tudo. Algo que é um bom sinal, sabes. Nós fomos sortudos o bastante para começar com 25 músicas ou algo assim e depois 12 fizeram o álbum, então nós pudemos realmente escolher o tempo e claro há algo para toda a gente: temos a canção mesmo pesada, temos a balada. Nós temos tudo.


M.I. - Poderias falar-nos acerca do vosso novo EP “The Solace System” lançado a 1 de setembro?

Então, é basicamente: tu podes ver o “The Solace System” no último álbum “The Holographic Principle” como um grande álbum. Como eu acabei de dizer, nós começámos com mais de 25 músicas e depois decidimos gravar apenas 18 e somente 12 poderiam estar incluídas no álbum e não havia espaço para mais. Assim, nós pusemos tanto quanto possível no “The Holographic Principle” mas depois nós ainda tínhamos aquelas 6 músicas e pensámos que eram demasiado boas para não gravarmos nada. De modo que decidimos fazer um EP com apenas as 6 músicas, as quais depois se incluíram no álbum, mas continuámos a ver como uma coisa grande, sabes, e foi a razão pela qual nos agarrámos a esta ideia. Então, já foram gravadas juntas com as outras músicas e agora, tipo um ano depois do lançamento do álbum, nós decidimos lançar este EP. As pessoas gostam das canções também e isso dá-nos mais atenção também. 


M.I. – Ainda mais atenção...

Bem, eu não sei, é bom teres atenção de vez em quando, acho eu, por isso...  


M.I. - Como te sentes enquanto estás a actuar no palco? 

Eu adoro isso. É a razão pela qual estou numa banda. 


M.I. – Pensas ser parte de um todo?

Sim, quero dizer, bem... não em todos os concertos. Na maioria das vezes, mas, às vezes, nós temos algum tipo de audiência que não é muito responsiva ou algo. Pode apenas ser o país em que estás ou apenas o dia em que estás a tocar ou o local onde estás a tocar. Seja qual for a razão, às vezes tu não tens aquela ligação instantânea com o público e depois sente-se como trabalho, por assim dizer. Mas depois alguns dias e esse foi o caso em Lisboa: ir para o palco e a energia volta e tu podes dar muita energia ao público e também dentro da banda. Então eu sinto-me tipo um todo, como sendo uma única coisa. Geralmente acontece, mas não sempre. Há músicos que gostam mais de compor ou de gravar, mas eu gosto de atuar. Eu gosto de tocar no palco, ver a reação do público, sabes, apenas dar um bom espectáculo.


M.I. - As vossas letras são acerca de variados tópicos (tais como religião, Física, ...). Quem faz o trabalho de pesquisa?

Oh bem, as letras são escritas pelo Mark e pela Simone, tipo cerca de 50-50. A Simone trata mais de assuntos pessoais e depois o Mark é mais dentro de material científico, acerca da sociedade em geral, e geralmente ele tenta ler muito acerca do que quer que ele consiga ter nas mãos, como material científico ou psicologia e, quando ele tem um livro que é realmente interessante, ele começa a ler mais acerca desse tópico e, geralmente, faz o material básico para o próximo álbum. De modo que isso é muita leitura e visualização de documentários e é basicamente como é feito.


M.I. - Gostas de comida portuguesa? Qual é o teu prato preferido?

Bem, sim. Eu não sei se há um preferido ou algo. Eu nunca comi comida má em Portugal. O que quer que seja que eu andei a comer aqui, foi sempre óptimo. Eu gosto do país. As pessoas em Portugal tendem a falar muito em Inglês. São mesmo boas no Inglês também e eu não falo Português, então, isso é um bom bónus. E o estado do tempo é, quase sempre, agradável.


M.I. – O português é difícil, julgo eu.

Sim, sim, soa engraçado. (risos)


M.I. - “The Quantum Enigma” começou uma nova era para a banda. Pensas que existirá outra? Planos futuros para os Epica?

Bem, sabes, de vez em quando, tu tens tipo que reinventar a mesma coisa apenas para a tornar interessante, certo?! E foi o que nós fizemos para o “The Quantum Enigma”. Basicamente nós não mudámos... Quero dizer, todos os ingredientes são os mesmos, mas é apenas a forma como olhas para isso. Como eu disse, no passado, nós não ensaiávamos juntos realmente e para o “The Quantum Enigma”, nós começámos a fazê-lo. Temos um produtor diferente, um estúdio diferente. E foi basicamente depois da primeira década dos Epica, depois de dez anos, sabes, e depois se tu tens dez mais, se ouves a mesma coisa de novo, torna-se aborrecido. Então pensámos que era altura de o pôr a funcionar ao contrário e tenho a certeza que enquanto continuar, a certa altura, nós teremos a mesma coisa outra vez. Não é por os dois últimos álbuns terem sido bem recebidos que nós nos vamos colar a isso ou algo assim. Como uma pessoa criativa, como músico, tu tentas sempre aparecer com diferentes formas de fazer a mesma coisa.


M.I. - Últimas palavras para os fãs portugueses?

Sim, como eu disse eu adoro estar aqui. Eu espero que as pessoas tenham gostado dos concertos e se tenham divertido e que nós possamos atuar em muitos mais concertos aqui porque, como eu disse, eu gosto deste país. 


M.I. – OK. Muito obrigada pelo teu tempo. Desejo-te o melhor.

Muito obrigado. Eu espero que tenhas gostado do concerto também.


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Entrevista por Dora Coelho