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2018 promete: um ano repleto de concertos inacreditáveis em Portugal, marcado pela estreia de novas bandas e pelo regresso de grandes nomes ao nosso país. Os Angra são um deles! Com concertos agendados, no Porto e em Lisboa, já no próximo mês de Março, estivemos à conversa com este grupo inacreditável, que nos deixou em pulgas para o seu regresso a Portugal.

M.I.: Olá a todos e, desde já, muito obrigada pela oportunidade! Com mais de um quarto de século de uma carreira absolutamente formidável, tenho a certeza que os nossos leitores adorariam saber qual foi, até agora, o momento mais marcante desta vossa história e porquê?

Olá e obrigado pela entrevista! Felizmente temos uma grande coleção de bons momentos, que geralmente acontecem no palco, onde temos a oportunidade de estar com nosso público. O Rock In Rio de 2015 foi um grande momento, pois foi o show que marcou a entrada do Marcelo Barbosa na banda, dividindo o palco com o Kiko, que estava de saída para os Megadeth. 


M.I.: Não obstante serem um projecto de renome e com fãs espalhados pelo mundo, os Angra sentem que enfrentam alguma dificuldade em particular, considerando o actual panorama musical e a imensidão de bandas que têm vindo a surgir nas últimas décadas?

Sem dúvida é um desafio manter uma banda de Heavy Metal por tantos anos, especialmente estando baseados no Brasil, onde esse estilo de música não é nada popular. Somos muito gratos aos fãs que vêm nos acompanhando ao longo dos anos, mesmo com as mudanças de formação que aconteceram. Uma banda é um grande casamento, então sinto que o maior desafio é manter todos motivados e focados no mesmo objetivo. Fico feliz em dizer que o momento que estamos a viver é fantástico! 


M.I.: Os Angra representam uma grande influência para uma imensidão de bandas, mas e para os Angra, quem têm sido, ao longo destes anos, as vossas maiores referências? E, já agora, com que banda, com a qual ainda não tiveram oportunidade de ir em tournée, gostariam de fazer uma digressão no futuro?

Os Angra surgiram influenciados por bandas como Queensrÿche, Helloween e Iron Maiden, mas ao longo dos anos novas influências foram-se somando. Nós gostamos muito de pesquisar e estar sempre actualizados com novas bandas e tendências. Sentimos que isso torna o nosso som mais actual, somando essas novas linguagens aos pilares de nosso estilo. Eu gostaria muito de fazer uma tournée ao lado do Symphony X. Creio que seria muito especial para nós e para os fãs. 


M.I.: Apesar de não ser um assunto muito aprazível para ser suscitado, a verdade é que os vossos fãs têm sempre muita curiosidade em saber se existe alguma hipótese de uma futura reunião dos Angra com alguns dos seus membros anteriores para uma digressão, ou se, efectivamente, “o passado é passado”; o que me dizem?

O presente só existe como consequência de um passado, que contou com a colaboração de músicos incríveis, emprestando os seus talentos aos Angra. Na nossa visão, uma verdadeira reunião é ter no palco músicos de todas as fases da banda, inclusive a actual. Nós últimos anos fizemos vários shows no Brasil com Edu Falaschi, Luis Mariutti e Ricardo Confessori, e as portas estão abertas para todos os membros que fizeram parte da nossa história. 


M.I.: Esquecendo as questões do passado, debrucemo-nos agora sobre o vosso novo álbum. “OMNI” será lançado em Fevereiro de 2018: o que distingue, em especial, este álbum dos demais?

É um álbum muito completo. Passamos por todas as influências e estilos que fizeram parte da formação do estilo dos Angra, e somamos a isso tudo o que temos pesquisado nos últimos anos. Foi um processo bastante colaborativo, onde todos participaram com as suas ideias. O grande diferencial desse disco é que ele foi inteiramente composto de maneira orgânica, sempre com a banda tocando. Não utilizamos bateria electrónica em nenhum momento. Então poderia haver 2,3 ou os 5 músicos juntos, mas todas as ideias surgiram de jams entre nós, muito mais do que trechos ou músicas individuais. 


M.I.: Nos próximos dias 29 e 30 de Março de 2018, os vosso fãs portugueses poderão contar com a vossa presença em concertos que serão, decerto, memoráveis, no Porto e em Lisboa. Sem querer estragar a surpresa, com o que é que o vosso público pode contar dessa actuação tão aguardada?

Será um prazer enorme estar de volta a Portugal depois de tantos anos. Prometemos um show com muita energia, com um repertório especialmente formulado para essa tour que mistura todas as fases da banda, e com os Angra na sua melhor forma. Também temos algumas surpresas, então estejam lá para conferir. 


M.I.: Por falar nesses concertos, a verdade é que muitos dos vossos fãs não sabem onde adquirir a vossa Cerveja, que tem uns rótulos inacreditáveis. Vão trazer algumas convosco, para que o público possa comprá-las nas salas de espectáculo e brindar convosco, ou vão deixar a plateia “à sede” ?

As cervejas do Angra são um grande sucesso no Brasil, e ouço dizer que são muitos boas (eu não saberia dizer, pois não bebo álcool). Vamos levar algumas para a tour, então torçam para que ainda haja algumas nos show de Portugal! 


M.I.: Por fim e voltando ao facto de já irem a caminho de trinta anos de carreira e de já terem conquistado tanto com a vossa música, digam-nos: qual o grande objectivo que pretendem alcançar no futuro?

O nosso grande objetivo é seguir sendo uma banda que tem uma história muito bonita, mas que ainda tem gás para criar e trazer novas ideias. Temos uma grande corrente criativa que parece inesgotável, e enquanto sentirmos que a música é relevante e verdadeira, vamos seguir fazendo álbuns e tournées. 

Entrevista por Evie