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Os Winterfylleth são uma banda de Black Metal britânica conhecida por explorar folclore e herança inglesa... "The Hallowing of Heirdom" é o mais recente trabalho, que será lançado no dia 6 de Abril, e surpreenderá por ser um álbum acústico. Chris Naughton (vocalista / guitarrista) conversou com a Metal Imperium.


M.I. - O novo álbum da banda "The Hallowing of Heirdom" mantém a tradição dos álbuns iniciados com a letra "T". Existe uma razão especial para tal?

A razão pela qual todos os álbuns começam com 'The', e geralmente têm o formato de 'The' Something é porque devem ser vistos como novas edições de uma saga de um trabalho em andamento, como Tolkien fez com O Senhor dos Anéis, o Silmarillion, o Hobbit, os Filhos de Húrin, etc. Não é um grande mistério, é apenas um bom conceito e uma homenagem nossa. 


M.I. - A ideia de lançar um álbum acústico foi anunciada quando lançaram o último álbum. Pode dizer-se que é um sonho tornado realidade? Quão especial é este álbum para os Winterfylleth? Será uma experiência única ou tencionam repeti-la?

Eu acho que sempre pensamos que os Winterfylleth poderiam fazer um álbum acústico e que faria sentido ter algo assim na nossa discografia, mas só em 2015 é que começamos a falar disto mais seriamente. Quanto mais tempo passava, quanto mais pensávamos nisto, mais fazia sentido ter assim um álbum nos Winterfylleth. Aconteceu num bom momento para nós, já que estávamos todos num estado de espírito semelhante, particularmente o Dan (o nosso guitarrista principal) que também estava a trabalhar no seu álbum a solo - Wolcensmen 'Songs from the Fyrgen '- que é na mesma onda do nosso. Por enquanto, é apenas um álbum único, embora tenhamos cerca de 5-6 músicas que não foram concluídas no momento da gravação, e que poderão eventualmente ser usadas no futuro.


M.I. - Podes explicar o processo de escrita e gravação para "The Hallowing of Heirdom"? Quão diferente foi do processo de escrita e gravação dos álbuns anteriores?

O Nick e eu estávamos a escrever imenso material acústico juntos no momento em que o álbum estava prestes a ser gravado e pensamos gravá-lo como EP, usando apenas os nossos nomes ou algo assim. Mas, como disse, quanto mais pensávamos sobre isso, mais fazia sentido para nós expandirmos as ideias que estávamos a criar como uma banda completa e envolver os outros membros para fazê-lo como um álbum de Winterfylleth. Eu acho que, ao gravar este álbum, sabíamos que estávamos a sair da nossa zona de conforto como escritores e artistas, então decidimos empenhar todo o nosso tempo e esforço para criar cada aspecto. Principalmente para nos certificarmos de que este álbum conseguiria igualar os nossos álbuns de metal e fazê-lo foi tão emocional, comovente e apaixonado como tudo que já fizemos até então. Mas, também, porque acreditávamos genuinamente que poderíamos fazer algo excelente neste estilo.


M.I. - Por que é que os Winterfylleth, uma banda de Black Metal, decidiu fazer um álbum acústico "The Hallowing of Heirdom"? Ficou como queriam? Sabes que foi uma aposta bastante controversa, certo?

De certa forma, arriscamos um pouco e temos a certeza de que este álbum irá dividir os nossos fãs. Mas, também é um passo natural para nós, dado que sempre colocamos material como este nos nossos álbuns anteriores, mesmo que nunca o tenhamos feito de uma forma tão ampla. Além disso, dado que algumas das nossas bandas favoritas, como Ulver, Drudkh e Empyrium, criaram álbuns excelentes e credíveis nesta esfera, este álbum não parece assim um risco tão grande para uma banda de Black Metal. Acho que foi uma tarefa assustadora entrar no processo de escrita do álbum, mas agora que o fizemos, acho-o melhor do que tínhamos imaginado. É um verdadeiro reflexo de todos nós. Estamos ansiosos para que as pessoas o ouçam.


M.I. - Os fãs parecem estar bastante entusiasmados com o vídeo "The Elder Mother" e parecem ansiosos para o lançamento do novo álbum. Não achas que esta "mudança radical" pode decepcionar alguns fãs?

Acho que qualquer banda que faça algo assim está sujeita a polarizar opiniões dentro da sua base de fãs. Mas, como mencionei antes, sempre fizemos músicas como estas nos nossos álbuns anteriores, portanto não parece uma coisa completamente descabida para a nossa banda fazer. Sempre haverá os fãs "preto e branco" que só querem que façamos álbuns de metal extremo e, apesar de agradecermos todo o apoio dos nossos fãs, não podemos escrever a pensar neles... precisamos de fazer coisas assim para expandirmos e crescermos como banda.


M.I. - O álbum tem muitos músicos convidados... qual o ingrediente especial que estas colaborações trouxeram para tornar este álbum ainda mais especial?

Bem, é justo dizer que o álbum tinha de ter muitos músicos convidados, principalmente porque nenhum dos membros da banda toca violoncelo ou violão. Inicialmente, trouxemos músicos de sessão para fazerem a gravação e execução dessas partes no álbum. Mas, tendo trabalhado juntos e tendo-nos tornado amigos próximos da Jo (Quail, violoncelista) particularmente, não conseguimos imaginar como o álbum poderia ter ficado sem ela. Ela toca de forma tão apaixonada, emotiva e atmosférica que adicionou uma dimensão verdadeiramente diferente ao álbum. Igualmente, o violino e a viola foram tocados por uma incrível senhora chamada Victoria Bernath, que também trouxe o seu estilo e talentos únicos para as músicas. Os instrumentos de corda como este podem parecer tão incríveis ou, tão desesperadamente pobres, dependendo das mãos que os tocam. Sinto que realmente tivemos a sorte de ter a Jo e a Victoria a tocar neste álbum.


M.I. - O folclore e a herança inglesa são muitas vezes explorados nas vossas letras. Quão importante é o património e a cultura para vocês? Como se sentem ao ver certas tradições a morrerem no vosso país?

Há uma faixa no álbum chamado On-Cýðig que resume esse tipo de coisa. A palavra aproxima-se do inglês moderno como um sentimento desanimado causado pela falta de algo que já não está próximo. Ou, por outras palavras, o sentimento de saber que existe algo ou alguém, e depois ter que deixá-lo para trás, ou tirá-lo. Eu acho que isso realmente se relaciona com o modo como o mundo natural é tirado de todos nós para o lucro corporativo e também como as nossas culturas e património natural são corroídos para cumprir agendas políticas que nos vêm como simples abelhas operárias, mono cultivadas, que apenas servem para a sua rentabilidade e interesses.


M.I. - Todas as vossas capas retratam a natureza. A paisagem apresentada na capa mais recente é bastante impressionante. Por que optaram por usar este tipo de arte? É uma imagem real ou desenhada?

Eu acho que todas as capas do álbum são uma maneira de retratar a pureza e a magnitude do mundo natural. Elas representam um ecossistema intocado, imaculado e próspero que existe há milhões de anos; antes das inferências tóxicas da humanidade. Elas também representam a beleza e a fragilidade deste mundo exterior, que todos parecemos dar por garantido - ou talvez nem sequer pensemos nele! Elas também representam, para mim, as nossas próprias vidas intrinsecamente ligadas ao destino do mundo natural e que, além da humanidade, vale a pena cuidar... nós precisamos de levantar as nossas cabeças e fazer isso. Desta vez, a pintura foi feita por David Taylor, que capturou a imagem de Sycamore Gap no Muro de Hadrian ao anoitecer. É bonito e está em consonância com o sentimento mais pessoal deste álbum.


M.I. - Falta apenas um mês para o concerto em St Pancras Old Church e a maioria dos bilhetes já estão vendidos. Quais as vossas expectativas?

Bem, acho que esperamos poder oferecer aos nossos fãs uma performance única num local especial e poder fazer justiça a estas novas músicas com as quais nos preocupamos muito. Não é frequente termos a oportunidade de ver ou fazer um concerto num espaço como este, e queremos que seja especial e íntimo para todos os interessados.


M.I. – Têm planos para fazer uma tournée em 2018 para promover o novo álbum? Ou farão apenas concertos acústicos em locais especiais?

Eu acho que teremos que ver como corre. Provavelmente mais concertos especiais em locais interessantes. As pessoas e a produção envolvidas neste tipo de concertos são muitas, e precisamos ter a certeza de que tudo corre bem. Até podemos fazer uma tournée mas, neste momento, estamos a explorar todas as possibilidades com os nossos agentes.


M.I. - Qual é a principal diferença entre fazer tournées como cabeça de cartaz e como banda de abertura?

Quando és cabeça de cartaz, consegues fazer as coisas à tua maneira e escolhes as bandas que desejas levar contigo. Também tocas mais tempo e tens uma produção maior. Como banda de apoio, pode ser muito benéfico, pois podes tocar com bandas que sempre admiraste. Também podes tocar para um grupo de fãs que, de outra forma, poderiam nunca te ver ou ouvir falar de ti. Mas, nem sempre consegues tocar por muito tempo e tens de respeitar as escolhas da banda cabeça de cartaz, o que pode ser um desafio.


M.I. – O Black Metal começou em torno do niilismo e do satanismo, mas vocês abordam a natureza, questões ambientais, história e poder. Acham que "Black Metal" é a definição mais adequada para o vosso som? Se pudessem mudar a definição agora, como se definiriam?

Penso que até mesmo nos primeiros tempos havia bandas como Ulver, Burzum e Enslaved que optaram por discutir assuntos como folclore, natureza e mitologia, e não vejo por que razão o Black Metal não pode ser sobre essas coisas também. Eu não acho que esteja apenas limitado ao niilismo, etc. Sempre houve um lado mais espiritual. Acho que muitas pessoas que descrevem bandas como a nossa, começaram a usar a descrição "symphonic black metal", que considero apropriada. Não é que queiramos ser “etiquetados”, mas essa descrição parece-me justa, dada a atmosfera que tentamos criar ao lado da extremidade da música.


M.I. – Os Winterfylleth não usam nenhuns dos acessórios estéticos associados ao Black metal. O que pensam sobre o aspecto tradicional do Black Metal? Está desactualizado?

Há mais de 30 anos que os álbuns Black Metal começaram a ser lançados e acho que a pintura corporal era a reacção à paisagem e às situações sociais com as quais se estava a lidar naquela época. A música e as imagens e o outro lado das músicas e ambições que eles estavam a tentar criar eram muito anti-corporativos, anti-religiosos, niilistas, minimalistas e até mesmo anti-música. Esta foi a reacção às questões que enfrentavam na época. O problema é que houve muitas bandas, que tentaram ser apenas preto e branco, com a pintura corporal, os cintos de balas e as capas fotocopiadas, etc. Não faz sentido agora que os Winterfylleth façam um álbum a preto e branco que fala sobre a escuridão e Satanás. Nós somos de um país diferente com uma paisagem política e social diferente, com diferentes problemas contemporâneos, e precisamos de encontrar uma maneira para tudo isso interagir com a nossa música. Optamos por não usar nenhum dos acessórios como picos e cintos de bala, e queremos manter uma imagem mais simples com a natureza e a história, deixando a música e os conceitos falarem mais alto. Deixar os álbuns falarem mais do que nós como personalidades. É por este motivo que escrevemos este tipo de músicas e este tipo de letras. Parece que esta é a maneira de nos relacionarmos com as situações de agora, e não apenas copiar o que as bandas de outra época fizeram, o que não quer dizer que não gostemos de algumas bandas que ainda fazem isso, porque gostamos. Mas, não é para nós.


M.I. - Ainda és seguidor do género? Na tua opinião, qual a melhor banda de Black Metal nos dias de hoje? E o melhor álbum de Black Metal lançado ultimamente?

Todos seguimos o género com bastante avidez e eu compro muitos álbuns. Acho que há muitas grandes bandas que fazem Black Metal nos dias de hoje. Não tenho a certeza de ter uma banda BM preferida neste momento, já que há muitos álbuns fantásticos que vão sendo lançados. Se tivesse de dizer, talvez dissesse Whoredom Rife ou Windswept. Na minha opinião, alguns dos melhores álbuns de Black Metal lançados recentemente são:
  • Drudkh - ‘They Often See Dreams About The Spring’
  • Windswept - ‘Visionaire’
  • Sun Of The Sleepless - ‘To The Elements’
  • The Committee - ‘Memorandum Occultus’
  • Havukruunu – ‘Kelle Surut Soi’
  • Panopticon – ‘The Scars Of Man On The Once Nameless Wilderness’
  • Whoredom Rife – ‘Dommedagskvad’
  • The Ruins Of Beverast – ‘Exuvia’
  • Wiegedood – ‘De Doden Hebben Het Goed I-III’


Há muito bons álbuns. E esta lista é apenas um pequeno exemplo do que foi lançado durante o último ano.


M.I. - O que é que os fãs podem esperar dos Winterfylleth num futuro próximo? Agora que fizeram um álbum acústico, pode esperar-se um álbum de raw Black metal com pintura corporal e tudo?!

Haha, talvez não com pintura corporal mas vamos fazer outro álbum de black metal a seguir a este. Terás que esperar para ver.


M.I. - Obrigada pelo teu tempo. Espero que venham em Portugal em breve. Deixa uma mensagem para os leitores da Metal Imperium.

Obrigado por lerem. O nosso novo álbum 'The Hallowing Of Heirdom' estará disponível a partir de 6 de abril de 2018. Esperamos ver-vos nas nossas viagens muito em breve.

For english version, click here

Entrevista por Sónia Fonseca