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Que as bandas com vozes femininas dão hoje cartas no panorama heavy mundial não é novidade para ninguém. Que em Portugal temos projectos com enorme qualidade encabeçados por mulheres também não. Falta talvez um golpe de sorte para que uma dessas bandas consiga atingir uma projecção fora de portas que já merece. Ciente desse facto, o Stairway abriu as suas portas no passado dia 24 de Fevereiro a três projectos que já movimentam um culto interessante no underground, e que poderão ser a linha da frente no tal abrir de portas que o nosso país já reclama.

A noite iniciou-se com a actuação dos 11th Dimension, com a carismática Diana Rosa ao comando da nave de metal melódico oriunda de Lisboa. Em processo de gravação de um novo disco, que sucederá ao EP “Odyssey” de 2014, a banda fez no Stairway um concerto bastante emotivo, talvez mais do que o normal, uma vez que as letras versam temas como a ansiedade ou o isolamento perante a sociedade. A razão não era para menos: este seria o último concerto do guitarrista Daniel Ogre, que irá partir para outras paragens. O arranque foi dado ao som de “Misanthropy” e “Shades of Personality”, como que a marcar a diferença entre os 11th Dimension de 2014 e os de agora, arrancando muitos aplausos e enorme participação do público que compunha bastante bem a casa da linha. Com uma performance sempre em alta, com o guitarra solo Pedro Marques a fazer um excelente trabalho no lado esquerdo do palco e Diana a encantar todos com a sua presença “elfiana” e frágil, mas capaz de arrancar o coração de dentro do peito de algum mais incauto, destaque para “Cryphobia” e “Trust Denied”, antes do final com o já clássico “Odyssey to a Change”.

De Coimbra, mais concretamente de Vila Nova de Poiares, chegaram os Secret Chord, banda de metal sinfónico, a fazer a sua estreia em Cascais. A promover o seu EP de 2017, “Dimensions of a Dream”, a banda de Raquel Subtil foi uma agradável surpresa para quem nunca tinha assistido à sua performance. “I Will Never Forget You”, tema que abre o EP, foi o escolhido para iniciar a sua prestação, com um excelente trabalho da banda no suporte a uma capacidade vocal acima da média da vocalista. “Euthanasia”, também do EP de estreia, antecedeu a surpresa da noite, com uma versão do popular tema dos Madredeus “O Pastor”, que arrancou uma enorme salva de palmas no final. Daí até ao final da actuação foi muito gratificante verificar a qualidade de mais um projecto nacional que foge da centralidade de Lisboa e Porto, mostrando, se tal fosse preciso, que em Portugal há grandes projectos em qualquer parte do país.  “One More Night”, “Equally Destructive”, “Egocentric Lust” e “Wraith of Oblivion” desfilaram até ao final com “Set the Firestarter Ablaze”, talvez o tema mais emblemático dos coimbrenses. Visivelmente agradados com o calor que vinha da plateia, os Secret Chord prometeram não deixar de aparecer mais vezes pela capital.

Liliwhite é uma força da natureza! A líder carismática dos Inner Blast tem uma presença em palco que mete em respeito qualquer veterano/a, com uma amplitude vocal que vai rapidamente do gutural ao lírico. Atrás dela está uma banda com imensa qualidade, contando com alguém com os créditos firmados no mundo do metal em feminino como a teclista Mónica Rodrigues (das saudosas Black Widows). O seu disco de estreia, “Prophecy” de 2016, meteu a banda nas bocas do underground metálico e a banda faz por merecer o carinho do público a cada concerto. Em Cascais, e tal como no disco, “Private Nation” foi a primeira faixa a ecoar na sala, para delírio de uma plateia muito bem composta e que acompanhou as letras ao longo de todo o concerto. “Darkest Hour” é um dos melhores temas dos Inner Blast, e onde Liliana mostra toda a sua capacidade vocal sobre um tema com um riff inicial a alta velocidade e as teclas a construir uma teia sonora que obriga a headbanging compulsivo, e uma melodia vocal que “obriga” o público a participar e empurrar a banda na sua performance. A banda continuou a passar em revista os temas de “Prophecy”, com “Legacy”, “Wings of Freedom” e “Inner Fire”, tocando depois “There’s no Pride” e “Throne of Lilith”, ainda sem edição discográfica. “Insane” entra no território do goth metal, com muito peso e novamente as teclas e os riffs de guitarra a gladiar-se em palco. A faixa puxa por uma Liliwhite mais angelical na maneira como aborda a letra, para aumentar de intensidade por altura do refrão. Uma montanha russa de emoções, esta pequena pérola de cinco minutos e pouco. “Feel the Storm” fechou a actuação da banda lisboeta e de um concerto que deveria ter continuidade, pois projectos com elevada qualidade não faltam neste meio do “female fronted metal band”.


Texto e fotos: Vasco Rodrigues
Agradecimentos: Amazing Events