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Depois de uma estreia completamente avassaladora no nosso país, os Carach Angren regressarão em Agosto para o Vagos Open Air. Devido a todo o furor causado pela banda holandesa, a Metal Imperium conversou com o teclista Ardek...


M.I. - A banda tocou em Portugal pela primeira vez em Fevereiro ... qual a tua opinião sobre o público português?

Foi óptimo finalmente assombrar Portugal e foi uma experiência intensa. Os portugueses são tão apaixonados pela música que fizeram dos concertos uns dos melhores da tournée. Nós conhecemos muitos fãs e o que me surpreendeu foi haver pessoas de todas as faixas etárias. Não se vê isso em todo o lado e sinto que vem do vosso sangue português apaixonado. Estaremos de volta no Verão no Vagos Open Air!


M.I. - Na tournée com os Rotting Christ houve muitos concertos esgotados... como se sentiram?

Muito animados e gratos. Como artistas, não queremos nada mais do que apresentar a nossa música e arte ao maior número possível de pessoas e, quando esse objectivo é alcançado, sentimo-nos incríveis. No geral, a tournée foi uma loucura, um cartaz tirado directamente do Inferno!


M.I. - Em Agosto, vocês tocarão aqui novamente mas, desta vez, num festival de Verão. Preferes tocar em locais pequenos ou a atmosfera de um festival? Quais são as tuas expectativas?

Tanto os locais pequenos como os grandes festivais têm o seu charme, mas nós estamos animados para apresentar o nosso novo espectáculo. Temos vindo a desenvolver o nosso espectáculo constantemente ao longo dos anos, como muitos de vocês sabem, por isso podem esperar novas surpresas horríveis!


M.I. - Aprendeste alguma coisa sobre Portugal que não sabias antes de vir cá?

Que a comunidade do metal tem fãs de todas as faixas etárias. Também o cenário, os edifícios pareciam muito bonitos. Lembro-me da nossa menina de mercadoria dizer: "É aqui que eu quero voltar!" E isso prova que o vosso país é o melhor! Haha!!


M.I. - A banda está actualmente a preparar material novo?

Sim, mas de uma maneira muito descontraída. Na realidade, eu já escrevi duas músicas, mas ainda estamos a explorar o caminho a seguir com este novo álbum. Depois de cinco álbuns, sinto que este é um processo que não deve ser apressado, porque nós e os fãs merecemos um excelente sucessor para o álbum “Dancing And Laugh Amongst The Rotten”. Existem tantas bandas actualmente que lançam algo só para continuar em tournée, mas esse não é o nosso estilo. Os nossos álbuns sempre serão uma experiência e, assim, continuamos empolgados em apresentá-los ao vivo. Por enquanto, o nosso trabalho está focado nos concertos da tournée nos EUA e dos festivais.


M.I. - “Dance and Laugh Amongst the Rotten” conta a história de uma menina que brincava com o seu tabuleiro Ouija. Acreditas nesse "poder"? Vocês já têm a personagem principal para o próximo álbum?

Sim, definitivamente há poder, quer acredites ou não. O cenário ameaçador de um tabuleiro ouija pode elevar as expectativas na mente humana, que é exactamente o que tentamos fazer com o nosso álbum. A música “CHARLIE” define o tom obscuro para um álbum cheio de contos distorcidos. Para o próximo álbum, ainda estamos a explorar e a apresentar ideias…


M.I. – As vossas letras são completamente diferentes das letras da maioria das bandas de Black Metal… o que te inspira?

Pessoalmente, eu inspiro-me no meu objectivo de fazer a mais incrível narrativa musical para as pessoas se divertirem. Isso é o que mais me motiva e também me inspiro em livros, filmes e contos.


M.I. - Por que escreveste uma música sobre Charles Francis Coghlan? O que te atraiu nesse personagem? Existem outros sobre os quais gostarias de escrever / ter escrito?

Lembro-me do dia em que o Seregor me ligou e me contou essa história e, de alguma forma, imediatamente, desenhou imagens na minha mente. A ideia e visão de um caixão a flutuar no mar aberto e a chegar misteriosamente à sua terra natal deixou-me louco. Hahaha! Eu comecei a compor imediatamente, era como se esse homem se aproximasse de mim e eu tivesse que escrever a sua história. Inicialmente, chamei-lhe “Symphony for Charles Francis Coghlan”. Por isso, de certa forma, a sua história foi contada novamente e ele até ficou um pouco mais famoso. Essa é a parte fixe do que fazemos. Por exemplo, “Lammendam” era uma lenda muito desconhecida da nossa área. Agora mais pessoas a conhecem porque fizemos um álbum sobre isso, e é bom sabê-lo.


M.I. - As letras são escritas principalmente em Inglês, mas já usaram a vossa língua materna e até mesmo Francês e Alemão. Por que fazem assim? O significado perde-se na tradução?

Sim e porque faz parte das histórias que contamos. Em Lammendam havia alguns franceses, por isso o Francês foi incluído na história. Dá mais drama e profundidade ao conto poder contá-lo com partes na língua materna. O mesmo se aplica a "Al Betekent Het Mijn Dood", que é sobre o infame capitão "Van der Decken".


M.I. - A banda tem vídeos bastante interessantes e incluir bailarinos contemporâneos / ballet não é comum nas bandas de metal. Quem tem as ideias para os vídeos? Quem trata do conceito?

Este fui eu que inventei. Por alguma razão, tive essa visão de dançarinos esquisitos quando ouvi “When Crows Tick on Windows”. E começámos a conversar com o diretor e fizemo-lo acontecer. Foi uma óptima colaboração entre todos os envolvidos. O Rick Jakops da Backstage Film Productions fez um grande trabalho assim como todos os outros envolvidos. No segundo videoclipe as coisas ficaram ainda mais intensas, passamos quase dois meses a tempo inteiro a construir o set para este vídeo. O Seregor criou todas as lápides e o meu irmão Namtar inventou todos os mecanismos, por exemplo, o caixão que está a subir da sepultura, etc.


M.I. - A banda tem uma óptima presença de palco / vídeo. Como te sentes quando estás em palco? Assumes uma personalidade de palco? Fora do palco pareces ser um pouco tímido.

Sim, o corpsepaint, roupas e todo o cenário escuro permitem-nos mudar e dar tudo. Podes considerar-me tímido, mas acho que somos apenas três tipos normais que adoram o que fazem e, no final do dia, o que quer que façamos, mantemos os pés em terra firme, gostamos que assim seja. Acho que nunca devemos considerar o sucesso como garantido porque sem fãs, por exemplo, não há concertos…


M.I. - Quem desenhou todos os artefactos de Carach Angren? Foi complicado fazer um braço articulado para o teclado?

Nós fazemos tudo sozinhos e é, por isso, que dá muito trabalho. Nós três somos muito diferentes e temos gostos e talentos complementares. O meu irmão Namtar é incrivelmente habilidoso com tecnologia, então eu, por exemplo, disse-lhe “Quero que meu teclado suba e desça, consegues fazer isso?” Ele respondeu “Consigo fazer melhor…” hahaha! Agora ele está a trabalhar dia e noite em algo novo para o nosso palco, que vai ser realmente incrível. O Seregor é muito talentoso visualmente para além de ser um actor / cantor em palco. Por isso, ele tem ideias para todas estas máscaras, lápides etc. Eu faço a maior parte da composição e é por isso que funcionamos como uma máquina. Desde há quatro anos que também temos um óptimo manager e mais pessoas à nossa volta que fazem com que sejamos uma grande equipa.


M.I. – O Seregor usa muitas máscaras em palco... qual é o significado por trás de todas elas?

Elas têm significados diferentes, mas o principal elemento é apenas causar um impacto realmente sombrio e louco durante os concertos. A principal inspiração de Seregor é sempre... "Morte". Então ele só tem ideias relacionadas com… “Morte”. Haha.


M.I. - Uma vez disseste que os Carach Angren são uma ruptura terrível com a realidade... é preciso muito trabalho para manter a qualidade a que acostumaram os fãs?

Sim, claro… porque como eu disse antes: Temos mais de 5 álbuns e, de todas as vezes, temos que nos reinventar completamente e isso exige coragem, tempo, dúvida, falhas, etc, etc. É um processo pelo qual temos que passar novamente e novamente, mas nunca podemos parar, portanto... haha. Mas quanto mais velhos e experientes ficamos, mais nos apreciamos na banda e nos respeitamos e motivamos uns aos outros para melhorar. Somos uma máquina, e não me canso de o repetir...


M.I. – 9 é o número da sorte dos Carach Angren? É uma coincidência ou superstição? Eu pergunto isso porque todos os álbuns, além de “Lammendam” incluem 9 faixas.

Então, por que é que esta não é a 9ª pergunta da tua entrevista? Haha!! Eu não penso assim, é apenas uma coincidência, mas é uma observação interessante. Devo admitir que gastamos muito tempo para acertar o álbum, ele deve parecer uma história e não deve ser muito curto nem muito longo, é provavelmente por isso que a duração dos álbuns tem sempre o mesmo intervalo de tempo, e isto é muito importante. Imagina ter 9 faixas muito boas, mas decides usar mais 4, simplesmente porque parece mais impressionante. O álbum inteiro vai sofrer porque as pessoas vão sentir que há algo de errado. Algumas pessoas dirão que essas 4 faixas são a causa, mas outras não serão capazes de identificar o problema e avaliam o álbum com um 5/10 ou algo assim… isso é mau! Um álbum é tudo do início ao fim, desde a obra de arte, ao pacote, ao concerto ao vivo. Nós nunca tentamos subestimar isso.


M.I. - Os dois primeiros álbuns foram reeditados em 2013. Porquê? Acham que a Maddening Media não fez um bom trabalho em promovê-los?

Não, não. A Maddening Media fez um trabalho fantástico e por causa deles nós conseguimos um empurrão na nossa carreira. O Philip Breuer e o Patrick Damiani (Tidal Wave Studio) abriram-nos as portas, permitindo-nos trabalhar no nosso primeiro álbum. Depois de lançar dois álbuns, precisávamos de dar o próximo passo e por isso é que nos mudamos para a Season of Mist. Reeditar os álbuns foi algo que aconteceu naturalmente.


M.I. - A banda tem uma base de fãs muito leal e já há muito tempo que eu não via fãs a gritar pelos seus ídolos... pensei que isso só acontecesse com bandas maiores e mais comerciais... como reagem a isso?

Estamos muito gratos pelo sucesso e é muito fixe ver que as pessoas ficam animadas com as coisas que fazemos.


M.I. - Existe diferença entre o público dos Carach Angren e o público de Black Metal?

Sim, nós definimo-nos mais como Horror Metal, porque o termo Black Metal não cobre totalmente o que fazemos. É claro que as nossas raízes ainda estão lá, mas gostamos de nos expandir mais noutros géneros e gostamos de alcançar mais pessoas. Além disso, eu não acho que exista o "público típico de black metal". Há tantas bandas hoje em dia e as pessoas têm acesso à música instantaneamente, portanto as multidões são enormes e estão constantemente a mudar também.


M.I. - És fã de terror? Menciona alguns livros de terror e filmes, autores ou diretores de filmes que aprecies.

Sim, com certeza. Um dos maiores filmes de terror que vi recentemente foi "Get Out". Tinha uma banda sonora muito refrescante e assustadora. O meu filme favorito é Jurassic Park, que considero um filme de terror também. O livro foi originalmente escrito por Michael Crichton que, infelizmente, faleceu há dez anos. Era um escritor brilhante, que combinava temas científicos e de terror/ suspense. 


M.I. - Se os Carach Angren pudessem escrever a banda sonora de qualquer filme... qual filme escolherias e por quê?

O nosso próprio filme, porque gostamos de fazer tudo sozinhos! Haha!


M.I. – O Ardek é muito dramático e teatral... já consideraste fazer ou fizeste teatro?

Não, nunca fiz teatro, mas imagino sempre cenas dramáticas na minha cabeça enquanto escrevo música. É frequente fazer headbanging enquanto estou a trabalhar no meu próprio estúdio ou então ando pela casa enquanto ouço ou imagino novos temas. Eu acho que essa é a maneira de fazer isto. Porque se isso não me motiva física e emocionalmente como diabos é que irá mover um ouvinte?!


M.I. – O Namtar e o Ardek são irmãos... isso torna as coisas mais fáceis ou mais complicadas?

É mais fácil, porque qualquer que seja a dificuldade, sempre seremos irmãos. Isso aplica-se a toda a banda, nós já passamos por tanto e a nossa relação é incrivelmente forte. Dedicamos as nossas vidas a este propósito.


M.I. - Como é que o Ardek, com tantos eventos e solicitações com os Carach Angren, tem tempo para lançar um álbum a solo?

Na verdade, eu amo o que faço e ainda acho que tenho muito tempo livre. No ano passado, eu trabalhei no meu álbum a solo, mas também trabalhei noutro álbum para um projeto de black metal que será lançado ainda este ano. Trabalhei outra vez em músicas para Till Lindemann. Estou sempre a trabalhar, mas em alguns períodos estou mais parado. Há dias em que trabalho apenas algumas horas e noutros dias trabalho mais. Não é sobre estar ocupado, mas sim estar focado. Algumas vezes eu termino certos projetos e aproveito o tempo para encontrar uma nova visão para o próximo.

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Entrevista por Sónia Fonseca