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 Afsky é oriundo da Dinamarca e o álbum de estreia “Sorg” conta com convidados especiais como a poderosa Myrkur. O homem por trás deste projeto conversou com a Metal Imperium... 


M.I.- Quem é Afsky? O que significa Afsky?

Afsky significa desgosto ou ódio e sou apenas eu, é o meu espaço pessoal e projecto.


M.I. - Por que sentiste necessidade de criar um Projecto de Black Metal Depressivo sabendo que a cena está tão cheia hoje em dia? Qual é a mensagem principal que desejas partilhar?

Porque não se trata de obter fama, mas é apenas uma maneira de expressar o que sinto. E eu realmente não quero partilhar nada, eu escrevi as músicas para ser honesto.


M.I. - Como é que as pessoas estão a reagir a Afsky?

Eu já vi pessoas a chorar num dos concertos ao vivo, isso significa muito. Também houve um tipo que me escreveu a dizer que a minha música o ajudou a passar por uma fase muito difícil da sua vida. Eu apreciei muito esse gesto. Quando algo que eu escrevi num estado de espírito triste e as pessoas vão sentir o mesmo quando ouvem os temas e poder ajudá-los a ultrapassar, acho que isso diz muito.


M.I. - "Sorg" é o teu primeiro álbum... como correm as coisas? Como são as críticas?

Foi bem recebido, acho. Parece que as pessoas concordam que não há nada inovador no que eu faço, mas ainda não li uma crítica má, e acho que os meus ouvintes têm o mesmo gosto que eu.


M.I. - Quais são as influências musicais de Afsky?

Folk e música clássica, eu diria, mas é claro que também há muitas bandas de metal. Música com coração e alma.


M.I. - Todas as letras são em dinamarquês. É a melhor linguagem para exprimir exactamente os teus sentimentos? Sobre o que escreves?

Definitivamente sim! Muitas bandas estrangeiras parecem escrever em Inglês, mas aí, na minha opinião, perdes um pouco da alma, e muitas vezes a letra soa muito parecida porque tem a influência de outras letras, e não do coração. E eu principalmente escrevo sobre coisas pessoais, porque não gosto do mundo e da humanidade como é hoje em dia, e tem sido por muito tempo. Como o mundo está a ficar cada vez mais burro e como te sentes inferior por não seres capaz de fazer algo para mudar isso Mas a maioria das letras são poemas que escrevi quando estava deprimido.


M.I. - Há uma edição limitada de cassetes de “Sorg” em caixas de madeira feitas à mão. Achas que as audiências são mais exigentes e, portanto, há necessidade de ser mais criativo?

Eu não sei, mas sei que aprecio quando a própria banda se esforça para fazer algo especial com as coisas que vendem. Eu percebo porque é que bandas grandes não podem passar o dia todo a criar algo à mão, se existem milhares de pessoas que querem o seu material. Mas, 99% das vezes, acho que a mercadoria dessas bandas é pobre e não vale o dinheiro. Especialmente se começarem a fazer merdas aleatórias como canecas ou escovas de dentes com o logótipo, só para ganhar mais dinheiro. Eu gosto da maneira DIY de fazer as coisas, e é também por isso que eu fiz tudo sozinho.


M.I. - Na tua opinião, qual é a faixa mais intensa e poderosa do álbum? Porquê?

Eu escrevi Maaneløse Nat na noite em que o meu coração se partiu... então acho que é essa, pelo menos quando penso no que senti quando a escrevi! Mas também gosto muito de Vættekongen. Tem muito poder bruto, tanto a letra como a música.


M.I. - A capa é “delicada e crua” (como dizes)… quem a desenhou? Qual é o seu significado?

É um jovem poeta que se matou porque achava que não se encaixava no mundo em que nasceu. Tenho essa sensação, por isso achei que era perfeito para capa do álbum. Foi pintado por Henry Wallis.


M.I. - Uma das faixas apresenta Myrkur na nyckelharpa e Troels dos Huldre no hurdy gurdy. Por que escolheste estes artistas em particular? Eles relacionam-se bem com o teu som?

Eu tenho uma relação pessoal com Myrkur e sempre amei a música dela, então é por isso que tive que tê-la no álbum. Não conhecia o Troels antes, mas conheço alguns dos outros membros da banda Huldre, e eles é que mo indicaram quando eu precisei de um gurdy.


M.I. - A banda tem tocado alguns concertos ao vivo... algum plano de tournée para promover "Sorg"? Ou vais apenas fazer datas aleatórias?

Afsky não era para ser uma banda ao vivo. Como já disse, escrevi as músicas para mim próprio. Na verdade, foi a Amalie que me incentivou a partilhar as músicas que se tornaram o EP. Mas estou feliz que ela o tenha feito.


M.I. - Qual é a maior dificuldade que as bandas enfrentam para fazer uma tournée?

Dinheiro. Odeio dizê-lo, e não estou a mentir quando digo que não me importo com o dinheiro. Mas como é um projecto a solo, é difícil pedir a outras pessoas para tirarem uns dias de folga para irem em tournée e tocar músicas de outras pessoas, tendo a certeza de que não sobrará nada depois de pagar o combustível e a comida. Isso torna tudo muito difícil.


M.I. - Eu sei que a banda acaba de lançar o primeiro álbum, mas para onde queres ir a partir daqui? Já tens alguma coisa planeada para o futuro próximo? Existe algo que gostarias de ver tornado realidade para Afsky?

Agora que comecei a tocar ao vivo, claro que quero continuar com isso. Também estou a trabalhar em material novo. Mas para começar, o EP será lançado como vinil com uma faixa extra, Vinteren bæres ind. Não é uma faixa nova, mas acho que merece ser lançada em formato físico também.


M.I. - Tudo de bom para Afsky. Deixa uma mensagem com os leitores da Metal Imperium.

Obrigado pelo interesse! E a minha mensagem para o povo é provavelmente tratar bem a natureza e parar de destruí-la... sem ela, não somos nada. Infelizmente, a maioria das pessoas não parece entender isso.
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Entrevista por Sónia Fonseca