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A noite do passado 3 de novembro ficou marcada pela presença dos polacos Riverside, que vieram a Lisboa apresentar o seu sétimo álbum de estúdio, “Wasteland”. A banda já estava manifestamente com saudades do público português e apresentou-se na companhia dos seus conterrâneos Mechanism, que tiveram a sua estreia em território nacional, após 9 anos de carreira.

O relógio marcava 21.50 e podíamos observar que a sala Lisboa ao Vivo ainda se encontrava a meio gás. Quando os Mechanism deram entrada em palco para abrir o espetáculo, acompanhando a antecipação do público por uma noite dedicada ao progressivo, aquilo que era uma plateia algo apreensiva depressa se rendeu ao soar do refrão de “Blindness”, música de abertura do mais recente álbum da banda. 

Aos 20 minutos de concerto, de um lado apresentava-se uma plateia vibrante, que, a pedido da banda, batia palmas como se não houvesse amanhã; do outro lado, estavam quatro músicos surpresos pela quantidade de pessoas presentes, sendo que o vocalista afirmou ser até capaz de fazer “stagedive”. 

As primeiras impressões são de uma grande importância e os Mechanism conseguiram apaixonar o público presente, sendo que muitos esperarão ansiosamente por uma próxima visita.

Chega a vez da atuação dos Riverside e nota-se uma sala muito mais composta desde a última vez que os polacos cá estiveram, há 3 anos. 

Os assobios, as palmas, os gritos e toda a agitação que se fez sentir, marcaram a subida da banda ao palco, que entrou com as novas músicas “Acid Rain” e “Vale of Tears”. Seguiu-se um dos temas do primeiro álbum dos Riverside, “Reality Dream I”, durante o qual cumprimentaram os fãs lisboetas.

À medida que o espetáculo avançou, observou-se também um público menos tímido, com a linha da frente a acompanhar pela primeira vez a banda, no refrão de “Lament”. Balançavam para a esquerda e para direita, ao som de uma melodia muito melancólica. Aqueles que não fecharam os olhos durante a passagem da guitarra acústica, puderam observar o sorriso que se acomodava na cara dos músicos, perante a sensação de sintonia que se fazia sentir no recinto e das palmas intensas que se lhe seguiram. O grupo voltou a sentir a energia da sala na música “Out Of Myself”, que antecedeu “Second Life Syndrome”.

Como é característico da banda, a atmosfera que até aqui se fazia sentir era uma completa inundação dos sentidos, deixando o espectador numa viagem única, conseguida pela construção única da setlist. Esta vagueou pelas músicas mais diversas, no que diz respeito às emoções que evocam. E como não podia deixar de ser, o grupo retomou o ambiente melancólico com o tema “Left Out”, dando voz aos fãs para um indispensável “sing-along”. 

Ainda sem fugir ao registo da última música, o baixista e vocalista Mariusz Duda agarrou numa guitarra acústica para tocar “Guardian Angel”, que o público recebou com enorme êxtase, enquanto acompanhava a letra, sem falhar um único verso.

Dando continuidade ao novo álbum, seguem-se as músicas “Struggle For Survival” e “Forgotten Land”, que terminaram com um desvanecimento do som, à medida que as palmas se intensificavam. Se ainda restavam dúvidas, são estes os momentos que demonstram a qualidade incontestável do último disco.

Estávamos neste momento a terminar a setlist, com a banda a partir para um dos temas finais, “Loose Heart”, música onde o vocalista dá tudo o que lhe resta, deixando toda a gente ao rubro e com um arrepio na “espinha”, no momento em que se ouve “Raise me up, don’t let me fall”, com um rugido que ecoou por toda a sala. 

Os Riverside ameaçaram terminar o alinhamento com o tema homónimo do album, “Wasteland”, mas os fãs ainda não haviam perdido a energia, apesar das quase duas horas de espetáculo que já tinham presenciado. Os seguidores do grupo de Mariusz Duda ainda tiveram direito a um encore, voltando ao palco, agora, acompanhados por Maciej Meller, que tem vindo a ocupar o lugar de guitarrista apenas ao vivo, depois do trágico falecimento de Piotr Grudziński, há quase três anos. Este poderia ter sido o fim da banda, mas, inabalável, o grupo retornou com “Wasteland”, um álbum que fala de esperança, luto e sobrevivência.

Recomeçou o espetáculo com “Night Before”, seguida por “02 Panic Room”, música na qual se vê uma plateia ansiosa por cantar. Não obstante, esta mostra-se muito tímida, no momento em que Mariusz lhes dá a palavra,“Oh really?”, comentou o vocalista, pedindo um último esforço aos presentes. Aproximava-se o fim do concerto e os Riverside terminaram com uma homenagem a Piotr Grudziński, que o público aplaudiu com toda a vida que tinha. Nem parecia que tinham estado em constante movimento e agitação durante sensivelmente duas horas.

Foi com "River Down Below" que a banda se despediu, tendo Marius solicitado aos fãs que mantenham um sorriso na cara e que levem toda a família, da próxima vez que vierem tocar a Portugal. As vénias e os agradecimentos anunciaram o fim do espetáculo, com uma plateia crescente e mais cúmplice. Podemos assumir o grande sucesso que o grupo fez no Lisboa ao Vivo e, com sorte, não teremos que esperar mais 3 anos.

Texto por Miguel Matinho
Agradecimentos: Free Music Events