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Dia I

Dezembro é um mês obrigatório no calendário dos apreciadores portugueses de doom e de música negra. Isto porque se tem realizado, ano após ano, na capital, um festival de referência no que diz respeito às sonoridades supracitadas. Estamos a falar, claro está, do Under The Doom Fest, que mais uma vez se apresentou com um cartaz que aliou qualidade e ecletismo.

Na sexta-feira, logo pelas 18:30, começou a música na sala Lisboa ao Vivo, cortesia dos israelitas radicados na Bélgica, Wyatt E., com a sua sonoridade drone/doom  metal com temas longos, puramente instrumentais e muito lentos que encaixaram bem neste início de festival. Os três músicos atuaram de caras tapadas perante uma plateia ainda algo despida, o que é natural porque se tratava de um dia de semana e ainda era bastante cedo.

Já com a sala mais composta, os The Wounded apresentaram-nos uma proposta musical completamente diferente da banda anterior. Este som mais mid-tempo, para fãs das fases mais recentes de Paradise Lost, Anathema ou mesmo Katatonia, despertou boa parte dos presentes para mais uma excelente edição do festival. A música do grupo é catchy e foi suficientemente cativamente para manter o público interessado. Além de temas bem conseguidos como "Wolves We Raised", "This Paradise" e "The Art of Grief", entre outros, os holandeses surpreenderam os espectadores com a cover de "Smells Like Teen Spirit", célebre clássico dos Nirvana que foi transformado num tema dos The Wounded no álbum de 2014, "Atlantic". 

Os Desire, um dos grandes nomes do doom nacional, apresentaram-se no Under the Doom com dois convidados surpresa, que abrilhantaram a performance do grupo, falamos de Rute Fevereiro (Enchantya) e Tiago Flores (Corvos). Uma atuação envolvente por parte do grupo português, que encheu literalmente o palco do LAV. "Purest Dreamer" colocou um término a um concerto que teve outro atrativo, um novo tema, intitulado "Scars of Disillusion", que irá pertencer a um novo disco. Portanto, boas notícias para os fãs dos Desire, que foram uma excelente escolha como representante nacional neste primeiro dia de festival.

Quem esteve presente neste primeiro dia do Under The Doom Fest, teve o privilégio de ver os While Heaven Wept. Privilégio não só pela singularidade da banda que mescla sonoridades dispares como o power e o doom metal, como pelo facto de o grupo nunca ter vindo antes a Portugal e por esta ser mesmo a única data da sua carreira por cá, tendo em conta que esta irá dar por terminada a sua carreira. A performance destes músicos foi de muito bom nível, sem falhas a registar e o público pareceu na sua maioria ter apreciado o que viu, mesmo aqueles que não eram fãs da música ou mesmo da voz de Rain Irving. Meia dúzia de temas marcaram uma atuação memorável por parte de um grupo que merecia um maior reconhecimento.

Os Draconian têm muitos fãs em Portugal e talvez por isso regressaram ao Under The Doom Fest, somente dois anos após terem encabeçado o primeiro dia da quarta edição do evento. Em boa hora o fizeram pois foram protagonistas de um dos concertos mais fortes não só deste dia mas no compto geral da presente edição. O concerto iniciou com "Stellar Tombs", um dos temas em destaque do último álbum dos suecos e a voz de Heike Langhans pouco se ouvia no princípio, problema corrigido rapidamente. O mais recente "Sovran" foi naturalmente o álbum mais tocado neste concerto, ainda mais tendo em conta que é o único em que Heike participou mas temas marcantes como "Bloodflower", "The Last Hour of Ancient Sunlight" e "A Scenery of Loss" também foram recordados (e bem) nesta noite de doom. A secção instrumental revelou-se mais uma vez bastante competente e o duo vocal de Anders Jacobsson e Heike Langhans combinou muito bem. Uma atuação bastante aplaudida.

Os Arcturus são uma das bandas mais singulares da música pesada quer se goste ou não, por isso estava reservado para este final de sexta-feira uma experiência diferente para todos os presentes. Não é uma banda que passe por cá todos os dias por isso muitos fãs tiveram presentes e até alguns parecia ter as letras na ponta da língua. Arcturus ou se gosta ou odeia e se alguns pareciam estar a adorar outros mostraram-se indiferentes à atuação do coletivo onde pontuam nomes como Hellhammer e ICS Vortex. No entanto o público ficou praticamente todo, até ao fim, para apreciar o último concerto da noite mostrando abertura para ouvir o metal avant-garde que os Arcturus propõem. Há três anos sem lançar álbuns, a banda baseou a sua atuação principalmente em temas do último "Arcturian", bem como dos clássicos "La Masquerade Infernale" e "The Sham Mirrors". Um bom final para esta noite de concertos, por parte de um dos grupos mais distintos que pisaram o palco do Under the Doom.

Dia II

Foi com doom/death metal que começou o segundo dia do Under The Doom Fest, cortesia de uma banda formada por vários portugueses, maioritariamente ex-membros dos Before The Rain e pela finlandesa Natalie Koskinen (Shape of Despair). Este projeto lançou em abril deste ano o seu álbum de estreia, "Each Failing Step", que aproveitou para apresentar ao público aficionado do doom, neste final de tarde de sábado. Os temas longos e arrastados do grupo conquistaram logo os espectadores, não fosse este um festival dedicado em grande parte às sonoridades lentas. "Leaving the Light Behind" deu por terminado um concerto que só peca por curto, sendo que os membros saíram de palco sob fortes aplausos.

A islândia estava bem representada neste segundo dia de festival. Bem antes dos Sólstafir que tiveram a honra de encerrar a sexta edição do evento, os Kontinuum tocaram e deram uma boa amostra de si ao público português. A sonoridade do grupo é interessante e difícil de categorizar e encaixou bem num festival que se pretende que não perca a sua identidade mas que seja cada vez mais eclético. A atuação do quinteto foi enérgica sendo que praticamente não houve pausas entre temas. "Shivers" e "Two Moons" foram dois dos temas que se destacaram sendo que seria interessante ver este grupo em Portugal, em nome próprio.

Pese embora os muitos e bons nomes internacionais que fizeram parte do cartaz, foram os portugueses Sinistro que protagonizaram um dos melhores concertos de todo o festival, talvez só suplantados pelos Sólstafir. O som da banda lisboeta ganhou ainda mais densidade ao vivo e o vozeirão peculiar de Patrícia Andrade esteve particularmente bem. Além do mais a cantora é um verdadeiro animal de palco e juntamente com os músicos da banda, aqui mais parados e concentrados somente na música do que nos seus outros projetos, deram uma excelente amostra da sua qualidade no palco do LAV. Uma atuação envolvente e merecedora de inúmeros aplausos.

Depois dos Sinistro, o público do Under The Doom teve direito a um espetáculo mais sóbrio mas certeiro, por parte dos Antimatter. Não houve muita interação com o público mas Mick Moss e companhia deram-nos boa música e isso é o mais importante. Para além de temas que se mostraram fortes ao vivo como "The Third Arm", "Stillborn Empires", "Paranova" e "Leaving Eden" o público também pôde assistir à interpretação de "War", um tema do projeto Sleeping Pulse, que Mick Moss têm em conjunto com o português Luís Fazendeiro, conhecido pelo seu trabalho nos Painted Black. Essa foi a cereja no topo do bolo de um concerto de nota muito positiva.

Quem interagiu muito com os espectadores foi Niklas Kvarforth, o polémico líder dos Shining, que se dirigiu ao público naturalmente em inglês e vociferou os temas quase sempre em sueco, à excepção de "For the God Below", que encerrou na língua universal um excelente concerto que teve direito a faixas de vários álbuns do original grupo nórdico. A resposta por parte dos fãs a esta atuação também foi forte, com os primeiros moshes do Under The Doom a acontecerem logo ao segundo tema, "Förtvivlan, Min Arvedel", algo que se repetiu novamente em "Vilseledda Barnasjälars Hemvist".

Os Sólstafir justificaram inteiramente a sua condição de headliners do segundo dia do festival, com uma performance enérgica e arrebatadora, que começou com o longo instrumental "78 Days in the Desert". Continuaram com o aclamado álbum "Köld", com o seu obrigatório tema-título mas obviamente que houve espaço para o seu material mais recente com quatro temas de "Berdreyminn". O tema "Ótta" também não podia faltar e obteve uma das maiores reações de todo o festival. Dos temas mais recentes destacou-se principalmente "Bláfjall" e o seu final com as secções dançável, pesada e rápida a resultarem bastante bem em concerto. O concerto terminou também com um tema de "Köld", "Goddess of the Ages", que Aðalbjörn Tryggvason dedicou às mulheres presentes. Assim terminou mais uma grande edição deste festival de referência, que se vem afirmando como indispensável para quem gosta deste tipo de sonoridades. Em dezembro de 2019 há mais!

Reportagem por Mário Rodrigues
Agradecimentos: Notredame Productions