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Quase um ano após o início da tour “To the Bone”, Steven Wilson, um dos maiores nomes da música progressiva, regressou a Portugal no dia 15 de janeiro, à Altice Arena, para dar continuidade à digressão, em promoção do seu mais recente álbum.

O relógio tinha acabado de mudar para as 21 horas e foi com uma plateia bastante modesta, apenas o suficiente para cobrir a vicinalidade do palco, que o espetáculo (sem dúvida muito mais do que um concerto), teve início. 

Um écran é movido através do palco, à medida que é pedido aos fãs alguns minutos do seu tempo, para observarem uma curta metragem. Um conjunto de imagens, associadas às respetivas palavras, pareciam transmitir uma sensação de serenidade e conformidade, mas depressa se tornou em algo bem mais desconcertante e assustador, à medida que estas (outrora enquadradas perfeitamente com as imagens) são baralhadas. E sem mais demoras, a banda entra com a faixa “Nowhere Now”, um início alegre e explosivo, que preparava os fãs para o resto da noite que se avizinhava. 
Instalava-se agora uma atmosfera muito mais melancólica ao som de “Pariah”, com a fantástica performance de Ninet Tayeb a ser exibida no écran. A palete de luzes em tons de cinzento, criava uma experiência incrivelmente imersiva para o espectador, substituída por uma rápida erupção de cores vibrantes, que levou ao “clímax” da música. 
A contrastar com o som introspetivo da guitarra acústica de Steven Wilson, seguia-se o duo das músicas “Home Invasion/Regret #9”, com particular destaque para o grande Adam Holzman, que se apoderou do coração dos fãs com o magnífico solo no sintetizador. Uma atuação com 12 minutos de pura epifania musical, mas que mais se poderia esperar destes artistas?

Naquela noite, não acredito que algum dos presentes tivesse entrado na sala sem a mínima esperança de ouvir um tema de Porcupine Tree. Assim foi, o som do baixo não enganava ninguém. “The Creator Has A Mastertape”, foi a primeira faixa que conseguiu descolar os pés do chão entre os membros da audiência, uma performance fantástica por parte de toda a banda. Seguia-se, novamente, um momento mais calmo, anunciando pela cadeira que se colocava em frente ao microfone. O público já se encontrava numa montanha russa de emoções e eram agora empurrados ao som de “Refuge”. Que atire a primeira pedra aquele que não derramou uma lágrima ao ouvir as letras sentidas, acompanhadas pelos visuais igualmente melancólicos do oceano.

Era altura de uma (muito) merecida pausa para as emoções dos fãs, que ainda se encontravam a assimilar tudo o que se passava. Steven Wilson aproveitou o momento para falar um pouco e aliviar a tensão que se fazia sentir. Entre risos e sorrisos, foi um discurso que durou mais de 10 minutos e que retratou a música de hoje em dia, terminando com uma promessa de redenção, “tocar o próximo solo sem olhar para a guitarra”. O tema escolhido foi o recente “Same Asylum As Before” e como era de esperar, o músico conseguiu pôr corpo e alma nas notas da guitarra, a falta de prática estava bem escondida, pois afinal de contas já tinham passado 3 semanas desde o último concerto.
Ainda a representar o último álbum, estava a faixa “Ancestral”, uma verdadeira obra-prima e que ganha uma outra dimensão, ao vivo. Uma boa demonstração do talento de Alex Hutchings, que acrescenta a sua própria personalidade ao solo da música, tornando-a numa experiência ainda melhor.
Assim chegou o fim da primeira parte do concerto, que foi bastante semelhante ao ano anterior, mas com muito mais confiança por parte da banda.
As luzes tornaram a apagar-se e o silêncio foi quebrado por Craig Blundell, na percurssão. Um curto solo na bateria foi a deixa perfeita para dar lugar a “No Twilight Within the Courts of the Sun”, que deixou muita energia no ar. Mas este é um concerto de Steven Wilson, não se poderia deixar assentar um ambiente demasiado alegre. Seguia-se “Index”, com um arranjo muito particular, dando uma outra vida à música e apanhando todos de surpresa. No écran estavam a ser projetas as mesmas imagens, algo bizarras, que se observam no videoclip, e um estalar de dedos síncrono pelos 5 membros da banda substituiu o instrumental inicial. Estava a ser feita magia à frente da audiência, uma experiência sem igual.
Após um breve discurso, Steven Wilson encorajava agora todos os fãs a dançar ao som da próxima música. Os conhecedores, já sabem a que música me refiro. Exatamente, “Permanating” foi a escolha ideal para libertar o público para uma “disco dancing” e esquecer todas as preocupações do dia. No restante da segunda parte, visitaram-se ainda temas como “Song Of I”, “Lazarus”, dos Porcupine Tree e “Detonation”. Após a “Song Of Unborn”, que encerrou o novo álbum, era preciso levantar os ânimos dentro da sala e fazer desaparecer as caras mais pensativas e abaladas, que não puderam fechar os ouvidos à mensagem que a música apresenta, reconhecer o caos do mundo atual. Deste modo, o dueto de Craig Blundell e Nick Beggs deu entrada a “Vermillioncore”, um instrumental que fala mais alto que as palavras e que torna a libertar o dançarino dentro de nós. Ainda antes de partir para o encore, os espetadores poderam deliciar-se com “Sleep Together”, que apesar do título sugestivo, não é uma canção ao som da qual se possa adormecer, muito pelo contrário, é uma harmonia perfeita entre uma melodia sinistra e uma voz que se entranha nos ouvidos e traz os arrepios até à superfície da pele.

Este concerto não podia terminar sem alguns clássicos, e a banda deu início ao encore com “Blackfield”, seguido de uma homenagem a um dos mais famosos músicos e ídolo pessoal de Steven Wilson, Prince, com o tema “Sign O’ The Times”. Por fim, os fãs não podiam ir para casa com um sorriso na cara, não! Era a altura de pôr a cereja no topo do bolo e deixar o audiência deprimida, afinal de contas era para isso que lá estávamos, certo? O concerto terminou com a famosa “Sound Of Muzak”, seguida pela única e melancólica “The Raven That Refused To Sing”. As palmas incessáveis anunciam a saída dos membros da banda, que se retiram do palco, após agradecerem a presença de todos. Foi, sem dúvida, uma experiência incrível e que deixou boas memórias em todos aqueles que tiveram a oportunidade de estar presentes. Sem dúvida que a visita anual às terras lusas não seria mal pensada.

Texto por Miguel Matinho
Fotografias por Ana Carvalho
Agradecimentos: Prime Artists