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A versão de 2019 do LVHC Fest pode ter uma fórmula renovada (dois dias mas desta feita espalhados pelo ano) mas o objectivo mantém-se inalterado: dar espaço a bandas nacionais de todos os estilos a se apresentarem no palco da Associação de Linda-A-Velha perante uma plateia de gente que gosta verdadeiramente do underground.


A ideia do Hugo “Goblin”, vocalista dos Trinta E Um, face mais visível do modo de estar que é o “Linda-A-Velha Hardcore”, e a mente por detrás do LVHC Fest, não poderia ter sido mais bem exemplificada do que com a edição deste ano. Logo a abrir, uma estreia absoluta em palcos, os HPS – Hard Punk Spirit, filhos da terra e caras conhecidas da plateia, que agora dão o primeiro passo ao ultrapassar a fronteira. Visivelmente emocionados pelo convite e por uma sala muito bem composta para um dia que se adivinhava longo, deram início às hostilidades com “Zombie Catita”, uma faixa a mostrar bem as raízes no punk mais old school. Bons instrumentistas, letras em português e um vocalista carismático, na figura do Vítor Libânio, é a receita de sucesso para os HPS, que aqueceram a sala com oito temas ainda desconhecidos para a grande maioria, mas que mesmo assim fez a festa como se já conhecesse a banda há anos. “El Chapo”, “É ou não É” e “Inciclone” ficaram mais no ouvido, entre muitos agradecimentos à organização e aos presentes, e o desejo de mais concertos.


Das Caldas da Rainha chegaram os BAD! com o seu hardcore punk cru mas muito bem oleado. O quarteto tem um mês com várias provas de fogo fora da sua zona de conforto, e pela amostra em Linda-A-Velha não está nem aí para o stress de tocar para um público que talvez nunca os tenha visto. A banda de d’O Gatuno toca rápido e toca bem, e desde o início com “The Bully Zone” até ao hino final “Trouble Boys” recebemos de frente todo o impacto dos hippie haters das terras de Bordallo. Com Rui Paixão (Sarna) perfeitamente integrado na banda, os caldenses deram-se ainda ao luxo de honrar a plateia com duas versões, “Tied Down” dos Negative Approach e o excelente “No Friend of Mine”, dos Slapshot, veteranos da cena hardcore de Boston para quem, curiosamente, os BAD! irão abrir no concerto de regresso a Lisboa a meio do mês. Old school hardcore em doses rápidas de três minutos ou menos, com letras necessariamente contestatárias, cujos pontos altos foram crescendo ao longo da actuação, sendo de destacar talvez “Young Punk” num alinhamento que mostra a versatilidade mas também o empenho da banda à causa. Venha de lá esse concerto no Popular Alvalade!


Karbonsoul eram os senhores que se seguiam, com a bússola a apontar na direcção do death metal melódico. A repetir uma presença na Academia, numa altura em que o festival assumia uma outra identidade, a banda liderada pela enorme Muffy agarrou a plateia desde o primeiro minuto com enorme garra. Faz tempo que “3Logy” foi editado mas os três temas do EP continuam a arrebentar com qualquer espaço, muito por culpa do trabalho na guitarra do Mário “RStein” Rodrigues, que é sempre um show à parte dentro do show que é ter Muffy na frente de palco. Seria injusto dizer que os Karbonsoul captam a atenção por causa da presença em palco da vocalista, até porque o death metal da banda é de excelente qualidade, mas é impossível ficar indiferente ao factor extra que a alentejana dá ao vivo. A promessa de novidades em 2019 e alguns temas ainda não editados mostram excelente evolução desde a edição de 2014.


Rápida mudança de palco e checksound e altura de mais uma banda a jogar em casa de tomar lugar no palco da Academia. De repente, a sala enche-se para receber os Fonte, banda que representa a nova geração do espírito LVHC. Dedicando a actuação ao Sérgio “Bifes”, vizinho da sala e um dos maiores impulsionadores para o arranque da banda, imediatamente arrancam com “Agarra-te à Vida” e a sala explode de testosterona. O quinteto não se faz rogado e destrói por completo qualquer réstia de energia que alguém estivesse a guardar para mais logo, com enormes circle pits e sistemático crowd surfing ao longo dos 40 minutos de actuação. Sempre a interagir com um público rendido e entendido, “Fontes Não Morreu” foi entoado em uníssono, mais ainda quando o refrão foi trocado para “Bifes Não Morreu”, o delírio na sala. Sem dar descanso a ninguém, rapidamente se chegou ao final com “5 Tiros” e um encore muito emotivo, novamente com “Agarra-te à Vida”. A melhor actuação do dia até então, e uma que iria ser muito difícil de superar, até porque jogavam em casa, caso o talento não tivesse sido mais que suficiente.


Os Diabolical Mental State chegavam logo a seguir, com um metal hardcore que mereceu um som espectacular, aliás uma constante em todo o festival (parabéns à Caramelo e ao Igor Azougado), arrancando com “Long Way Down” e “The Village”, antes de anunciarem um novo tema, “The Town”. A banda mistura elementos de thrash metal com hardcore punk e groove metal, criando um som bastante sui generis, que agradou aos presentes, apesar dos números terem baixado um pouco depois da actuação anterior. Com o irrequieto Apache Neto no baixo a dar um show de como tocar, inclusivé até saltando apenas em um pé, foi com alguma pena que a banda anunciou “Diabolical Crew” e “Home Invasion”, normalmente o final dos seus concertos. Houve tempo ainda para um wall of death com a totalidade dos espectadores a participar, mas fica a sensação que esta performance tinha merecido mais olhos.


Se antes falámos do som que esteve sempre fenomenal, temos igualmente que dar valor ao Igor Azougado pela forma incansável como tomou conta dos horários, não deixando nenhuma banda se esticar para além do estipulado e informando constantemente o palco do tempo para checksound que faltava. E se isso correu sempre bem, a próxima banda já teve a sua dose de contratempos. Os Dollar Llama são dos melhores quintetos de metal musculado que temos em Portugal, presença habitual em palcos fora do nosso país, e foi uma pena ver a sua actuação de alguma forma encurtada pelos problemas que aconteceram no checksound. O facto de terem trazido a sua própria bateria, imprescindível para quem conhece o som da banda, fez com que o processo demorasse e, no final, o alinhamento acabou por sofrer as consequências. O quinteto não pisava o palco da Academia há uma década e marcou forte a sua presença, alicerçando a actuação em “Juggernaut”, o disco de 2018 que recebeu excelentes críticas, e faixas como “Jaws”, “Louder” ou “Grand Union” mostraram bem a razão pela qual os stoners andam lá por fora a levantar bem alta a bandeira nacional.


Faltava apenas uma banda para encerrar o primeiro dia do LVHC Fest, que irá ter continuidade lá mais para o verão, e de repente a sala de concertos da Academia encheu completamente. Parece que muita gente estava pelo espaço à conversa e que só chegou mesmo a entrar para ver os cabeças de cartaz Rasgo. O quinteto conta com dois filhos de Linda-A-Velha, Ricardo Rações na bateria e Sarrufo na guitarra, eles que gravaram o clássico álbum dos Trinta E Um “O Cavalo Mata”, e a comunidade local ali estava presente para os apoiar. Aquele que é talvez o único supergrupo do metal lusitano (para além dos dois ex-Trinta e Um está lá também Ruka dos Tara Perdida, o vocalista Paulo Gonçalves e o baixista Filipe Sousa, dois ex-Shadowsphere) tem em “Ecos da Selva Urbana” um dos melhores álbuns de thrash metal nacional, o que para disco de estreia é fenomenal. Ainda não há malhas novas, pelo que o quinteto tocou na íntegra o disco, começando o festival de rebuliço com “Propaganda Suicida”. Logo aí foi visível que a enorme maioria dos presentes tem a lição bem estudada e ajuda na prestação do Paulo de forma bastante efectiva. A movimentação na plateia foi de tal maneira que a meio da actuação já a banda se tinha livrado das t-shirts, tal a energia que circulava pela Academia. Destaques já vão sendo habituais para a versão de “Cão da Morte” dos bracarenses Mão Morta e para “Homens ao Mar”, numa actuação que demorou muito mais do que podemos pensar, pois pareceu começar e terminar num ápice. Mais um memorável concerto dos Rasgo e um enorme regresso a casa para Rações e Sarrufo, que não podiam estar mais felizes no final da performance.

Quanto à organização, mais uma excelente tarde/noite em Linda-A-Velha organizada pelo Zé Goblin e a expectativa de que o Dia 2 seja pelo menos igual a este. Já era um excelente sinal...

Texto e fotos: Vasco Rodrigues