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Existem festivais espalhados por essa Europa fora que acabaram por se tornar faróis no meio da neblina dos milhares de eventos, com a sua luz indicando o caminho seguro a milhares de fãs, que neles reconhecem bons portos de apoio a música de qualidade, seja ela ao estilo que se deseje. No que toca a sonoridades mais pesadas, o Monsters of Rock em Inglaterra, que entretanto se transformou em Download Festival e atravessou o Canal da Mancha até Paris e Madrid é um exemplo; o Wacken Open Air é outro, assim como é o Hellfest, Deathfest, Rock Fest Barcelona ou Resurrection.

Existem ainda outros festivais menos conhecidos pelo público em geral, talvez por serem afectos a um público mais restrito, mas que para o estilo de música que servem é uma gema no meio de inúmera oferta de menor qualidade. Um desses exemplos é o The Sound of Revolution, que acontece na cidade de Eindhoven na Holanda.

Dedicado ao hardcore punk, o The Sound of Revolution nasceu em 2016 da cabeça e da vontade de Martijn van den Heuvel, vocalista dos No Turning Back há mais de duas décadas. Em 2018, na sua terceira edição, o festival ocupou o Klokgebouw durante 2 e 3 de Novembro, com um cartaz que incluia Suicidal Tendencies, Agnostic Front, Life Of Agony, Gorilla Biscuits, GBH, Propagandhi ou Comeback Kid. Pela primeira vez, a Metal Imperium representou Portugal e deslocou-se até Eindhoven para ver como funciona o The Sound of Revolution.


A sala Klokgebouw era na realidade uma antiga fábrica onde começou a Phillips, maior empregador de Eindhoven, situada na zona de Strijp-S, com capacidade para 9000 pessoas, e que inclui um hotel, o Blue Collar, que participa igualmente no evento, sediando os concertos after-party. Na sexta-feira, dia de arranque do maior festival coberto de punk e hardcore da Europa, as portas abriram às 18h30 e a fila para entrar estendia-se por muitos metros, mostrando desde logo a enorme adesão ao evento por parte de um público que vinha de todas as partes do mundo (42 nacionalidades, segundo comunicou a organização). Dentro do recinto foram colocados três palcos em espaços distintos e de características completamente díspares: o Warzone Stage quase não tinha diferença entre palco e plateia; o True Spirit Stage não tinha mais de um metro de altura e sem fosso de segurança, ideal para muito stage diving; e o palco principal Revolution Stage com barreira e fosso de segurança.


A primeira banda a actuar na edição de 2018 do The Sound of Revolution foram o power trio holandês Antillectual, eles que passaram por Lisboa (Popular Alvalade) em Junho de 2017, e que actuaram no Warzone Stage. Com o palco True Spirit reservado apenas para o segundo dia, a plateia tinha apenas de percorrer escassos metros para não perder pitada do que acontecia, pois a interacção entre os dois palcos foi perfeita. Mal os últimos acordes de "Soundtrack", a última do alinhamento dos Antillectual, se calaram, iniciou-se a actuação dos Street Dogs no palco Revolution, com o seu Oi! a juntar largas centenas na plateia.


“Savin Hill”, o tema que dá título ao album de estreia da banda de Boston, abre o concerto que foi sempre muito animado na plateia. “Punk Rock and Roll” ou “Not Without a Purpose” foram destaques numa actuação que teve o seu ponto mais alto no final, com o hino “Fighter” e a versão do clássico dos The Clash “Guns of Brixton”.


Mal temos tempo de respirar e temos de regresso à Europa os californianos Beowulf a incendiarem o palco Warzone. Com o típico visual de Venice Beach, com bandanas e calções, deram uma energética actuação regada a algum vinho tinto. O seu crossover old school tem obviamente pinceladas dos seus conterraneos e amigos Suicidal Tendencies, assim como um frontman carismático, na figura de Dale Henderson. Iniciando a actuação com “(My Life) Alcohol”, a faixa que fechava o seu disco de estreia, foi interesante ver a reacção da plateia, muito mais mexida do que uma hora antes. O alinhamento incidiu sobre as relíquias dos dois primeiros discos, com um excelente “Shoot 'Em Down” e o encerramento com a plateia enlouquecida com "Drink, Fight, Fuck”. Excelente visita de um colectivo que raramente temos oportunidade de ver pelo Velho Continente.


No palco principal apareciam os canadenses Propagandhi, banda que ultimamente se tem distanciado do punk rock com que ganhou nome, para um som mais perto do metal tradicional. Com uma selecção musical que não animou muito a plateia, acabou por ser com alguma decepção que vimos os activistas a não conseguir aquecer a plateia, se bem que houve momentos interessantes, como em "Back to the Motor League” ou “Anti-Manifesto”. Apesar de estarem a promover o novo disco, “Victory Lap”, acabaram mesmo por ser as mais velhinhas que deixaram mais entusiasmados quem se deslocou para os ver.


E se os Propaghandi não conseguiram convencer a grande maioria, os Dag Nasty fizeram literalmente explodir o palco Warzone, com aquela que foi a melhor actuação do primeiro dia do festival. Claro que ajuda quando se tem na guitarra um senhor chamado Brian Baker, um dos membros fundadores dos Minor Threat e guitarrista dos Bad Religion. Mas o hardcore melódico dos Dag Nasty também sabe cuidar de si próprio e quando “Never Go Back” iniciou a performance, o átrio onde estava situado o Warzone Stage pegou fogo. Até ao final foram 35 minutos muito acima da média, com pontos altos nas faixas “Can I Say”, o clássico "Under Your Influence”, “One to Two” ou “Values Here”, antes de deixar o público à beira do extase com “I Don’t Wanna Hear It”, versão obviamente de Minor Threat, e a tripla final “Simple Minds”, “What Now” e “Justification”. A banda de Washington DC abandonou o palco debaixo de uma enorme salva de palmas e a plateia seguiu viagem para a sala contígua, onde of Life of Agony iriam fechar com chave de ouro o primeiro dia.


Mal os Dag Nasty terminaram, imediatamente ecoaram pelo recinto os primeiros acordes de “Through and Through”, com a banda de Brooklyn a iniciar o concerto com a sua música mais icónica.Nesta nova fase da banda havia muita curiosidade para ver como funciona ao vivo Mina Caputo, a nova identidade de Keith Caputo, o vocalista da banda, que em 2011 se declarou trans-género. A declaração fez gastar muita tinta, mas o que era mais importante, o som da banda, acabou por ser colocado em segundo plano, pelo que muitos questionaram o futuro dos Life of Agony. Mas ali estavam eles, em palco, a oferecer a Eindhoven uma actuação memorável, com a voz como a ouviamos nos discos da banda, especialmente em temas como “This Time” ou “Bad Seed”, do disco de estreia, ou "Other Side of the River” ou “Damned If I Do”, doe “Ugly”, segundo disco da banda e aquele que acabou por mostrar um certo afastamento em relação ao som crú que os caracterizava.


No final, uma surpresa mais ou menos anunciada, com Billy Graziadei (dos Biohazard) a juntar-se em palco, para uma versão do clássico “Punishment”. Billy iria ocupar o palco do Blue Collar Hotel poucos minutos depois para apresentar o disco do seu projecto Billy Bio, mas ainda teve tempo para acompanhar os Life of Agony em "Method of Groove”, antes de deixar os seus conterâneos terminar o festival com “Underground” e um excelente “River Runs Red”. Brilhante fecho de um dia que teve como pontos altos a actuação dos Dag Nasty e dos Life of Agony, bem como uma estrutura e organização 5 estrelas!!!

O segundo dia chegou com o anúncio que nem os britânicos GBH nem os norte-americanos Gorilla Biscuits iriam marcar presença, os primeiros com problemas de saúde dos seus membros e os segundos a não conseguir sair de Nova Iorque, com o voo cancelado dois dias seguidos, sendo imediatamente confirmados para a edição de 2019.

Depois do sucesso do primeiro dia, a segunda parte do festival iniciou-se ao meio dia de sábado, com a boa notícia de se ter vendido à porta o último bilhete, fazendo esgotar o evento. Com os três palcos a trabalhar quase ininterruptamente, não haveria um minuto de descanso para quem quisesse acompanhar tudo o que se passava no interior do Klokgebouw, e escolhas tinham que ser feitas. O Revolution Stage arrancou às 13h30 com o hardcore dos GetSome, o Warzone Stage iniciou-se às 13h45 com os Deathtrap, e às 14 subiram ao True Spirit Stage os Toxic Shock. Gostos para todos!!

A estrearem-se por estas bandas, os australianos Topnovil mexiam com a plateia do Revolution Stage com os seus penteados moicanos e o seu punk bem alto, e faixas interessantes como “Battered and Bruised”, “No Compromise” ou “Step on the Gas”, enquanto no Warzone Stage os St.Hood festejavam 15 anos de actividade com enorme garra.


Com uma plateia ainda tímida, os The Templars foram verdadeiramente a primeira banda a aquecer de certo modo o palco principal. A banda Oi de Nova Iorque recorreu a algumas das suas músicas mais velhinhas para efectuar uma boa ligação com o público e “War on the Streets”, “The Sixties Are Over” e “Skinheads Rule OK” fez realmente a plateia vibrar e cantarolar as suas letras épicas. O público afecto a este estilo também reagiu de forma muito favorável às suas versões escolhidas no alinhamento, "Clockwork Skinhead” dos The 4‐Skins, e principalmente "Violence in Our Minds” dos The Last Resort, que encerrou a sua prestação.


Enquanto os Redemption Denied davam mais um concerto tumultuoso  no Warzone Stage, no palco True Spirit tinhamos a estreia na Europa dos Shark Attack.


A banda que apenas existiu sete meses durante o início do século, e gravou os Eps “Blood in the Water” e “Feeding Frenzy”, veio a Eindhoven tocar as suas melhores faixas, iniciando o concerto com “Blood in the Water”, e continuando com por exemplo “CCP” ou “Misery Loves Company”, mas preencheram a sua actuação com um punhado de versões, como “Chunks” dos Last Rights, ou "Nothing” dos Negative Approach, bem como várias faixas dos Violent Minds (que conta com membros dos Shark Attack). Para o final ficou uma boa versão dos Antidote, “Something Must Be Done”


Com o cancelamento dos GBH, os streetpunks Hardsell representaram a Holanda no Revolution Stage. Com o seu som enraizado nos Estados Unidos, criaram algum movimento na frente de palco, principalmente em “Toe The Line”, "One Of Our Own” ou "Frontline Skins”. O público rapidamente esqueceu os GBH e ajudou os Hardsell a fazer um excelente concerto, que terminou com “Das Ende” e “Real Enemy”, versão dos The Business.


No Warzone tocavam os Slope mas no True Spirit assistiu-se a um dos melhores concertos deste segundo dia, pelo menos até à altura. Os Incendiary chegavam de Nova Iorque para mostrar como anda o hardcore na Big Apple, e mal arrancam com "The Power Process”, do disco de 2013 “Cost of Living”, foi logo perceptível que iamos assistir a uma poderosa actuação. “God's Country”, do EP “Suburban Scum” de 2010 sempre foi um favorito dos fãs da banda, e aqui no The Sound of Revolution a plateia brindou-nos com stage diving ao longo de toda a música, com alguns mais afoitos a conseguir vocalizar parte da letra em palco. Apesar de grande parte do alinhamento ter sido retirada do disco de 2013, a banda de Long Island aproveitou a oportunidade para mostrar um tema novo, "The Product Is You”. Apesar de curta, foi uma performance para relembrar por muito tempo!!


Uma corrida até ao palco principal para ver de novo os Sworn Enemy, que tinham actuado no RCA em Lisboa há alguns dias atrás (a 26 de Outubro pela mão da Hell Xis Agency). Ainda a celebrar em palco os 15 anos do disco de estreia “As Real As It Gets”, Sal Lococo e a sua banda deu o litro em cima do Revolution Stage, despachando temas como “Sworn Enemy”, "My Misery” ou “Fallen Grace” de maneira irrepreensível. A plateia de largos milhares não se fez rogada e movimentou-se como até então não tinha acontecido, mostrando enorme respeito pelo colectivo de Queens. O final do concerto foi idêntico ao que aconteceu em Lisboa, com uma versão fiel de “Punishment” dos Biohazard, encerrando a festa com “We Hate”.

Pelo palco Warzone passavam entretanto os Shipwrecked, banda de hardcore que junta membros da Suécia e Noruega, mas a grande maioria do público presente tovama posição junto ao True Spirit Stage para ver a actuação dos No Turning Back.


A jogar em casa e com enorme apoio da plateia, cerca de 3500 pessoas, atacaram a celebração do décimo aniversário do disco “Stronger” como se do último concerto se tratasse. “Same Sad Song” arrancou e imediatamente o palco foi invadido por entusiastas do stage diving, que acompanharam sempre a banda enquanto esta “partia tudo”, mantendo o alinhamento do seu segundo disco, aquele que os cimentou no topo de playlists dos amantes de hardcore ao estilo de Nova Iorque. Martijn esteve como sempre muito interventivo, decerto radiante com o festival completamente esgotado, e continuou a apelar à presença de público em cima do palco, como se fosse preciso pedir!! Destaques numa actuação sólida como foi ficam difíceis de
fazer, mas talvez "Never Again”, "Make It End” e a dupla final “Destination Unknown” e “Take Your Guilt” foram ainda mais acima do excelente.


Depois da energia dos No Turning Back, muitos preferiram passar à zona de alimentação, muito bem recheada e excelentemente organizada, enquanto outros se deslocaram até ao palco principal para assistir aos suecos Perkele. Com um estilo Oi muito característico, misturando punk com música folk, animaram e muito a plateia, que ia cantarolando enquanto erguia a cerveja bem alto no ar. Sempre com uma mensagem anti-fascista, mantiveram as hostes muito animadas com músicas como “Stories From The Past”, “Working Class”, “Forever” ou “Heart Full of Pride”, com a qual se despediram de Eindhoven.


Mais uma vez a plateia teve de escolher que palco vistar de seguida, com os Brutality Will Prevail no Warzone e os Earth Crisis no True Spirit. Escolhemos os segundos até porque não é todos os dias que a banda de Syracuse vem até ao Velho Continente. Depois de ter terminado em 2001 e regressado em 2007, a banda de metalcore escolheu um alinhamento que percorria toda a sua discografia, sempre com letras que apelam a uma consciência ecológica e de proteção do planeta em que vivemos. Uma actuação muito movimnentada na plateia e em cima do palco, com muito stage diving ao som de faixas como "Cease to Exist”, “Forged in the Flames” ou "End Begins”.
Infelizmente a actuação da banda acabou por ir perdendo alguns espectadores, que nessa altura já se encaminhavam para o Revolution Stage para ver os padrinhos do Hardcore, Agnostic Front.


Vinnie Stigma e Roger Miret estão como o vinho do Porto, cada vez mais refinados e requintados com a idade. Os 60 minutos que dedicaram ao The Sound of Revolution foi um desfilar de exitos da banda que representa verdadeiramente o espírito NYHC. E a plateia, cerca de 5000 adeptos, não arredaram pé para ouvir tudo aquilo que os nova-iorquinos tinham para mostrar. Com tantos discos seminais na sua discografia, é com certeza difícil escolher que temas incluir num alinhamento dos Agnostic Front, havendo sempre quem acha que devia ter lá estado x ou y. Em Eindhoven, o alinhamento foi “The Eliminator” , “Dead to Me”, “For My Family”, “Friend or Foe”, “Your Mistake”, “Victim in Pain”, “Power”, “My Life My Way”, “Police Violence”, “Only in America”, “All Is Not Forgotten”, “Peace”, “Crucified” (versão dos Iron Cross), “Gotta Go”, “Police State”, “Take Me Back”, “A Mi Manera”, “Addiction” e “Blitzkrieg Bop dos Ramones. Uma sucessão de músicas que engloba em si o passado, presente e aponta ao futuro do old school hardcore. Excelente presença em palco de um irrequieto Stigma, sempre a comunicar com a plateia, embora os restantes membros parecessem aqui e ali um pouco frios em relação ao calor que brotava do público. Memorável!!!


Entretanto, a edição de 2018 do The Sound of Revolution aproximava-se vertiginosamente para o seu final, com os Mushmouth a encerrar o Warzone Stage enquanto no True Spirit os Underdog tentavam cativar aqueles que ainda tinham energia, mas a verdade é que muita gente aproveitou para descansar e jantar, já que faltavam duas grandes bandas para encerrar o festival, os californianos Suicidal Tendencies e os canadenses Comeback Kid.


E o Klokgebouw ia indo abaixo quando se ouviram os primeiros acordes de "You Can't Bring Me Down”, o clássico da banda de Mike Muir. Os anos passam e nota-se alguma falta de energia do enorme líder dos ST, mas a verdade é que mesmo mais lento, Mike não parou de correr de uma ponta à outra do enorme palco, puxando sempre pelo público. “Two Sided Politics” e “I Shot the Devil” antecederam “F.U.B.A.R.”, faixa que está incluída no novíssimo disco da banda de Venice Beach, “Still Cyco Punk After All These Years”, mas que na realidade é a regravação do disco de estreia de Muir sob o cognome Cyco Miko, “Lost My Brain (Once Again)” de 96.
No alinhamento não poderiam faltar mais clássicos como "War Inside My Head” ou “Subliminal”, bem como "Possessed to Skate”, dedicado a todos os skaters na sala. "Pledge Your Allegiance” encerrou o palco principal do The Sound of Revolution 2018, mas ficou algum amargo de boca por não ter sido tocado “Institucionalized”.


Com o cancelamento dos Gorilla Biscuits, coube aos Comeback Kid encerrar o evento, e com um True Spirit stage a abarrotar pelas costuras os canadenses arrancaram com “False Idols Fall”, com a reação esperada por parte de um público entusiasta do som da banda de Winnipeg. “Surrender Control”, “GM Vincent & I” e “Do Yourself a Favor” continuaram o massacre, mas foi o momento seguinte que levou milhares à loucura. Andrew Neufeld agradeceu à organização o convite e realçou a enorme honra que tinham em encerrar o festival, infelizmente no lugar dos Gorilla Biscuits. E eis que entra em palco Walter Schreifels, vocalista dos Biscuits, que ao contrário da banda já estava na Europa, e perante um público atónito e em extase, agarrou no microfone e rebentou a sala com “New Direction”. Dois minutos de pura adrenalina!! Espectacular!


Mas ainda havia mais para ouvir por parte dos Comeback Kid, e se as músicas mais recentes do LP “Outsider” de 2017 não provcaram uma animação relevante, foram as faixas de “Die Knowing” de 2014 que fizeram mais mossa na plateia. “Wasted Arrows”, “Die Knowing” e “Lower the Line”, antes do final com o clássico de 2004 “Wake the Dead”, com o palco cheio de fãs a cantar em uníssono com a banda e a despedir-se da melhor maneira do The Sound of Revolution 2018.


A festa continuaria ainda no Blue Collar Hotel com a after party a cargo dos Absolve, Savage Beat e os excelentes Sect, que contam com o ex-Cursed Chris Colohan na voz.

Para 2019, a organização anunciou a estreia de uma versão outdoor, a realizar no dia 8 de Junho na zona externa ao Klokgebouw, enquanto que a quarta edição do The Sound of Revolution acontece a 1 e 2 de Novembro. Até lá!!!

Texto e Fotos: Vasco Rodrigues
Agradecimento: Janis van Lokven (http://soundofrevolution.loudnoise.nl/)