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Os Rotting Christ são sobejamente conhecidos do público português. Recentemente publicaram o livro “Non Serviam” que conta a história da banda durante estes 30 anos de existência e estão prestes a lançar o 14.º álbum “The Heretics”. Sakis esteve à conversa com a Metal Imperium para nos contar todas as novidades...

M.I. - Em primeiro lugar, muito obrigada por esta entrevista. como tens passado desde a última vez que nos encontramos no Porto? Os concertos em Portugal esgotaram completamente... guardas memórias desses concertos? 

Sim, claro. Lembro-me sempre de Portugal como uma parte muito porreira da tournée. Na Europa, algumas tournées não vão a Portugal e eu fico muito satisfeito quando tocamos aí porque tenho muitos amigos e é sempre espetacular.


M.I. - 2019 começou há algumas semanas e parece que será um ano muito agitado para vocês… novo álbum, novo livro, celebração do 25º aniversário da Non Serviam… quão cheia está a tua agenda agora?

2018 foi o ano agitado da minha vida. Às vezes pergunto-me se é bom trabalhar tanto assim. Começamos a banda para nos divertirmos mas, às vezes, não é divertido.


M.I. - Foi o ano mais agitado porque tiveste muito trabalho, mas este ano irás colher os frutos desse trabalho, certo?

Sim, espero. Estarei muito ocupado. Gosto disso e, apesar de não ser uma pessoa que reclama, às vezes é muito cansativo trabalhar o dia todo e pensar se o que estás a fazer faz sentido. Mas é óptimo saber que as pessoas apreciam as novas músicas e o livro. Pelo menos estou muito feliz com tudo.


M.I. - "The Heretics" já foi considerado álbum do mês, embora ainda não tenha sido lançado. Como conseguem criar música poderosa e interessante em todos os álbuns?

Essa é a coisa mais difícil de fazer. Trabalhar e compor é a única coisa que posso fazer para escapar desta vida. Eu escrevo música para escapar dos problemas do dia a dia. Esta é a única razão pela qual faço isto. Não estou feliz com este mundo. E tenho a minha arma, a música. Quero ter qualidade em tudo que faço. Sinto-me muito feliz que, após 30 anos, as pessoas ainda dizem que querem ouvir a minha música. Quem prestar atenção ao 14º álbum de uma banda? A qualidade faz as pessoas quererem ouvi-lo e isso deixa-me muito orgulhoso.


M.I. - Consegues imaginar a tua vida sem música?

Eu morreria, cometeria suicídio. A música para mim é a coisa mais importante da minha vida. Ajuda-me a esquecer os problemas. Estou muito feliz por ter música e por ainda estar vivo.


M.I. - Supostamente, "The Heretics" é um regresso ao básico.

Não exactamente, não posso dizer isso! É um pouco de tudo.


M.I. - Sim, quero dizer, podemos identificar imediatamente o som de Rotting Christ, mas os cantos gregorianos soam diferentes do que fizeram em “Rituals”…

Acho que sim. Isso é verdade.


M.I. - Como surgem estas ideias?

Todos somos criativos nesta vida. Depende apenas do alvo da nossa criatividade. Eu coloquei a minha energia na criação e na composição de música. Uso muitos truques. Aluguei um quarto isolado no qual fico sozinho durante dez horas e leio, escrevo. Tento ser um herege, alguém que não segue o rebanho. Vou para o meu quarto, medito e escrevo música.


M.I. - Então é como ir trabalhar?

Sim, de facto. Faço meditação. Esta é a única maneira de as pessoas ainda acharem interessante a música de Rotting Christ. Quero fazer as coisas acontecerem, quero expandir... Este sou eu!


M.I. - As palavras Fogo, Bem, Medo, Inferno são recorrentes nas novas faixas...  no final de contas, a humanidade está reduzida a isto?

Sim, definitivamente. Estamos aqui para protestar, para expressar a nossa maneira diferente de pensar... é isso que mantém a banda viva.


M.I. - "Rituals" foi um álbum muito aclamado... achas que os fãs ficarão satisfeitos com este? Preocupas-te com isso?

Claro que  me preocupo. Não me preocupo com as vendas, com os números. Penso que “Rituals” foi bem aceite porque era diferente.


M.I. - Este é o vosso 14º álbum em 30 anos... ainda ficas animado e nervoso quando sai um novo álbum? 

Claro, isto é o que eu faço. Não me preocupo tanto como no passado. Se eu perceber que não posso escrever música, significa que já não sou jovem, não mentalmente, mas biologicamente. É muito importante para mim sentir-me jovem mentalmente.


M.I. - Estás sempre a falar sobre a idade, mas não és velho, tens 40 e poucos anos.

47, se faz favor! Pode não ser velho mas começas a perceber que tens as tuas rotinas, contas para pagar, fazes a mesma coisa todos os dias e, de repente, percebes que és velho... mentalmente eu ainda sou jovem e é por isso que continuo a lutar.


M.I. - Mas tratas do teu físico para te manter em forma?

Sim, parei de usar carro, comecei a andar, voltei ao básico, tento ter a minha banda em boa forma também.


M.I. - Tens que estar em forma para poder andar em tournée durante tanto tempo!

Sim! Não prestem atenção às histórias loucas sobre bandas que dizem fazer isto e aquilo! Felizmente, as bandas estão a ficar mais maduras e mais conscientes. Não é só sexo, drogas e rock n roll hoje em dia.


M.I. - A banda esteve em tournée durante a maior parte do ano passado... como arranjaste tempo para escrever / compor e gravar o novo álbum?

Assim que voltei para casa, isolei-me no meu lugar especial. Durante a tournée, pensei sobre as coisas e escrevi. Quando cheguei a casa, peguei na guitarra e comecei a escrever as novas músicas.


M.I. - Mas como surgem os riffs... Quer dizer, criar riffs diferentes provavelmente não é fácil... como os crias?

É a coisa mais fácil. O mais difícil hoje em dia é arranjar a ideia para a música. Posso inventar 5 riffs em 5 segundos. Podes ter um riff, mas a ideia de escrever algo baseado em Edgar Allen Poe foi a parte mais difícil.


M.I. – Quão complicado foi transformar um poema tão poderoso em música? Tiveste ajuda?

O meu irmão e eu fizemos tudo em estúdio, mas a composição foi feita toda por mim.


M.I. - Como surgiu a ideia de escrever temas baseados nas obras de Nietzsche, Edgar Allen Poe, Voltaire, Thomas Paine, Mark Twain, John Milton e Nikos Kazantzakis? 

Eles são os grandes hereges que inspiraram o conceito deste álbum.
Eu acabei por perceber que sou como eles. O black Metal e extreme metal é um tipo de música herege. Li muito e tive a ideia de escrever um álbum sobre isso.


M.I. - Esses autores são tão inteligentes e impressionantes. Inspiraste-te em obras particulares desses autores ou dos seus trabalhos em geral? Achas que seria possível escrever outro álbum baseado neles?

Não, baseei-me numa só. Por que não? Isso seria uma boa ideia. Mas eu prefiro escrever sobre algo diferente da próxima vez, porque já fiz isso e quero surpreender os ouvintes.


M.I. - Achas que os vossos fãs estão familiarizados com esses autores?

Nem sempre, mas posso incentivá-los. Sim, eles vão ao Google, escrevem os nomes e títulos e vão abrir os seus horizontes. Música não é só beber cerveja, é também comida para o cérebro.


M.I. - Uma das citações é “The mind is universe and can make a heaven of hell a hell of heaven". O que queres dizer com isto?

Tudo está na nossa mente, cabe-nos a nós controlar as coisas.


M.I. - O álbum foi gravado no estúdio de George, Pentagram em Atenas. Gravar na vossa cidade natal torna as coisas muito mais fáceis?

Claro. É por isso que não deixamos a Grécia para gravar. Eu prefiro trabalhar perto de casa porque, sempre que tenho uma ideia nova, ligo para o George e ele abre o estúdio!


M.I. - Sim, mas vão à Suécia para o álbum ser masterizado e mixado pelo Jens Bogren. Por que continuam a ir ao Fascination Street para fazer isso em vez de fazê-lo num estúdio local?

Porque o Jens é o melhor misturador e é a melhor escolha.


M.I. - A obra de arte foi feita por Maximos Manolis. Qual é a mensagem da capa?

Feitiçaria. Nós queríamos uma capa que retratasse aquele tempo na idade média em que tudo era controlado pela igreja.


M.I. - Já há 3 vídeos com letras para este álbum.

E vamos ter 11. É um processo complicado, mas queremos ter um para cada faixa.


M.I. - No final do ano passado, o livro oficial da banda, "Non Serviam", foi lançado. Como surgiu a ideia de escrevê-lo?

Eu nunca tive a ideia de escrever. Dayal é meu amigo e perguntou se eu queria escrever, eu disse-lhe que não sou escritor e que não poderia fazê-lo sozinho. Então fizemo-lo juntos. Depois de 30 anos na cena, tenho muitas coisas para dizer às pessoas. Contar-lhes sobre os velhos tempos, quando não havia computadores e tudo isso.


M.I. - O livro “Non Serviam” conta a história dos 30 anos de Rotting Christ… incluiste tudo sobre a banda?

De jeito nenhum! Ainda estaria a escrever o livro se tivesse que escrever sobre tudo o que aconteceu. Inclui os momentos mais importantes.


M.I. - Contas toda a verdade no livro?

Sim, acho que é o livro mais honesto sobre uma banda.


M.I. - Como correm as vendas do livro?

Vão muito bem. É uma coisa boa. As pessoas dizem que é a melhor biografia de banda que já leram.


M.I. – Imagino que farão uma tournée este ano... já estão a tratar disso?

Estamos a preparar uma tournée muito longa com uma banda que irá surpreender. Revelarei quem é mais tarde.


M.I. - Virão aqui?

Acho que vamos tocar aí depois do Verão.


M.I. - A banda tem um catálogo tão vasto... como seleccionas as músicas para tocar ao vivo? Há muitos temas que o público quer ouvir, o que torna a selecção mais difícil, certo?

Nem me fales disso! É um pesadelo porque tenho que escolher entre 200 músicas de 14 álbuns. Tento escolher entre os álbuns mais antigos e os mais novos, a fim de satisfazer o maior número de pessoas possível.


M.I. - Podias fazer uma votação para os fãs escolherem.

Não quero fazer isso porque criaria algumas discussões.


M.I. – Se tivesses que escolher os 3 melhores álbuns de Rotting Christ, quais escolherias?

Thy Mighty contract para o 1º período da banda. Theogonia para o 2º período da banda.
Rituals para o 3º período da banda.


M.I. - Muito obrigada Sakis por esta conversa. Espero que a banda volte a Portugal em breve. Por favor, deixa uma mensagem para os fãs portugueses e leitores do Metal Imperium.

Espero que gostem do novo álbum. Espero ver-vos em breve em Portugal! Non Serviam sempre!

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Entrevista por Sónia Fonseca