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O rock, ao contrário do que proclamam os pseudo-arautos da música nacional e internacional, está bem vivo e recomenda-se. E quem dúvidas tivesse, bastava olhar bem para a porta do RCA nesta passada quinta-feira, 21 de Março, e ler o papelinho que dizia simplesmente “Sala Esgotada”! Lá dentro, um palco despido de distracções e camuflagens, mas vestido de gala para uma noite rock-stoner-fuzz com os nacionais Fuzzil e os norte-americanos Radio Moscow.


21h30 em ponto e soam os primeiros acordes dos alcobacenses Fuzzil, nitidamente inspirados no psicadelismo dos anos 60 e 70. O quarteto percorreu de forma heróica a sua ainda escassa discografia, ecoando o fuzz rock pela sala já bastante composta e cheirando, aqui e ali, o stoner, com o duelo dos guitarristas Leonardo Batista e Filipe Garcia Miguel a dar perfume a uma secção rítmica muito groove, com um afónico Wilson Rodrigues impecável no baixo e Alexandre Ramos a marcar o ritmo por detrás de bombos e tarolas, e a espaços a ajudar Leonardo na vocalização dos temas.


Com apenas dois Eps editados, “Molten pi” de 2017 e “Boiling Pot” de 2015, e com pouca gente conhecedora do som da banda na plateia, os Fuzzil brindaram o público com temas novos de um disco que não tem data marcada de edição, mas foram os mais antigos “Blind Man” ou “Worms” que viraram muitas cabeças na direcção do palco, e muita gente a sacar do telemóvel para adicionar a banda às suas redes sociais. Wilson ainda conseguiu proferir algumas palavras no limiar do perceptível, dedicando “Friends” ao seu recentemente falecido mestre de artes marciais, alguém que o marcou particularmente. Uma homenagem emocionada por parte do baixista, arrancando depois a banda para o fecho do concerto com “Threesome Wine” e “Fuzzy”.


Quase sem darmos por isso, face a um check-sound final despreocupado e rápido, os Radio Moscow arrancaram a sua actuação com “New Beginning”. De regresso novamente a Lisboa (a última vez tinha sido em Outubro de 2017), Parker Griggs e seus amigos brindaram uma sala esgotada com mais uma performance absolutamente impecável, sem vedetismos ou espalhafato desnecessários. O som é rock mas também é blues, é pré-doom metal mas também é stoner, é psicadelismo sem exceder as estribeiras... e o público gosta e muito, tendo ao longo dos últimos anos elevado os Radio Moscow ao estatuto de banda de culto por estas paragens.


Depois do arranque com o tema título do último disco, datado já de 2017, “So Alone” fez regressar a “Magical Dirt”, o álbum de 2014 que projectou a banda de Iowa para a luz da ribalta, e a seguinte, “Broke Down”, ao segundo disco da banda, “Brain Cycles” de 2009. Logo ali, em três temas, o percurso por três verdadeiras gemas da discografia dos Moscow. “Rancho Tehama Airport” faz-nos regressar a 2017 e Griggs fala pela primeira vez a uma sala repleta, agradecendo o convite para regressarem à capital, naquele que será o último concerto da tour europeia. “Deep Blue Sea”, da estreia homónima de 2007, demonstra como na altura muita gente ficou estupefacta com a demonstração na perfeição da mistura do blues com o garage rock, uma faixa maioritariamente instrumental com a voz a ficar em segundo plano deliberadamente.


“I Don’t Need Nobody” é a primeira incursão pelo disco de 2011, “The Great Escape of Leslie Magnafuzz”, mas a surpresa veio logo de seguida, com a versão de “Looking Glass”, dos Saint Vitus, uma prenda para última data do tour. Até ao final, novo périplo por quase toda a discografia da banda, com destaque para “Speed Freak”, “Death of a Queen” e a última “No Good Woman”. E se estivessemos num outro país qualquer, talvez o concerto tivesse acabado por aqui, mas Portugal não tem um público qualquer, e a força da plateia fez os Radio Moscow regressar ao palco para uma rendição absolutamente devastadora de “250 Miles” e “Brain Cycles”, encerrando com chave de ouro com “Pacing”, uma das mais fortes do disco de 2017, o primeiro da banda para a Century Media.

Mais um grande concerto, a marcar o início da primavera em beleza.

Texto e fotos: Vasco Rodrigues
Mais fotos aqui
Agradecimentos Garboyl Lives