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Mais uma rodada de grandes bandas a compor a edição deste ano do Moita Metal Fest com especial relevo para os Enforcer, Destruction, No Fun At All, Extreme Noise Terror e Decapitated, entre outras coqueluches internacionais e nacionais.

Dia 1

Os Revenge Of The Fallen foram os eleitos para darem início às festividades, depois de terem vencido o concurso Battle of the Bandas, realizado no passado mês de março. A banda de Cascais justificou essa eleição através da sua forte presença em palco e, com o seu metal melodioso cheio de groove, destacando-se o tema "Shadows Fall" do seu até agora único trabalho "Pareidoila", conseguiu vingar nesta sua estreia no Moita Metal Fest.

Dream Pawn Shop é sinónimo de avant-garde, pois combinar ritmos de jazz, metal e rock como estes leirienses combinam não é para todos e por isso tivemos meia hora santa na loja eclética do Moita Metal Fest. Temas como "Bricks" ou "Trapped", retirados do álbum "Carry Your Sins", deixaram-nos presos a uma potente sonoridade digna de um bom abanão nos pescoços. Um projeto bastante original para bem dos nossos pecados.
Nada como os Irae para servirem de banda sonora para uma noite já cerrada, onde em nome de Satanás se escutaram excelentes representações do necro. "In the Name of Satan" ou "Beyond My Torments" deram o mote para uma atuação liderada por Vulturius que se incidiu no último álbum intitulado "Crimes Against Humanity", não deixando nenhuma alma indiferente às forças ocultas e potentes deste trio. 
O único crime que possa ser praticado é não reconhecer os Irae e o seu mentor como marcos fundamentais no panorama do black metal português.

Os Grog subiram ao palco principalmente para desbloquearem os chakras no salão de festas do Moita Metal Fest vulgo mosh pit. Temas como "Savagery" ou "Hanged By The Cojones" agarraram os ouvidos daqueles que finalmente se precipitaram para o meio do turbilhão e foi assim até final. 
Volvidos quatro anos desde a última incursão no festival, os Grog continuam a cumprir com o seu ritual de trituração, não fossem eles uma das referências mais duradouras e bem-sucedidas do grindcore nacional.

Com os Enforcer, o fenómeno do old school fez-se notar através dos saudosistas, que se apressaram para a frente, ou pelo menos daqueles que se recordam dos anos 80, pois foi exatamente para aí que estes suecos metaleiros nos transportaram. 
Estava lá tudo: a musicalidade, a estética. Mas também bons temas como "From Beyond" ou "Mesmerized By Fire" que cativam até mesmo aqueles aversos aos primórdios do heavy metal. 
Com a força do speed metal, os Enforcer lançarão em breve o seu primeiro álbum em quatro anos, de seu título "Zenith", e a constatar por esta atuação, poderá ser o auge!

Os carniceiros da Alemanha fizeram mais uma vez jus ao seu nome e dizimaram os fãs com mais de uma hora de bom thrash. Só quem lá esteve é que pôde fazer parte da carnificina proporcionada pelos Destruction e levou para contar. 
O diabo esteve à solta com os clássicos "Tormentor", "Mad Butcher" ou com a mais recente "Dethroned", malhas estas acrescidas de peso, graças à recente aquisição da banda, ou seja, o guitarrista Damir Eskić. 
Com o carniceiro-mor Schmier a liderar uma devastação épica, estivemos certamente perante um dos melhores concertos do festival e quiçá de todos os festivais.

O primeiro dia do Moita Metal Fest acabou em festa e os Gwydion acabaram por ser a escolha mais acertada para tal. Estes vikings portugueses tiveram a árdua tarefa de ressuscitar aqueles que tinham sido devastados no concerto anterior, mas conseguiram ainda assim levar a sua atuação a bom porto. 
Em honra a Odin, escutámos hinos como "Mead Of Poetry" ou "Thirteen Days", do último álbum, mas acima de tudo verificámos que estes folks continuam preparados para uma boa batalha sonora, após tantos anos. 
Horns up para os Gwydion!


Dia 2 

O segundo dia começou com os Moonshade que trouxeram peso suficiente para animar os poucos espectros que compunham a tenda do festival e para isso serviram-se do seu álbum de estreia "Sun Dethroned". "The Flames That Forged Us" ou "Upon Your Ashes" forjaram o concerto destes dignos representantes do death-metal melódico erguido no norte do país, destronando sem dúvida a estranheza daqueles que desconheciam os Moonshade. Uma banda a não perder, nem por sombras!

A cura da ressaca estava no beer/thrash metal dos Mindtaker, pelo menos foi esse o apelo que o vocalista Philip Brotas fez e daí ter feito sentido o tema "Into The Pit", de forma a cativar aqueles que continuavam a chegar ao recinto. Todavia, estes thrashers alentejanos não deixaram de dar um concerto coeso e por isso, sendo uma banda já com bastante reconhecimento por parte da comunidade metaleira, somos obrigados a repetir o que já mencionámos em reportagens anteriores: "(...)para que o copo fique completamente cheio, só falta aos Mindtaker o seu primeiro álbum".

Passámos da old school para a new school do thrash metal com os Infraktor que traziam na bagagem uns dos melhores álbuns do ano passado, de seu nome "Exhaust". Desta bojarda sonora destacamos "Son Of A Butcher", "Speech Of Deceit" e "Ferocious Intent" que contou com a participação de Raça, vocalista dos Revolution Within, simbolizando de certa forma o caldeirão ebuliente de thrash existente em Santa Maria da Feira e arredores. Resumindo, um concerto bruto que nos deixou exaustos, mas é óbvio que queremos mais!

Passámos para uma school ainda mais atual com os The Voynich Code e o seu deathcore. A banda lisboeta tem dado provas em todo o mundo do seu valor e o Moita Metal Fest foi mais uma vez palco dessa confirmação. Com uma harmonia perfeita entre melodia e peso, este quarteto presenteou-nos com o seu repertório de luxo, havendo ainda tempo para uma novidade intitulada, ao que nos pareceu, "The Cage of Innocence", antevendo mais um álbum poderoso. Até lá, resta-nos decifrar esse mistério.

Os Diabolical Mental State invadiram o palco do festival e trouxeram-nos o seu "metal from da hood". 
De "The Village" para "The Town", a evolução da sonoridade destes rapazes diabólicos é notória e ao vivo foi fácil de comprovar isso. 
Quanto à agressividade e atitude, continuam felizmente as mesmas, resultando em mais uma potente atuação. Esperemos que no futuro surja o tema (porque não?!) "The State" e que estejamos a falar nessa altura de domínio mundial.

Não foi uma ilusão, houve mesmo punk-rock português no Moita Metal Fest, graças aos Artigo 21. 
A banda lisboeta conta com um novo álbum, lançado recentemente, e aproveitou a passagem pelo festival para dar a conhecer o mesmo, através dos temas "Só Mais Um Bocado" ou "Está para Chegar". Mas nem só de temas recentes se perfilou a atuação, já que pudemos também escutar "Ódio Não É Amor", significando acima de tudo que todos os temas, principalmente este último, remetem para problemas atuais da sociedade portuguesa, para os quais estes punk-rockers fazem questão de apelar por meio da sua música, porque, claro está, Artigo 21 é resistência. Significados à parte, ótima estreia no Moita Metal Fest.

O concerto dos Gaerea foi dos mais aguardados, devido a toda a atmosfera misteriosa que envolve a banda. Embora com apenas um EP e um álbum lançados, esta banda do Porto anda nas bocas do mundo das trevas, devido à sua originalidade imagética e teatralidade inerentes, mas acima de tudo à sua sonoridade post-metal ou, atrevemo-nos a dizer, neo black metal. 
Exemplo disso, é a música "Absent" que nos transporta para universos que assolam a mente humana. Concerto grandioso e contagiante que, depois de bastante aguardado, superou completamente as nossas expectativas!

De volta ao Moita Metal Fest, os Simbiose concederam mais uma réplica daquilo que são capazes com a perfeita união entre crust, metal e grindcore. "Ignorância Colectiva" ou "Modo Regressivo", entre outras, ajudaram a dizimar o recinto do festival e os presentes responderam à altura, através de inúmeros circle-pits. 
Meia hora a metralhar foi o suficiente para deixar os Simbiose na história do festival, mas 25 anos a metralhar perfazem a história destes dignos representantes do crust nacional, história essa que não fica por aqui, uma vez que a banda já garantiu que irá lançar um novo capítulo.

Outros regressados ao festival e já com muitas histórias de sangue, suor e gore para contar são os Holocausto Canibal que contam com duas décadas de destruição, mas que terão certamente continuidade, pois a banda portuense estreou pela primeira vez ao vivo oito temas novos que farão parte do seu próximo álbum. 

De resto, a mesma brutalidade e decomposição anatómica que nos aprazem escutar e que foram merecidamente correspondidas com muitos circle-pits. Um concerto extremo!

Abriram-se alas para os Dr. Living Dead que se revelaram mortíferos, perante um público já notoriamente conhecedor do trabalho da banda e ávido por exercitar os ouvidos e músculos ao som das conhecidas "Gremlins Night", "Infiltrator/Exterminator" ou a homónima "Dr. Living Dead". 
O concerto nunca desacelerou, muito pelo contrário, até mesmo nas partes mais cénicas em que vimos o vocalista Dr. Mania qual pugilista a receber instruções do seu treinador, pois estes skaters suecos nunca deram tréguas e (re)conquistaram cosmicamente todo o recinto com a arma perfeita: o thrash metal.

Os No Fun At All são sem dúvida uma banda com bastante graça e isso transparece para aqueles que querem fazer parte da animação que é um concerto destes punk-rockers suecos. 
Desde "Believers" até "Master Celebrator", a energia recíproca foi constante e bem orquestrada pelo mui bem-disposto Ingemar Jansson, vocalista veterano dos No Fun At All, que nunca se cansou de puxar pelos fãs que se manifestaram através de uma enorme roda-viva. 
Depois de terem dado um concerto memorável no RCA Club, no ano passado, facto relembrado por Ingemar Jansson, constatámos que a banda sueca conseguiu facilmente igualar esse feito.

Apesar das dificuldades técnicas sentidas em palco por parte dos Extreme Noise Terror, tal fator não impossibilitou que a banda britânica espalhasse o terror e sangria (literalmente) pelo recinto do Moita Metal Fest. 
Os mestres do grindcore inglês passearam pela sua história de 30 anos ao som de hinos contra a sociedade estabelecida como "Religion Is Fear", "Lame Brain", "Raping the Earth" dedicado ao falecido Phil Vane, havendo ainda tempo para "Borstal Breakout", versão dos conterrâneos Sham 69, enquanto o caos estava instalado sob a tenda. 
A par dos portugueses Simbiose, os Extreme Noise Terror provaram que o crust continua vivo e recomendável, onde prevalece principalmente a sua mensagem.

Por último, e desta vez sem cancelamentos, apenas com alguma demora no que toca à equalização sonora, o que justificou completamente a descarga precisa e portentosa de death metal que se seguiu, tivemos os Decapitated. 
A banda polaca quis de certa forma compensar a ausência forçada do festival do ano passado, preenchendo o seu alinhamento com os seus temas mais conhecidos e cumpriu efetivamente essa missão. "One-Eyed Nation" foi o alimento bruto que deu início a um desfile de peso absorvido por toda uma falange de metaleiros que se manifestaram com todas as suas forças, através de incessantes circle-pits, mosh-pits, crowdsurfs e afins. O recital de death metal técnico prosseguiu com os exemplares "Blood Mantra", "Homo Sum", "Earth Scar" e por final "Winds of Creation", fazendo jus à rabanada sonora que todos os presentes sentiram com a atuação dos Decapitated. Em jeito de conclusão, podemos admitir que rolaram cabeças!


Texto por Bruno Porta Nova
Fotografia por Vasco Rodrigues
Agradecimentos: Moita Metal Fest