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Quando Fat Mike, líder dos NOFX, criou o festival Punk In Drublic, nome retirado daquele que é considerado o melhor álbum da banda, nunca deverá ter pensado na felicidade que iria dar aos habitantes da Península Ibérica por decidir incluir 3 datas em território espanhol na tournée europeia deste ano. E digo público da Península Ibérica porque aquando do anúncio do evento, foram largas as dezenas de portugueses que se apressaram a adquirir bilhetes e viagens, dividindo-se pelas datas de Madrid (14 de Maio), Barcelona (17 de Maio) e Vitória (18 de Maio). O cartaz incluia algumas das melhores bandas do panorama punk rock mundial - com NOFX, Bad Religion e Anti-Flag à cabeça - e seria loucura perder pitada do que para aí vinha. No caso da Metal Imperium, a decisão foi rumar à capital da Catalunha, ao fabuloso espaço do Poble Espanyol, bem à sombra de Montjuic, para testemunhar in loco o que prometia ficar nos anais da história punk ibérica.


O local do concerto é simplesmente espectacular. Construído para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929, o espaço-museu é composto por 117 edifícios em grande escala, que recriam aldeias espanholas, com o típico rossio/praça central, onde nesse dia estava montado o palco que iria acolher o cartaz.

Pouco passava das 18 horas quando as portas abriram para uma já grande afluência de público, mas que ordeiramente entrava e se dirigia, não só aos diversos bares e tasquinhas, mas também à enorme área de merchandising das bandas presentes. Interessante verificar que o controle de bebidas era feito com um cartão pré-pago, eliminando o manusear de dinheiro por quem tratava de encher os copos.


Uma hora depois, pontualmente às 19 horas, entraram em palco os The Bombpops. A banda de pop-punk de San Diego não pareceu minimamente afectada por estar a abrir a celebração, pois a plateia já estava muito bem composta para receber os temas da dupla fundadora Jen Razavi e Poli Van Dam. E as meninas deram muito bem conta do recado na meia hora que tiveram à disposição, com destaque para "Brake Lights" e "Dear Beer", animando quem chegou cedo e também quem ia aos poucos enchendo o espaço.


Muito rápida mudança de cenário, basicamente mudando apenas as bandeiras de fundo de palco e os instrumentos e pedaleiras, e entram em palco os Less Than Jake. À semelhança do que acontecera em Lisboa dois dias antes, quando juntamente com os Mad Caddies apoiaram o regresso dos Bad Religion ao nosso país (ver reportagem no nosso site), A banda da Flórida tem bastantes seguidores em Espanha e isso viu-se imediatamente após os primeiros acordes de "Plastic Cup Politics", com o Poble Espanyol a pegar fogo. Pouco tempo para mostrar muita coisa, mas excelente prestação na homenagem à sua cidade natal “Gainesville Rock City” e meteram toda a plateia a dançar ska com “All My Best Friends Are Metalheads”.


Um recinto a 80% de capacidade recebeu os californianos Mad Caddies, que como habitualmente fazem a festa onde quer que vão. Com a secção de sopro composta por trompete e trombone a marcar o caminho a seguir, Chuck Robertson foi agradecendo a todos os que apareceram para celebrar o bom tempo ("Diziam que chovia mas felizmente não aconteceu ainda", anunciava o vocalista) enquanto a boa onda do ska/reggae punk ia provocando a dança. "Backyard" transformou o recinto num salão de baile, enquanto a mais punk "Leavin" levantou poeira, com reacção mais apoteótica a ser guardada para "Love MYself", claramente a favorita do público, a par da versão de "She" dos Green Day, também tocada em Lisboa.


A noite entretanto tinha avançado sobre Barcelona e com ela as nuvens negras que insistiram em também assistir ao resto do festival. Esta tinha sido uma questão na cabeça de todos aqueles que esgotaram completamente o recinto, se choveria ou não. E sim, começou a chover exactamente no momento em que os Lagwagon entraram em palco. A festa parou? Claro que não! Com um alinhamento brutal que arrancou com "Razor Burn", foi um amontoar de clássicos atrás de clássicos por parte de Joey Cape, Chris Flippin e companhia. A reacção da plateia a faixas como "Violins", "Sleep" ou "The Cog in the Machine" parecia dar a entender que muitos deles estavam ali para a banda de Santa Barbara. "Making Friends" e "May 16" deram por terminada a serenata à chuva (copiosa a espaços), apesar de muitos pedidos para um encore.


Era tempo de receber Greg Graffin e os seus Bad Religion dois dias depois do monumental show que deram na Sala Tejo de Lisboa. Sabíamos de antemão que não eram cabeças de cartaz, pelo que o alinhamento seria previsivelmente inferior ao da capital portuguesa, mas no final ficámos mesmo com água na boca, pois foram menos quase uma dezena de músicas que trouxeram a Barcelona. Ainda bem que tivemos Lisboa para os ver em grande!! A banda veterana de Los Angeles arrancou com "Them and Us" e a plateia não mais deixou de reagir a cada descarga de clássicos, com inúmeros mosh circles e muita gente a voar na direcção ao palco.


A chuva também não foi dando tréguas, se bem que a espaços até parou, mas não o suficiente para secar roupa nenhuma. “Suffer”, “Fuck You”, “Fuck Armageddon... This Is Hell”, “Sorrow”, impossível descrever qual delas foi melhor, numa hora e pouco de continuo ataque aos sentidos e que acabou bem mais depressa do que gostaríamos, com "American Jesus" e "Punk Rock Song".


Já era 10 para a meia noite e os 5000 que esgotaram a estreia do Punk in Drublic em Barcelona aguardavam o cabeça de cartaz, os californianos NOFX. Fat Mike entrou em palco de maneira despretensiosa, usando um negligé às riscas pretas e rosas um pouco acima do joelho, imediatamente avisando que “somos acusados de falar muito nos nossos concertos. Hoje não vai ser diferente”, soltando uma gargalhada. A verdade é que foi diferente! A música pareceu ocupar a prioridade, para descanso de quem tinha vindo a ler as críticas de concertos anteriores. Como quem não quer a coisa, começam com "60%", logo seguida da excelente "Seeing Double at the Triple Rock", e a plateia reagiu imediatamente. Mais ainda quando irrompe “Les Champs-Élysées”, a versão da música de Jason Crest, logo seguida por “Bob”! Loucura indescritível!


Nem a chuva em regime de aguaceiro fez parar os saltos, nem enrouquecer as gargantas! Fat Mike é um tagarela, e obviamente um concerto de NOFX sem as piadas entre Mike e El Hefe não é o mesmo, como por exemplo a rábula do pano com o pequeno símbolo da banda ser substituído por um enorme lençol amarelo com o mesmo diminuto logo no meio, “só para ser maior que o dos Bad Religion”. Piadas à parte, estávamos lá para a música e essa veio em quantidade de enorme qualidade, com “Stickin' in My Eye”, “Dinosaurs Will Die”, “Eat the Meek” ou o final do concerto normal com um tumultuoso “Linoleum”. A energia que ainda havia foi completamente gasta com um encore épico, que juntou “Don't Call Me White” a “Kill All the White Man”, a deixar 5000 almas exaustas, molhadas e se enorme sorriso na cara. Pelo que foi possível constatar, teremos que contar com a digressão Punk in Drublic mais vezes pelo país vizinho (talvez até no nosso querido Portugal), e isso serão sempre boas notícias!


Texto e fotos: Vasco Rodrigues
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Agradecimentos: HFMN