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O público já estava avisado. No dia antes, no Hard Club, os Glassjaw tinham "pintado a manta" e os ecos desse concerto chegavam a uma sala do Lisboa ao Vivo bastante composta para receber Daryl Palumbo e Justin Beck, co-fundadores e embaixadores da banda nova-iorquina, que nesse dia de 23 de Junho se apresentava pela primeira vez em Lisboa.


Antes porém, a Amazing Events apresentava duas propostas nacionais, a primeira das quais um projecto que decerto ainda virá a dar muito que falar. Conheciamos Alex D’Alva Teixeira enquanto compositor e vocalista da banda pop D’Alva, mas quando os primeiros sons do seu projecto Algumacena irromperam pelo palco do LAV, a plateia percebeu que estava ali algo bastante diferente do que ele nos tinha habituado. Apoiado por Ricardo Martins, baterista de várias bandas como Pop Dell’Arte e Jibóia, e a fazerem a sua quinta apresentação ao vivo, o duo mostrou um rock musculado a aproximar-se a espaços de um post-hardcore apoiado em loops e na capacidade técnica dos seus integrantes, com letras de carácter interventivo e político, mas a notar-se espaço para uma plena liberdade criativa, que poderá estender as faixas tocadas numa jam-session improvisada.


A segunda banda da noite veio de Setúbal. Os Ash is a Robot levam quase uma década de vida a tocar post-hardcore e conta já com uma razoável legião de fãs que os segue e bebe cada palavra debitada pelo incansável Cláudio Aníbal. No LAV não foi excepção, e apesar de contratempos logo ao início com a fita de suporte do baixo de João Descalço, nem isso desmoreceu a actuação do conjunto. Como se não bastasse a festa que já ia na plateia, Aníbal ainda saltou para junto de amigos e conhecidos, incitando a um circle pit bem no meio da sala lisboeta. Quanto ao alinhamento, ele oscilou entre o auto-intitulado disco de estreia e “Return Of The Pariah (The Chronicles Of Edward)”.


O relógio marcava 22h30 quando os Glassjaw pisaram pela primeira vez um palco em Lisboa. Com três discos editados numa careira que se iniciou no início de 2000, a banda do estado de Nova Iorque é um dos pesos pesados do que se decidiu chamar post-hardcore, e Lisboa respondeu ao apelo da Amazing Events e quase encheu o LAV. E logo pela tripla inicial - ”Cut And Run”, “Tip Your Bartender” e “You Think You’re (John Fucking Lennon)” - se percebeu que esta seria uma noite memorável para os melómanos presentes. O público sabia as canções na ponta da língua, facto que surpreendeu Daryl Palumbo, levando inclusivé a que pedisse desculpa por ter demorado tanto tempo a vir ao nosso país. Com um alinhamento a focar quase exclusivamente nos álbuns “Warship and Tribute” de 2002 e o mais recente “Material Control”, mesmo assim já de 2017, os Glassjaw foram cativando quem não os conhecia e deixando largos sorrisos em quem sabia ao que vinha, sempre acompanhando a banda a cada faixa debitada.


Sabia-se que não seria uma banda muito comunicativa, que a protagonista é a música, mas ainda se conseguiu ouvir Palombo pedir desculpa pelo que os Estados Unidos da América têm andado a fazer ao mundo, mas principalmente foi tempo de aproveitar a presença deles para relembrar “Jesus Glue”, "Ape Dos Mil" ou "El Mark", antes de uma versão simplesmente apoteótica de "Siberian Kiss", do disco de estreia "Everything You Ever Wanted to Know About Silence".

Texto e fotos: Vasco Rodrigues
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Agradecimentos: Amazing Events