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Ao terceiro álbum de originais, o baterista Hannes Grossman rodeia-se de músicos com os quais já colaborou em outros projectos: no baixo Linus Klaunitzer (Obscura e Alkaloid), Danny Tuncker nas guitarras (Alkaloid) e Morean nas vozes (Alkaloid). Com efeito, nos álbuns a solo anteriores, o baterista reuniu estes e outros músicos ligados ao universo black e death metal para a formação base, contando com convidados para temas específicos. Esta ligação com os músicos que já data de outros projectos acaba por dar frutos ao nível da coesão musical de “Apophenia” como um álbum.

“Deep” abre o álbum com guitarras acústicas e solos, cortesia de Jeff Loomis (actualmente nos Arch Enemy), tendo uma sonoridade a relembrar “Cosmogenesis” dos Obscura, o primeiro álbum em que Grossman tocou e compôs com o grupo de death metal. A voz de Morean oscila entre a agressividade e um registo de narrador, o que, conjugado com a divisão do tema por secções instrumentais, faz com que haja variedade, não soando cansativo ao longo dos seus 10 minutos de duração (sendo, curiosamente, o tema mais longo do álbum).

O segundo tema, “Reek Insidious”, é mais agressivo na sua entrada, mais tradicional, mas um óptimo exemplo da coesão entre os músicos que contribuíram para este álbum, nomeadamente as guitarras de Danny Tuncker (cujos solos e apontamentos melódicos são impressionantes) e a voz de Morean (que mesmo quando não enuncia a letra contribui para tornar o tema mais interessante). “The War on Intelligence” continua nesta veia mais tradicional e agressiva, se bem que as variações rítmicas no início destacam este tema do anterior (o baixo de Linus é mais evidente ao longo do tema, note-se).

“Vacant dreams” mantém a agressividade death metal e thrash sempre presente ao longo dos temas anteriores, o solo de Marty Friedman (ex-Megadeth) soa perfeito para o tema, não roubando protagonismo, mas elevando-o (relembra os solos de Christopher Amott com os seus Armageddon). Ao quinto tema, “They”, torna-se, na minha opinião, evidente que a principal inspiração para este disco a solo de Hannes Grosman foi o seu trabalho com os Obscura (“Cosmogenesis” parece ser a mais evidente influência), podendo o groove dos riffs de guitarra e a troca de solos (desta feita de Christian Muenzer, Alkaloid) atrair fâs de Trivium.

O mesmo registo sonoro mantém-se em “Dianetics Denied”, se bem que se aproxima do black metal dos Dark Fortress nalgumas passagens. O tema-título do álbum apresenta as dinâmicas rítmicas mais interessantes do mesmo, sendo o trabalho de bateria de Hannes Grossman exímio na sua execução. “The Flying Pizza Conundrum” pelo seu título humorístico merece ter destaque, tanto como faixa que encerra o disco, como pelo facto de conter um solo de guitarra acústica (recorde-se que o álbum abre com esse mesmo instrumento).

No seu todo, “Apophenia” é um álbum que demonstra algumas das facetas do trabalho realizado por Hannes Grossman ao longo da sua carreira, mas acima de todo é um registo coeso e que não se estende demasiado nem nas partes mais agressivas, nem nas secções instrumentais, e que compensa ouvir repetidas vezes pelos diversos pormenores que contém em cada tema.

Nota: 7/10

Review por Raúl Avelar