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Entrevisa aos The Vice


Lembram-se dos dias gloriosos do rock n 'roll em que os membros de bandas se tornavam lendas devido ao seu talento e aparência? Está prestes a acontecer novamente... com os The Vice da Suécia! Cruéis, poderosos, musicais e divertidos, estes Black n 'Rollers estão prestes a lançar o seu aguardado segundo álbum a 7 de agosto pela Noble Demon Records. "White Teeth Rebellion" é um sombrio e obscuro álbum de Rock / Metal em que eles nos provam que sabem bem como fazer as coisas e nos levam numa viagem pelo lado sombrio da sua alma musical. A Metal Imperium teve o prazer de conversar com Rickard Karlsson, guitarras e voz, que é uma lenda em ascensão. Venham descobrir mais sobre esta banda poderosa... depois não reclamem que não foram avisados!

M.I. - O nome da banda é "The Vice"... porque rock e metal são o vosso vício?

Definitivamente são, entre outros. Acima de tudo, acho que fala de uma necessidade, desejo, desejo de fazer alguma coisa. Pode ser difícil e não ser divertido o tempo todo, mas para o bem maior é o que precisa de ser feito.


M.I. - Por que escolheram um nome que é tão usado? Quando se pesquisa bandas... há muitas com Vice no nome…

Essa é uma pergunta muito boa... Às vezes as pessoas entendem errado e é com isso que devemos lidar. Embora a lista de nomes de bandas disponíveis no mercado esteja a ficar mais reduzida, estou surpreendido por não termos tido problemas com isso até agora. Mas é um nome que está preso a nós e agora tem muita história, portanto estou satisfeito com a nossa escolha.


M.I. - O som da banda é descrito como Black N 'Roll... quem inventou essa descrição? Qual é a maior diferença em comparação com outros os géneros?

Eu quase tenho que culpar o Patrick da Noble Demon Records por isso.
Conversamos muito sobre o género a ser usado e não conseguimos encontrar um perfeito. Em alguns casos, é bom ter uma descrição direta da música e as nossas principais influências são o black metal e o Rn’R, portanto não é totalmente errado. Embora Black n’ Roll para mim, pessoalmente, não seja realmente o que fazemos, muito longe disso, na verdade, mas como não conseguimos criar outro género que fosse mais adequado, avançamos com esse.


M.I. – Os The Vice formaram-se em 2012 em Estocolmo, na Suécia, e apenas alguns meses depois lançaram um EP de 5 faixas “Let Me Go”. Foi uma criação bastante direta e punk que mostrou as raízes sinistras da banda. Como conseguiram lançar material tão rápido? Já o tinham preparado?

Evidentemente, tínhamos algumas ideias para músicas quando começamos. Mas quando nos reunimos, no início de 2012, todos nos mudamos para o local de ensaios e vivemos lá durante a maior parte do ano. Por isso, tocamos muito e a inspiração vinha de todas as direções o tempo todo, escrever essas músicas foi muito tranquilo.


M.I. – O vosso álbum de estreia “The Vice” foi lançado pela Rambo Music. Como foi aceite pela indústria da música?

A maioria dos comentários que li foram bons. Embora não possa dizer que causou um enorme impacto na indústria... Mas foi o nosso primeiro álbum, do qual tenho muito orgulho, e um disco que tivemos que fazer para avançar... apenas o facto de o termos conseguido lançar é o que é importante. Acho que ainda não tínhamos chegado aquele ponto das nossas vidas / carreira em que sabíamos o que NÓS deveríamos fazer para causar um impacto maior quando a editora não fizesse muito.


M.I. - No início de 2017, os The Vice lançaram o vídeo de “A prayer cast in stone”, que marcou o início do futuro da banda como trio pela primeira vez. Quanto impacto é que isso teve na banda?

O single "A prayer cast in stone" foi um grande negócio para nós de várias maneiras. Apenas duas músicas, mas foi a primeira onde eu cantei e o final de 2016 / início de 2017 incluiu muitas estreias para nós e apresentarmo-nos com boa música foi uma ótima sensação. Foram tempos difíceis, mas assim que começámos a entender a nova direção, tudo se tornou mais claro. E não olhamos para trás desde então.


M.I. - Agora, em 2020, o novo álbum "White Teeth Rebellion" será lançado e, recentemente, assinaram um contrato com a Noble Demon Records. O que mudará para os The Vice?

A maior mudança de que estamos à espera é conseguir fazer com que o álbum chegue a mais pessoas do que os lançamentos anteriores. Espalhar a doença, sabes? Só o tempo dirá como isso vai acontecer, mas ter a Noble Demon para levar as coisas para a frente significa muito, e parece que estamos no bom caminho.


M.I. - O título do álbum "White Teeth Rebellion" é uma alusão a quê? Não receiam que alguns possam dizer que é um título racista? Qual é a principal diferença entre o novo álbum e o material anterior?

A principal diferença em relação ao álbum anterior é que é muito mais sombrio. Aquele tinha mais foco nas partes do rock & roll, enquanto este se deleita mais com os elementos brutos do nosso universo musical. É o resultado dos últimos três anos e, à medida que entramos num novo capítulo, tenho a certeza de que o novo material também será muito diferente de "White Teeth Rebellion". Ainda há muito progresso a ser feito.
Quanto ao título, trata-se de levar as coisas mais a sério, com o foco no objetivo. Como quando um animal selvagem mostra os dentes, sabes que é a sério haha. E para ser sincero, acho que as pessoas que andam para aí a gritar “racistas” a torto e a direito devem se f@der...


M.I. - “O segundo álbum dos The Vice “White Teeth Rebellion” é um álbum sombrio de rock / metal com os corações dos membros da banda na boca.” O que é que essa declaração significa?

Acho que é uma boa declaração do som do álbum, bem como da nossa abordagem a tudo o que fazemos. Ainda estamos a encontrar o nosso caminho, mas é isso que acho interessante. Não há realmente nenhum plano ou fórmula, apenas tentamos seguir em frente, escrever músicas melhores e as coisas parecem encaixar-se. É cruel, honesto e praticamente a única maneira de o fazer que conhecemos.


M.I. - A banda disse que “… vamos juntar as nossas cabeças de Baphomet para o lançamento do novo álbum, 'White Teeth Rebellion'. Death, Rock & Roll, imundície e uma boa parte da crueldade do norte chegará nos próximos dias.” O que é que os fãs podem esperar do novo álbum?

Podem esperar um álbum de metal cru e indomado, um pouco fora do comum. A nossa visão de um álbum que combina a música e as atitudes que vivemos e respiramos. Podem encontrar-nos num lugar entre os W.A.S.P, Gn’R, Oasis, Mayhem, Emperor e Neurosis, e esperamos que aproveitem a estadia.


M.I. - Supostamente o álbum terá Death, Rock & Roll... mas de que falam as letras? O que vos inspirou?

Não é um álbum conceitual, a letra lida com diferentes coisas e eventos que ocorreram, ocorrerão ou devem ocorrer. Embora exista um tema principal, é sobre como acho que essa existência deve ter o melhor resultado possível. É difícil não parecer muito pretensioso a falar sobre isto, mas é um pouco pretensioso... Vida, morte e vida após a morte em termos simples.


M.I. - A capa do álbum é única, original e diferente do que estamos acostumados a ver hoje em dia. Gostariam de nos contar mais sobre isso?

Que bom que digas isso! Queríamos ter uma foto da banda na capa para dar ênfase à sensação do rock n’ roll. Define um tom diferente do que algumas imagens escuras ou similares teriam. A emoldurar a imagem temos madeira queimada que se enquadra muito bem, considerando que somos da parte norte da Suécia, onde há mais árvores do que betão. Em suma, é uma boa representação de toda a aura e um excelente trabalho do Petter que a fez!


M.I. – O vídeo para "White Teeth Rebellion" é bastante impressionante... qual é o significado dos homens "sujos e sangrentos" a rastejar e a corda a rasgar-se? Eles representam a pureza a combater o mal (a figura branca) que está no topo da montanha? A pureza é aniquilada pelo mal? Qual é a lição por trás disso?

Já há algum tempo que tínhamos a ideia de fazer um vídeo com alguém a subir uma "montanha" enquanto estava a ser puxado para trás por alguma coisa e, quando chegou a hora de fazer "White Teeth Rebellion", achamos que encaixava em cheio. Primeiro de tudo, está muito fixe e tem tudo a ver com a letra. Eu não diria que é sobre o mal versus pureza, mas mais sobre esforçarmo-nos em direção a um objetivo, que se vai refinando até estarmos onde e como devemos estar. E quando chegamos a esse ponto, nem Deus é igual e é aí que a figura branca entra em cena. Hehe.


M.I. – The Vice fizeram uma parceria com o Jimmy Johansson para a produção do vídeo “White Teeth Rebellion” que também trabalhou com vocês no vídeo de “A prayer cast in stone”. Nos dois vídeos, há um foco na tua boca... de quem é essa ideia? Por quê esse foco específico na boca?

(Risos) nunca pensei sobre isso. Acho que foi ideia do Jimmy para o vídeo "Prayer" e todos gostamos da aparência, e para este reutilizamos a ideia, apenas com maquilhagem diferente. Normalmente, acho que os close-ups nos instrumentos ficam muito bons em vídeos, e a boca é um instrumento, portanto faz sentido estar lá. E com o "White Teeth Rebellion" fazia sentido mostrar alguns dentes considerando o título…


M.I. - O vídeo de "White Teeth Rebellion" foi lançado no final de 2019... no entanto, o álbum será lançado apenas em agosto de 2020... a banda nem estava no estúdio e já havia um vídeo disponível! Por quê a longa espera? Foi devido à pandemia? Haverá outro vídeo antes do lançamento do álbum? Em caso afirmativo, de qual faixa?

Não, o álbum já estava gravado e finalizado quando o vídeo foi lançado. Acho que ficou concluído em setembro / outubro e, embora nada tenha sido decidido sobre o lançamento naquela época, queríamos lançar algo logo após o álbum estar pronto. E um vídeo parecia uma boa ideia.
Sim, sairão mais dois vídeos até ao lançamento. Um vídeo de letra no começo / meados de julho e um "real" na altura em que o álbum vai sair, a 7 de agosto. Para quais músicas, é uma surpresa!


M.I. - Recentemente, o mundo enfrentou uma nova realidade... vida com distanciamento social... que impacto teve em vocês?

Sem dúvida, esta situação afetou-nos, assim como à maioria das pessoas no planeta. Mas, como banda, foi mais fácil do que se poderia esperar. Este ano, a maior parte do trabalho, além de ensaiar e escrever músicas (que pudemos fazer praticamente ao mesmo ritmo de antes), tem sido a resolver tudo com o lançamento do álbum e o distanciamento social ao escrever e-mails e criar arte não é muito difícil. Tínhamos um concerto planeado que foi cancelado, mas esse é um preço pequeno a pagar em comparação com muitos outros. O que é péssimo agora é que os concertos e tournées que queríamos fazer quando o álbum fosse lançado, a começar neste outono, estão em modo de espera por razões óbvias.


M.I. - Conseguem imaginar a vossa vida com uma nova realidade... sem arte? Quão complicado seria?

Isso não seria uma existência agradável. Não sou especialista e não tenho ideia de como será o futuro, mas tenho a certeza de que os concertos voltarão em breve. A longo prazo, as pessoas organizarão e irão a concertos, eventos desportivos e similares, mesmo que morram com isso. Caso contrário, qual é o sentido de tudo?


M.I. – O vosso aspeto faz-me lembrar o das grandes estrelas do rock há algumas décadas... mas com um toque moderno. Foi intencional ou têm esse aspeto todos os dias?

Obrigado! É claro que nos aperaltamos um pouco para uma sessão de fotos ou vídeo, mas diria que a aparência é como queremos parecer quando estamos no nosso melhor. Mais uma vez, parece natural termos alguns elementos de Rn'R e alguns de Black Metal na aparência e no som. Um pouco mais intenso, talvez nas fotos, mas temos este aspeto quando temos de estar decentes.


MI. - Uma das hashtags que usam é sexdrugsrocknroll... vivem de acordo com esse lema?

Hehe, eu adoraria dizer que sim, 24 horas por dia, sete dias por semana, mas absolutamente não o tempo todo. Muitas vezes, não sou mais Rn'R do que qualquer outra pessoa. MAS, também existem momentos diferentes. Eu apoio totalmente a alma, a imprudência e o perigo desse conceito. Acho que falta perigo em muitas músicas de hoje, e também a rebelião que cria coisas realmente interessantes por trás da música. O rock and roll está fora da zona de conforto e tenho a certeza de que causaremos estragos de uma forma ou de outra mais à frente.


M.I. - A banda já fez muitos concertos... numa escala de 1 a 10, quanto sentem falta de tocar ao vivo? Têm alguma ideia de quando poderão subir aos palcos novamente? Algo planeado?

Como eu disse, estivemos ocupados com tantas outras coisas nos últimos meses, por isso a verdadeira abstinência não surgiu. Embora seja sempre uma explosão tocar ao vivo e já faz algum tempo, talvez possa dizer que é um oito em ascensão. Infelizmente, não temos ideia de quando poderemos tocar novamente. Está fora de controlo, apenas estamos à espera e esperamos o melhor. Acho que há um festival confirmado para 2021, mas queremos começar a tocar muito mais cedo do que isso.


M.I. – Nomeiem os vossos cinco álbuns favoritos de Black Metal e os cinco álbuns favoritos de Rock N' Roll.

Black Metal:
Dissection - The somberlain
Mayhem - De mysteriis dom sathanas
Emperor - In the nightside eclipse
Deathspell Omega - Si monvmentvm recqvires, circvmspice
Funeral Mist - Salvation

Rock and Roll:
Guns & Roses - Appetite for destruction
W.A.S.P - W.A.S.P
The Hellacopters - Supershitty to the max
Oasis - (What's the story) Morning glory?
Misfits - Walk among us


M.I. - Deixem uma mensagem aos leitores da Metal Imperium, por favor.

Obrigado a todos por lerem o meu discurso delirante (risos)… Prestem atenção ao lançamento do novo álbum a 7 de agosto, espero que gostem. Enquanto isso, fiquem seguros, sejam verdadeiros e absolutamente loucos.
Felicidades!

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Entrevista por Sónia Fonseca