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No dia 27 de Julho, uma quarta-feira, os fãs portugueses de Judas Priest tiveram a oportunidade de ver a banda, provavelmente pela última vez. Digo provavelmente porque apesar desta ter sido a última tour mundial da banda, os Priest anunciaram que ainda vão lançar um álbum e tocar em eventos especiais. Tours mundiais é que já não irão acontecer.


A banda de abertura escolhida para este evento foi a conceituada banda norte-americana de metal/rock progressivo, os Queensrÿche, para satisfação de alguns e indiferença de muitos dos presentes no Pavilhão Atlantico, o que foi bem visível. Muitos teriam preferido Motörhead e Saxon, que abriram para Judas Priest nesta tour noutros países. Mas a actuação dos Queensrÿche foi muito profissional e irrepreensível, isso é inegável e a banda em 40 minutos tocou alguns dos temas mais emblemáticos da sua já longa carreira.



Os Judas Priest, um dos nomes que definiu o heavy metal e uma das maiores bandas do metal mundial, foram sem dúvida a razão de praticamente todo o público estar ali, o que ficou comprovado face à reacção dos presentes. Cerca de 2000 pessoas assistiram a uma grande celebração do heavy metal, o que é manifestamente pouco tendo em conta a importância e dimensão da banda e aliado ao facto de que esta pode ter sido a última actuação da banda em solo nacional. Diversos factores podem explicar a falta de afluência de público mas isso não importa agora ser discutido. O que interessa foi a grande noite de heavy metal à qual muitos tiveram o prazer de assistir. A banda britânica, pioneira da New Wave of British Heavy Metal, revisitou todos os discos em que Rob Halford participou como vocalista, de "Rocka Rolla" a "Nostradamus" e foi uma opção que resultou em pleno. Apenas os dois álbuns em que Ripper Owens foi o vocalista ficaram de parte do alinhamento. Foram mais de duas horas de actuação em que como é óbvio ficaram clássicos de fora, mas os temas mais emblemáticos do grupo foram tocados como não podia deixar de ser, tendo a segunda metade do concerto sido fortíssima nesse sentido. Metal Gods, Breaking the Law, Painkiller, Electric Eye, You've Got Another Thing Comin', Living After Midnight, entre outras, são algumas das melhores músicas da história do metal e é sempre um prazer vê-las ser interpretadas pelos seus autores. E foram de facto muito bem interpretadas nesta ocasião, com um Rob Halford a mostrar uma forma impressionante para quem tem mais de 60 anos. De referir que a falta de K.K. Downing foi muito bem suprida pelo novo guitarrista Richie Faulkner, que apesar da sua juventude não se intimidou com a responsabilidade de substituir o importante músico. Faulkner demonstrou um grande à vontade, atitude e a sua performance foi irrepreensível. A banda teve uma grande actuação e todos os presentes ficaram satisfeitos, mesmo aqueles que não tinham ficado inteiramente convencidos com a actuação da banda no nosso país em 2009.

Judas Priest é sinónimo de heavy metal, tendo sido uma das primeiras bandas a carregar a bandeira do género e continuam a sua caminhada depois de mais de 35 anos. Um dia irão pôr termino à sua fantástica carreira e aí todos aqueles que assistiram a este concerto lembrar-se-ão de uma actuação memorável e à qual nunca se arrependerão de ter ido. Palmas para os metal gods, eles merecem! E obrigado por tudo o que nos deram!


Texto por Mário Rodrigues
Fotografia por Diana Fernandes

Agradecimentos: Everything Is New