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Um dia após a Incrível Almadense ter sido palco de um espectáculo da mais popular banda de metal nacional, os Moonspell, este importante espaço de espectáculos recebeu uma das bandas internacionais que goza de maior reconhecimento no nosso país, os Amon Amarth. Como era previsível os bilhetes esgotaram (no dia do concerto) e a sala encheu para ver esta grande banda nórdica.

Já com a sala muito bem composta, que encheu completamente durante o concerto, os gregos SepticFlesh actuaram para um público que os recebeu bem, apesar de a grande maioria dos presentes ter lá estado para ver os headliners. O público aplaudiu bastante a banda, e este concerto serviu como um bom aquecimento para o que viria depois. Com um alinhamento de oito temas, baseados nos dois últimos registos da banda, "The Great Mass" de 2011 e "Communion" de 2008, mostraram o porquê de serem uma das bandas mais faladas de hoje em dia. Temas como "We the Gods", "Five-Pointed Star" e "Communion" demonstraram bem o poderio musical de uma banda que, mesmo seno um pouco estática em palco (nomeadamente os guitarristas Christos e Alexander - sessão), o vocalista/baixista Spiros mostrou-se muito activo e puxou muito pelo público, exagerando um pouco no tema "Persepolis", ao pedir ao público para fazer uma "wall of death", pedido esse que foi acedido, apesar de ser um pouco contra natura, tendo em conta que a sonoridade do grupo não apela muito a isso. Comprovou-se também a excelência do baterista Fotis, uma força muito dominante no som global da banda. Em estúdio a parte orquestral funde-se de uma forma perfeita com as guitarras, mas ao vivo a actuação ressentiu-se nas guitarras por vezes a ouvirem-se mal, com o destaque a ir para a parte sinfónica. Ao vivo a parte orquestral é uma gravação (o que é comprensível porque a banda não tem orçamento para trazer uma orquestra para as tours) e a voz limpa também tem sido, uma vez que quem o faz em estúdio é o guitarrista Sotiris, que não entrou nesta tournée juntamente com os outros membros de Septicflesh. Sentiu-se a falta da voz (real) de Sotiris mas fora isso o grupo grego deu um bom concerto, tendo em conta as limitações de serem uma banda de abertura. Numa tour em nome próprio, com um set mais alargado e o som melhor, a actuação da banda poderia ter outro brilho. A banda ainda assim deve ter ganho mais alguns fãs e os que estiveram lá pelo colectivo grego, certamente não irão perder um novo concerto destes em solo nacional, como atracção principal. São uma banda que deixou uma boa impressão e a rever, sem sombra de dúvida.



Após actuações memoráveis na abertura do concerto de Dimmu Borgir (2007) e como cabeças de cartaz do Vagos Open Air (2009), os poderosos vikings suecos, Amon Amarth, vieram a Portugal em promoção do seu novo disco "Surtur Rising" e por isso tiveram uma setlist que misturou uma grande parte dos seus clássicos com os mais recentes que cá vieram divulgar. Mais concretamente foram seis músicas de "Surtur Rising" que a banda tocou em Almada, numa setlist de dezassete. "War of the Gods" e "Destroyer of the Universe", por exemplo, foram muito bem recebidos ao vivo e prometem ser temas habituais nas setlists futuras da banda. Outras faixas do último álbum, não provocaram reacções tão efusivas, o que é natural por fazerem parte de um disco relativamente recente e ficam a perder frente às mais conhecidas do público. Temas emblemáticos do grupo sueco também não faltaram, para felicidade dos fãs, como: "Runes to My Memory", "The Pursuit of Vikings", "Asator", "Death in Fire" e no encore "Twilight of the Thunder God" e "Guardians of Asgaard", estes dois últimos que resultaram bastante bem no final desta memorável actuação. A banda deu mais uma vez estrondoso concerto (o que certamente se repetiu na noite seguinte, no Hard Club) presenteando os portugueses com uma actuação intensa de cerca de uma hora e meia de duração e o público correspondeu cantando as letras dos temas e algumas melodias, fazendo muito headbanging (a música da banda tem um apelo irresistível a isso mesmo) e aplaudindo bastante os mesmos. Johan Hegg cuspiu as suas letras com grande convicção e toda a banda mostrou ser uma máquina bem oleada, coesa (não é por acaso que os membros são os mesmos praticamente desde o início) e que mostra que os concertos são o seu habitat natural. Os Amon Amarth são uma banda fiel a si própria, que mantém a sua identidade inadulterada desde que começaram até à data e nunca sacrificaram uma grama de peso com vista a angariar um maior número de fãs. Se hoje em dia têm salas repletas de público como a Incrível Almadense, prontos a recebê-los de braços abertos e como se não houvesse amanhã, é porque a sua carreira do grupo tem sido pautada por grandes álbuns, sem grandes oscilações de qualidade e porque ao vivo a solidez da sua música é a mesma. Venham mais álbuns e concertos de Amon Amarth, porque todos nós lá estaremos novamente, tão fieis à música deles como a própria banda o é.

(ver mais fotografias de Amon Amarth)


Texto por Mário Rodrigues
Fotografia por Diana Fernandes

Agradecimentos: Prime Artists