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Comemorando 15 anos de festival, a Xuxa Jurássica juntou no espaço Santiago Alquimista durante três dias, um conjunto de bandas de diferentes géneros dentro do metal. Embora grande parte do cartaz fosse constituído por sons mais direccionados para o hardcore, o segundo dia do festival trouxe até à capital os reis do grindcore, Napalm Death. Mas já lá vamos.

O cartaz para este segundo dia era constituído por bandas para todos os gostos. Desde logo é de enaltecer a vontade da organização em alinhar quatro bandas nacionais a abrir para os Napalm Death, uma decisão mais que acertada, pois a qualidade musical do que se faz hoje em dia no nosso país em nada fica a dever ao que se passa lá fora. Quer fosse pelo metalcore dos First Class Tragedy, pelo thrash metal dos Adamantine, pelo crust / punk dos Atentado ou o death brutal dos Holocausto Canibal, todas as bandas foram muito bem recebidas e aplaudidas.

Foi um Santiago Alquimista ainda a compor-se que recebeu os First Class Tragedy, jovem banda praticante de um metalcore muito razoável. No entanto, apenas foi possível presenciar os últimos dois temas da actuação, apoiados no seu EP de estreia “Reaching Hope” mas pelo que demonstraram a margem de progresso é bastante favorável.

Progresso esse que já é bem visível nos Adamantine. Tive oportunidade de ver esta banda lisboeta há cerca de três semanas, durante o concerto de lançamento do seu disco de estreia “Chaos Genesis”. Lembro-me que na altura fiquei bem impressionado pela qualidade musical da banda e o à vontade que demonstram em palco. A actuação no Jurassic Fest deu continuação a essa boa impressão, mesmo tendo tocado um set mais curto e com direito a uma cover (“Disciple”, dos Slayer), foram muito bem recebidos pelo público presente. No entanto, o ponto alto da sua actuação continua a ser “Thrash and Devastate”, brutal.

Os níveis de intensidade começaram realmente a ser elevados com a actuação dos Atentado. Vinte anos depois, assistimos ao regresso desta banda nacional e o crust / punk debitado pelo quinteto é brutal e o frenesim instalou-se na plateia, com muitas movimentações entre o público e stage-dive. O vocalista Rafael é um agitador de massas e a restante banda debita com violência e ferocidade descargas curtas e rápidas. Uma excelente surpresa.

Os portuenses Holocausto Canibal trouxeram até à capital o seu death gore brutal já bem conhecido. Por esta altura a celebrar 15 anos de carreira e com um novo disco no mercado, “Gorefilia”, o quinteto debitou um concerto brutal e intenso, se falhas a apontar. Com um som inicialmente embrulhado e a melhorar durante a sua actuação, temas como “Violada pela Motoserra” ou os novos como “Perfurada pelos Anzóis” instalaram o caos na plateia. Um excelente concerto de uma banda muito competente e que, sinceramente, merecia muito mais exposição que actualmente tem.

Napalm Death. Decididamente, a banda que levou todos ao Santiago Alquimista naquela noite. Esta verdadeira instituição de grindcore, com uma carreira que já ultrapassa os 30 anos (!!) de existência destruiu tudo e todos com um concerto de pouco mais de uma hora. Explicar uma actuação destes ingleses por palavras é difícil, só assistindo ao vivo é que se tem uma real noção do caos que se instala do início ao fim. Mal Barney, Harris, Embury e Herrerra pisam o palco e atacam com os novos “Errors In The Signals” e “Everyday Pox” do novo disco “Utilitarian”, mostrando um som muito potente e definido, mostram uma vitalidade e entrega impressionantes para quatro indivíduos que já passaram dos 40. Tal como Barney disse no início do espectáculo, iriam tocar temas de quase todos os seus discos (que já são 15) e foi isso mesmo que aconteceu. Temas como os “Silence is Deafening”, “Dementia Access” ou “When Al lis Said and Done” incendiaram um público totalmente rendido e a responder com muito stage-dive, mosh e circle pits ao som que vinha do palco. Inclusivamente, alguns espectadores subiram ao palco e cumprimentavam os músicos em plena actuação e os mesmos respondiam com um sorriso. É notável que uma banda com esta longevidade e história seja composta por músicos que, para além de em excelente forma musical, são de uma humildade enorme, partilhando o gozo que um concerto deste tipo dá. Ponto altos? Todos. Apesar de todas as malhas dos Napalm Death serem consideradas hinos, existem sempre aquelas que se destacam, como “Suffer the Children”, “You Suffer” (tocadas duas vezes) ou a cover dos Dead Kennedys “Nazi´s Punk, Fuck Off!” gritada a plenos pulmões.
Furioso, caótico e intenso são apenas alguns dos adjectivos que se podem atribuir a uma actuação dos Napalm Death. Mas tal como disse, só vendo é que se tem uma ideia do que realmente é.

Uma escolha mais que excelente para cabeças de cartaz para este dia de festival e uma lição para aquelas bandas que nem metade da idade tem dos Napalm Death. Esperemos que andem por cá por muito mais tempo a poluir o nosso (pequeno) mundo.


Texto por João Nascimento
Fotografias por Pedro Roque

Agradecimentos: Xuxa Jurássica