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Os Voivod  são de uma terra estranha… a neve pode começar a cair em Setembro e não é raro ver flocos brancos a riscarem os céus dos dias de Maio ou Junho. Um Verão curto, soturno e ríspido atira a temperatura média anual para valores negativos (a título de exemplo talvez valha a pena referir que a temperatura média durante o ano no TOPO da Serra da Estrela é de 4 graus positivos).  Um clima difícil de conceber para um lisboeta ou para um portuense. Mesmo um brigantino ou um egitanense estranharia uma natureza tão inclemente… Muitos teóricos defendem que os climas mais quentes são menos propícios à criatividade ou à actividade intelectual. É uma afirmação ousada e muito controversa, e se for levada às últimas consequências pode mesmo ser fatal: Descartes considerava o clima parisiense como sendo demasiado brando para se poder dedicar às suas cogitações. Mudou-se para Estocolmo e o Inverno sueco tratou de lhe arranjar uma pneumonia fulminante. No começo da década de 1980, quatro rapazes deste gélido norte do Québec – talvez recolhidos muitas vezes dentro das paredes quentes de uma qualquer sala de ensaios – começaram a tocar um thrash muito diferente do que se fazia na altura. Experimentalismo em doses pantagruélicas, ousadia e um imaginário repleto da sci-fi mais glauca e negra que se pode conceber. Vivia-se o auge da Guerra Fria, o mundo estava dividido em duas ideologias arqui-rivais poderosas com capacidade de aniquilar o planeta e os noticiários anteviam catástrofes iminentes. Posto tudo isto, não se pode estranhar o imaginário tão peculiar desta banda.



Este ano, o nosso país teve a honra de receber esta banda lendária pela segunda vez, desta vez no Cine Teatro de Corroios. Cerca de uma centena de fãs dos Voivod tiveram direito a um concerto quase intimísta. Foi um luxo, mas fez pena ver a sala tão desabitada. Os que lá estiveram tiveram direito a uma viagem no tempo. A banda tocou temas recém-concebidos e clássicos com 30 anos. Entraram em palco a todo o gás com Voivod e Ripping Headaches, dois hinos velhinhos. Os presentes responderam com entusiasmo e entoaram os temas com o lendário Snake. Tocar Target Earth, do álbum prestes a sair, logo a seguir a duas malhas tão fortes e emblemáticas pode ser ingrato, mas o público continuou com a banda, mostrando estar a par do alinhamento previsto e das novidades da banda. Infelizmente optaram pelo setlist mais curto. A idade dos membros e a agenda da banda talvez não permita mais. Mesmo assim, ou mesmo por isso, os temas foram vividos com emoção. Além das duas malhas iniciais, os destaques maiores terão de ir para The Prow, Nothingface e para o encore de luxo: Tribal Convictions e a já lendária cover dos Pink Floyd, Astronomy Domine. Doze temas tocados com paixão, devoção e profissionalismo absolutos! Uma nota ainda para o som da sala: quase perfeito, ajustado às dimensões, à acústica e ao número de assistentes, que no final ainda tiveram direito a um momento que talvez nunca mais esqueçam: os membros da banda desceram do palco e conversaram um pouco com todos os que quiseram estar um pouco numa companhia tão especial! Simpatia e humildade em doses industriais dos quatro matulões canadianos! Uma noite perfeita!



Após estas linhas sobre a grande banda canadiana, o evento parece ter sido reduzido à sua actuação. Reponha-se justiça: foi inaugurado por uma banda que quem conhece, sabe que é uma das mais desafiantes e originais do metal nacional, os Concealment, um trio de Sintra praticante de death metal experimental e técnico. Pouco tempo de actuação que soube a pouco mas que certamente aguçou a curiosidade de quem ainda não tinha tomado contacto com o grupo. A banda cumpriu bem a função de abrir para a mítica banda canadiana e demostrou ser mais que justa a sua nomeação para o aquecimento. Para os novatos da sonoridade dos Concealment, aconselhamos os dois álbuns da banda, que serviram de base para a sua actuação, "Leak" e principalmente o excelente "Phenakism", editado no ano passado.


Lisboa foi tomada pelos cristãos no dia 24 de Outubro de 1147. Se não houve nenhum festejo especial para assinalar a data, em Corroios celebrou-se a valer!


Texto por Pedro Cotrim e Pedro Roque
Fotos por Pedro Roque
Agradecimentos: Prime Artists