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Primeiramente marcado para o Cine-Teatro de Corroios, o evento encabeçado pelos Dragonforce e bem suportado pelos Huntress e Kissin’ Dynamite, com a chancela da Prime Artists, teve afinal lugar no Paradise Garage, na margem norte do rio. Apesar dos tempos conturbados, uma excelente e entusiasta moldura humana deslocou-se a esta sala, onde o preço da cerveja é assombroso, mas as restantes condições estão garantidas. “Girls, Girls, Girls” ecoou momentos antes da noite ter início. Havia sido dado o mote.



Peças de roupa de Motley Crue, zebra, laca, troncos nus e leopardo. Caso não conheça, estamos certos que pela descrição, o leitor já percebeu o género de banda que estreou o palco do Garage nesta noite. Podiam perfeitamente ter vindo da cidade dos anjos, directamente da década de 80, mas não; os Kissin’ Dynamite são originários da Alemanha, e apresentaram-nos o seu mais recente trabalho «Money, Sex & Power», disco que naturalmente serviu de base para uma actuação de 35 minutos de contagiantes Sleaze e Hard Rock. Foi cerca das 20h40 que se ouviram os primeiros acordes de “Sleaze Deluxe”, perante uma plateia ainda a meio gás, mas que se iria compor e contribuir para um espectáculo de muito bom nível e de constante sing along. A sintonia entre banda e público começou a crescer em “Sex Is War”, imediatamente seguida pela musculada e sintomática “Addicted To Metal”, e “Welcome To The Jungle”, tendo Hannes (a voz e figura mais extravagante) deixado escapar, no final desta, um Gracias. Não foi o primeiro, nem há de ser o último. Caminhando o concerto para o seu triunfal epílogo, foi sem dúvida com o single “I Will Be King” que o clímax desta relação foi alcançado. Grande tema e mais um refrão pegajoso, antes da faixa homónima do novo disco encerrar a prestação dos rockstars germânicos. Para primeira vez em território luso, a pontuação foi amplamente positiva, tendo gerado boas reacções em redor de uma banda visivelmente apaixonada pela sua forma de estar.



Se os Kissin’ Dynamite podiam ter vindo de Los Angeles, os Huntress liderados pela bela Jill Janus vieram mesmo…mas com outra sonoridade. Os norte-americanos lançaram o debutante, e bem recebido «Spell Eater», este ano, e a sua qualidade rapidamente lhes valeu um lugar nesta relevante tour. A sua performance consistiu em oito temas do disco, perfazendo sensivelmente o mesmo tempo de palco da banda anterior. Uma setlist com estas características é que pode ser apelidada verdadeiramente de “apresentação do álbum”, mas não podia ser de outra forma. “Seinicide”, “Snow Witch” e “The Tower” foram a troika inicial (se o leitor me permite), mas foi no single “Spell Eater” que residiu provavelmente a grande investida deste concerto, com Jill a mostrar de que massa é feita e a não poupar o pescoço. Os temas sucederam-se com uma aura mística e obscura, e uma frontwoman extremamente expressiva e vocalmente versátil que, em determinados momentos, pareceu possuída pelo poder do Grande Bode. Com um som poderoso e uma bateria que fazia tremer o chão, “Rape Night” e “Eight of Swords” foram outras boas demonstrações do potencial desta banda, que navega num mar de influências desde o Heavy ao Black Metal, aliás, para o palco levaram uma t-shirt de Black Sabbath e um dorsal de Dissection. Novamente uma estreia que agradou à generalidade dos presentes, tendo deixado a porta entreaberta para quando a senhora quiser voltar, de preferência com a mesma vontade de oferecer “big american hugs” aqui aos portugueses.




Sobre as duas estreias em solo nacional estamos conversados. Era chegada a hora dos headliners londrinos Dragonforce. A grande curiosidade prendia-se com a performance de Marc Hudson, após este ter substituído recentemente ZP Theart na voz e, por arrastamento, ouvir os temas do último álbum intitulado “The Power Within», um fruto já resultante dessas alterações. Indiscutivelmente, Marc emprestou à banda um ar mais metálico e sério (sem perder a sua boa disposição), contagiando talvez os companheiros, que se apresentaram no Paradise Garage bem menos teatrais quando comparado com os exageros da sua anterior prestação em Corroios, o que se saúda. O som foi o tendão de Aquiles. A voz demasiado baixa em muitos momentos e as guitarras algo abafadas, felizmente ao contrário do que sucedeu com as bandas anteriores, onde a qualidade sonora foi uma realidade. Não obstante, os ingleses deram um bom concerto, muito profissional, tocando quatro temas interessantes do última sugestão, “Holding On”, “Seasons”, “Die By The Sword” (enorme!) e “Cry Thunder”, e relembrando outras máquinas supersónicas da sua discografia como “Fury of the Storm”, “Through the Fire and the Flames” onde foi pedido ao público para esquecer as filmagens e aproveitar o momento e, claro, o encore “Valley of the Damned”, com os guitarristas a tomarem o leme deste navio de melodias, sempre que os solos os chamavam, bem acompanhados por um jogo de luzes serpenteante e bem conseguido. Coube aos ingleses o momento cómico da noite, com Marc Hudson a ler umas frases em português sem saber o seu significado, deixando Herman Li mal na fotografia e causando uma gargalhada geral. Mais metal e menos parque de diversões, foi o que os Dragonforce felizmente trouxeram na bagagem. O público, esse, esteve no céu durante 1h20, abrindo um mosh transbordante em entusiasmo. Demasiado transbordante até, para o que se exigia.


A Prime Artists está de parabéns por mais um episódio de sucesso deste som eterno que, um dia, resolvemos adorar. Pena os preços excessivos do merchandise, numa boa noite de guitarradas!


Texto por Carlos Fonte
Fotografias por Tiago Barbas
Agradecimentos: Prime Artists