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Após terem visitado o nosso país em 2011, mais concretamente a cidade invicta, os prodigiosos Godflesh voltaram aos palcos nacionais para duas datas, uma das quais no Santiago Alquimista em Lisboa, cortesia da Prime Artists. Na 1ª parte de um concerto aguardado com grande expectativa, apesar dos números terem ficado aquém do que, pessoalmente, esperava, esteve a surpreendente performance de RA.


Ricardo Remédio, ex-teclista dos Löbo, surgiu em palco apenas munido de teclas e um portátil. Durante cerca de trinca e cinco minutos, apresentou o seu EP intitulado «Rancor», absorvendo toda a zona de Alfama com uma atmosfera sinistra, negra e irrespirável, através da execução de uma sonoridade electrónica carregada de darkwave. A criação de uma aura meio apocalíptica e a capacidade de desenhar paisagens dentro de cada um de nós, tem tudo para resultar quer numa espécie de retiro espiritual, quer em eventos ao vivo em locais muito específicos. No entanto, é de registar o profundo lamento pelo ambiente de café (e por vezes mais despropositado do que isso) que se fez sentir, e que condicionou bastante um conjunto de experiências e sensações que podiam ter ido muito mais além. Fica a certeza de que RA merece atenção em próximos espaços. Até lá, há sempre a hipótese de rodar ao som da solidão de cada um.



E então, a disputa por cada metro quadrado à frente do palco – se lhe podemos chamar assim – ganhou outra vida. É certo que o público preenchia apenas metade da área, mas todos queriam ver de perto uma dupla de pioneiros criativos que tanto influenciou bandas que, hoje, enchem recintos. Os britânicos Godflesh, de forma tão natural quanto (quase) inexplicável, arrebataram por completo o ar, ameaçando desconjuntar toda a madeira que nos circundava, mas que em termos sonoros ajudou à qualidade. J. Broadrick e G.C. Grenn, uma guitarra, um baixo, uma bateria programada, imagens projectadas lá atrás e fumos a envolverem aquelas duas almas. E atropelar foi tão fácil, tão simples. Setenta minutos de um estado catatónico, de uma massa de peso incalculável sobre as nossas mentes, de uma maquinaria venenosa e alucinogénica. A dupla não mostrando qualquer piedade pelas cordas dos seus instrumentos, entrou a matar. Bem, entrou a matar…e a matar saiu. O set, maioritariamente arquitectado com base em três dos mais marcantes trabalhos da banda - «Streetcleaner», «Pure» e «Selfless» -, conheceu momentos de explosão em «Like Rats», na acelerada «Tiny Tears», e claro na monstruosa «Monotremata». Os britânicos não se despediriam sem a prematuramente requisitada «Crush My Soul», que encerrou o massacre. No rescaldo deste concerto, muitos pescoços certamente se queixaram, mas o ar de realização estampado nos rostos de quem esteve no Santiago Alquimista, coloca um ponto final em qualquer texto sobre o evento.

Texto por Carlos Fonte
Fotografia por Pedro Roque
Agradecimentos: Prime Artists