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Não é todos os dias que o Side B, em Benavente, recebe uma moldura humana como a que esteve presente no Mosh Fest, evento encabeçado pelos jovens do old school death metal, Master, de origem americana, mas agora sediados na República Checa. A acompanhá-los, estiveram vários nomes nacionais de montra (sem os Motorpenis, que tiveram de cancelar) e mais uma banda internacional, os brasileiros Kamala. Durante a tarde começou e pelo resto do dia se estendeu. Assim, foi ainda com o sol a brilhar lá fora, que o interior do Side B começou a receber os adeptos dos vários géneros que componham o cartaz. 


Os Leather Synn estavam prontos para abrir as hostilidades. O conjunto liderado pela voz do Xico (também conhecido de Dawnrider), não deixou os seus créditos por mãos alheias e com meia hora de aço e faíscas, que trouxeram alguma novidade e surpresa, brindaram quem fez questão de estar desde o início com uma belíssima dose de Heavy Metal tradicional e pujante, à qual foi impossível evitar, pelo menos, um bater de pé ao jeito de metrónomo. 




E de Leather Synn, saltámos para Grankapo que nos ofereceram um hardcore muito na linha do que podemos ouvir com Hatebreed, Madball, por aí fora. A atitude do costume e a movimentação constante do vocalista ao longo de todo o pequeno palco foram, como são sempre, a imagem que mais saltou à vista. É como que uma imagem de marca. Com temas rápidos, curtos e “in your face”, a banda não gastou muito tempo com discursos e tratou de aviar o público com um concerto de nível, goste-se mais ou menos do género. Lá de falta de atitude, entrega e proximidade com os fãs ninguém os pode acusar.




Voltando ao Heavy Metal, os Midnight Priest deram um dos concertos não só mais interessantes do dia (para não variar…), como também dos mais marcantes. A voz terá novo dono, e esta foi a última data com o Padre a assumir a batuta. Desde 2008, altura em que se formaram, é impossível separáramos  o som e alma da banda do carisma e voz (desafinada, como o próprio diz) do Eduardo. Mas a verdade é que termos de nos habituar à alteração, e desde que o feeling permaneça intacto, o tempo continuará a trazer coisas boas aos Midnight Priest. Muita cabeça rolou e uma vez mais, as alas foram abertas para o Conde.




Chegou a comentar-se que os brasileiros Kamala não tocariam. Não sei se não passou de boato ou se a questão esteve, de facto, em cima da mesa. Na véspera, em plena Covilhã, foram vitimas de um assalto, no qual alguém se achou no direito de brincar com o trabalho e empenho dos outros, levando guitarras, baixo e outro material. Tudo o que poderia dizer sobre estes artistas seria sempre pouco, como tal, avancemos. Parece que os padrecos emprestaram material aos brasileiros (segundo me constou), e foi assim que os Thrashers/Groovers subiram ao palco, derretendo a plateia com um som moderno, pesado e com apontamentos propícios ao headbanging. Mais do que o concerto, fica por parte da Metal Imperium um cumprimento à banda




Era a vez de uma das mais poderosas e avassaladoras bandas nacionais actuar. Os Holocausto Canibal, que em tempos sofreram algumas alterações no seu line-up, sendo a mais notada na voz, mantêm-se iguais a si mesmos e não há meio de porem travão à violência. E ainda bem. Entre temas mais antigos incontornáveis, e outros do mais recente “Gorefilia” o quinteto (reforçado com Miguel Newton de Mata-Ratos, num dos temas) revelou estar numa forma invejável, à qual o público correspondeu ainda que com um início algo envergonhado. Foi, no entanto, com alguma surpresa pelo menos para mim, que o Zé Pedro anunciou uma paragem da banda por tempo indeterminado. A ver o que nos reserva o futuro, mas todos esperamos que os Holocausto Canibal tenham ainda muito para (nos) dar. 



Julgo não incorrer em qualquer erro ou injustiça, se disser que os Mata-Ratos foram os grandes dinamizadores do mosh, até esta altura. Além disso, e visto de trás, pareceu ser também a banda que mais público juntou dentro do Side B. O que não admira, quem não gosta de cantar muitos dos hinos entoados pelos Mata-Ratos? Clássicos atrás de clássicos, culminados claro com “A Minha Sogra é um Boi”, trouxeram animação aos fãs do punk e não só, que disseram um claro “Sim!” ao chamamento. Não esquecer que eles vão estar na próxima edição do Hard MetalFest, em Mangualde. Se levarem esta força na bagagem, história será contada.



A nota do dia situava-se já no terreno positivo, muito positivo diga-se, mas faltava completar a noite. Essa tarefa cabia aos grandes Master, que já este ano tinham tido a oportunidade de actuar em Mangualde. Desde essa noite se percebeu que teriam de voltar ao nosso país com brevidade. Felizmente o Rocha sentiu o mesmo e convidou-os para este Mosh Fest. Em termos de setlist apenas uma alteração, desta vez iniciaram o concerto com um tema do novo trabalho intitulado “The Witchhunt”. Como não poderia deixar de ser, tudo o resto foi baseado nos dois primeiros álbuns, salpicados com um ou outro tema dos restantes (que continuam a ser tremendos, já que eles não inventam nada). Assistir a um concerto destes é como que voltar atrás no tempo, e ouvir e sentir a origem do Death Metal rápido, sujo e “podre”, completamente impiedoso. Até a cover final de Black Sabbath cai que nem uma luva.De notar, e parece-me justo que isto fique registado, que o Paul “Barbas” Speckmann além de ser um senhor em palco, passou o dia todo a curtir as restantes bandas e com manifestações de real gosto e interesse. É também de pessoas assim que se faz o nosso pequeno mundo. E sem qualquer perfil de rock star, chegou a sua vez e obrigou a que todas as forças que ainda restavam, ficassem lá. Soberba máquina de Death Metal, sem adornos. Death Metal como ele é, no final de um dia longo mas que valeu cada momento.



Texto por Carlos Fonte
Fotografia por Tiago Barbas
Agradecimentos: Rocha Produções