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O terceiro fest da Rockline Tribe tinha como objectivo juntar várias "tribos" dos sons de peso, algo, que se se parar para pensar um pouco, é uma aventura arriscada já que em tempos de crise e uma proposta tão eclética assim, poderia não ser motivo de interesse para as várias facções aqui representadas. Desde o hard'n'heavy retro psicadélico e stoner dos The Quartet Of Woah!, passando pelo gótico electrónico dos Phantom Vision e pelo hardcore musculado dos For The Glory até à negritude industrial dos Bizarra Locomotiva, parece ser uma proposta que dispara em todas as direcções não acertando em nenhuma delas. No entanto e felizmente, foi uma aposta em cheio por parte da Rockline Tribe.


Com o início após um pouco do que seria suposto, os The Quartet Of Woah! subiram ao palco para uma plateia algo despida - maior parte das pessoas estava fora da sala, já que lá dentro não é permitido fumar - mas que depressa foi ficando composta e de outra forma seria injusto já que a banda contagiou o público de energia e boa disposição. É um daqueles casos que mesmo quem não os conhece, mesmo quem não aprecia particularmente o género musical onde se inserem, é impossível ficar indiferente a tanta energia de som clássico de rock embora o som não tivesse a jogar a seu favor (inclusive a guitarra de Gonçalo Kotowicz ter falhado por breves momentos, mas tal até se encaixou bem na música e é a prova de que o seu som é realmente orgânico), assim como a própria condição física de Rui Guerra e Gonçalo, um pouco adoentados segundo os próprios. De qualquer forma temas como "U-Turn", "Slingshot Sam", "The Anouncer", "The Path Of Our Commitment" e "The Ultrabomb" fizeram com que toda a sala tivesse ficado rendida a esta força ascendente do rock nacional - isto sim, é rock do verdadeiro.



Os senhores que se seguiram foram os Phantom Vision que arrastou consigo a sua própria tribo, os amantes das sonoridades góticas, mostrando que estavam a jogar em casa, um fenómeno curioso, já que não houve nenhuma banda que estivesse propriamente desfasada. Com uma carreira já considerável, apesar do último álbum de originais datar já de 2006, a banda passeou pelo seu reportório, revelando até alguns dos temas que vão aparecer no novo álbum de estúdio que está a ser produzido pelo Daniel Cardoso, que se encontrava entre a assistência. Assim entre os novos temas onde se destacou "Human", o primeiro a ter a presença de Ágata, dançarina exótica fez um strip sensual até ficar de lingerie  (voltaria ao palco para uma dança oriental ao som de "Strange Attraction"), o público do RCA também foi brindado com temas mais antigos como "Time Is The Master", Bed Of Flowers" e "Total Eclipse", tema que encerrou actuação de Pedro Morcego e companhia. De assinalar a forma humilde como o frontman recebeu o público, grato por estar em cima do palco, uma atitude que aumentou a proximidade com o público.




Seria a vez das sonoridades mais agressivas e com mais capacidade de provocar agitação em frente ao palco e os For The Glory fizeram tudo para garantir que essa agitação acontecesse realmente. Com um som irrepreensível, potente e definido, como também as músicas exigem, o grupo de Lisboa não só deitou a casa a baixo como também não se proibiu de fazer passar a sua mensagem, através do seu porta-voz, Ricardo Dias, que, tal como o próprio disse na introdução a Dark Times (uma crítica aos constantes aumentos de impostos e ao assalto à mão armada por parte dos bancos ao povo), hardcore é sobre passar uma mensagem e como os For The Glory têm mensagem, é isso que eles sempre farão quer em estúdio quer (e principalmente) em cima do palco. O RCA ainda teve a oportunidade de ver subir ao seu palco Hugo Andrade, vocalista dos Switchtense, para um dueto energético com Ricardo na "Life Is A Carousel". Não faltaram também "Lisbon Blues", "110" e "All Alone" numa actuação irrepreensível por parte da banda lisboeta.



Para finalizar a noite, veio a Bizarra Locomotiva, máquina industrial devastadora que tinha à sua espera a estação do RCA completamente ao rubro apenas ao som da intro que anteveio a sua entrada no palco. "Egodescentralizado" colocou a sala em sentido, um tema fortíssimo que é a melhor forma de começar um concerto, logo a partir tudo. Rui Sidónio é um animal de palco, não há volta a dar e mesmo em versão mais simples (sem direito a estar mumificado em filme negro), é o maquinista e ao mesmo tempo combustível desta temível máquina industrial portuguesa. A banda passeou pela sua carreira de forma implacável, sempre sem comunicar com o público a não ser por gestos - alguns engraçados por parte de Sidónio, onde "Gatos Do Asfalto", "Moscas", "Buraco Negro" e "Druídas" não falharam - este ultimo cantado na sua primeira metade do público, quando Sidónio fez um stagedive. Foi um alinhamento e uma actuação de luxo que contou ainda com o dueto com Fernando Ribeiro dos Moonspell para dois temas, os inevitáveis "Anjo Exilado" e "Escaravelho". A banda saiu de palco no meio de uma enorme onda de aplausos e pedidos para um encore, pedido esse atendido para mais dois temas, "Fantasmas" e "Cada Homem". Um grande concerto de uma banda que mesmo sem usar a comunicação, conquista o público por onde passa.

(ver mais fotografias de Bizarra Locomotiva)

Grande noite no RCA e claramente uma aposta ganha quando haveria tanto para correr mal, onde todas as desculpas poderiam servir. Na verdade, foi como Ricardo dos For The Glory referiu - quatro bandas, quatro géneros díspares e uma fantástica união por parte do público e também bandas, resultando num momento memorável e a repetir de futuro. A prova de que a música nacional é capaz de encher salas e proporcionar bons espectáculos tão bom ou até melhor do que o recebemos lá de fora. Que existam mais iniciativas destas que o público adere e agradece.

Texto por Fernando Ferreira
Fotografia por Joana Soares

Agradecimentos: Rockline Tribe