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Dia 3

O último dia de festas em Barroselas começava. A chuva ficara para trás e estava tudo pronto para uma despedida em grande! Era notório algum cansaço geral, mas como sempre havia ainda forças guardadas para mais um longo dia de música antes do regresso a casa. Com o cancelamento dos One Inch Giant, os italianos Methedras assumiram a abertura do segundo palco neste derradeiro acto. Bom concerto de Thrash Metal, ainda que com um ar muito modernaço. Cumpriram bem a sua missão, preparando bem o ambiente para os Bonded By Blood.


Os californianos Bonded By Blood que, como o próprio nome indicia (álbum de estreia dos tubarões Exodus), são uma das muitas bandas revivalistas do Thrash, emprestaram muita energia neste princípio de dia e o público correspondeu da mesma forma. Temas rápidos, orelhudos, solos à maneira e muita atitude em palco. Tudo junto resultou num agradável e positivo regresso a Portugal.



Do revivalismo americano saltávamos para um mundo bem menos luminoso, onde as correntes teimam em aprisionar-nos na escuridão que nos envolve. Os Dolentia, deram um concerto extraordinário. É tão simples quanto isto. Melodias geladas a gerarem desconforto, e uma voz rasgada que gritava de desespero «Sob a Égide das Sombras». Eles são do Porto mas em nada, mesmo nada ficam a dever aos maiores nomes da cena. Digníssimos representantes do Black nacional, num dos melhores momentos desta jornada tripla. Culto!



Outro colectivo que repetiu a presença em Barroselas, foram os espanhois Wormed. Três anos depois de terem deixado marca no palco secundário, tiveram direito a actuar no palco maior. E que dizer desta força bruta? O que escrevemos sobre Antropofagus, serve perfeitamente para os Wormed. Entretanto lançaram «Exodromos» e foi sobre esse trabalho que se debruçaram, enquanto no mosh a coisa aquecia. A poderosa voz de Phlegeton merece um registo, aquilo não é humano. Mais pó no ar como podem imaginar.



Num dia que concentrou, provavelmente, o maior número de grandes concertos, estávamos de regresso aos sons dos demónios. Os Martelo Negro contaram com os Warhammer na plateia. É fácil perceber o porquê e era notória a aprovação dos alemães. Os lisboetas dão concertos fantásticos, cobertos de chama e este não foi excepção. Em nome de Pazuzu visitaram «Sortilégio do Mortos» e ainda deram a conhecer qualquer coisa do próximo registo, com «Equinócio Espectral». Os blasfemos Martelo Negro interpretaram ainda «Un dia en Texas», tema de Paralisis Permanente, banda espanhola de Punk. Grandes, mais uma vez!



Da Suécia vinha uma banda que, a par de mais uma ou outra, fugia um pouco aos sons mais ouvidos no festival. Os In Solitude, praticantes de um Heavy Metal oculto de qualidade, geravam uma expectativa assinalável, mas não diria que, no compto geral, o concerto tenha agradado à maioria. Não propriamente por eles ou pela sua presença em palco, mas porque o som esteve longe do seu melhor nível. Felizmente a qualidade sonora média foi boa, mas de vez em quando algo falhava. O mais recente «Sister» foi a base da setlist, mas os outros trabalhos não foram esquecidos, com momentos altos em “To Her Darkness” e “Witches Sabbath”. Foi um concerto competente, mas com melhores condições teria sido muito bom!



No final do festival, ao falar com algumas pessoas, houve um nome transversal a todas as boas opiniões, os Nuclear do Chile. Concerto muito bom, sempre a abrir e com uma alma impressionante. Percebia-se que os Nuclear estavam a dar tudo e mais alguma coisa e receberam por isso merecidos louvores. Uma caminhada imparável sob os designios do Thrash. Definitivamente uma das maiores revelações e um dos melhores concertos de Thrash Metal que temos visto por cá, descontando os icónicos Hirax que lhes dariam seguimento…e que seguimento.


As bandas são boas ao vivo pela sua atitude em palco, pela forma competente como tocam e como chegam até às nossas emoções. Katon, o frontman dos Hirax é isso mesmo, um verdadeiro frontman que num abrir e fechar de olhos agarrou o público e nunca mais até final o perdeu. Que concertaço, senhores leitores. Pessoalmente, deixem-me que vos confesse que Hirax nunca foi banda que me despetasse particular atenção, mas os americanos sabem muito bem o que é actuar ao vivo e trataram de o fazer de forma memorável. À medida que iam tocando pérolas do Thrash, nomeadamente temas dos primeiros álbuns, a união e realização dos presentes atingia niveís bonitos de se ver. Uma grande bujarda sonora, se me permitem a expressão, com Katon a agarrar-se à bandeira nacional e a terminar em apoteose o concerto. Um ano depois de a sua vinda a Barroselas ter sido cancelada, cá estiveram eles a pedir desculpas com grande espectáculo.


Outro dos destaques do festival (o terceiro dia foi mesmo o vencedor) chegou da Suiça. Os Bolzer são só dois, mas fazem “barulheira” por muitos. Com apenas dois lançamentos até agora, uma demo intitulada «Roman Acupuncture» e o EP «Aura», o duo dominou completamente aquele palco e quem encheu o espaço para os ver. A atmosfera do Black/Death Metal bem obscuro dos suiços, atropelou-nos e enfeitiçou-nos. Um ritual negro ao longo da sua curta discografia a ficar bem cravado nesta edição de Barroselas. Quem não conhecer, não perca mais tempo! «Soul Eclipse» foi um momento indescritível.


O nível estava altíssimo. Era já certo que a XVII edição do SWR ia acabar num patamar fantástico, e com os Anaal Nathrakh não se podia esperar qualquer tipo de travão no andamento que a coisa estava a levar. Mick Kenney não pôde estar presente, mas os britânicos não acusaram essa facto, porque o humor britânico e poder vocal de Dave Hunt arrebatam tudo à sua volta. É das bandas mais caóticas que já tive oportunidade de ver, de um poder absolutamente incrível, é o mundo a desabar. Na bateria, o trabalho é assombroso. Eles desafiam os limites. Numa discografia que já apresenta sete álbuns, os ingleses passaram por quase todos os registos e tocaram ainda um tema do próximo trabalho, ainda por terminar, deixando prever nova bomba atómica. “More of Fire Than Blood”, “In the Constellation of the Black Widow” ou ainda “Forging Towards the Sunset” foram momentos para mais tarde recordar. Mais uma grande actuação em Sábado de despedida.



O palco 2 não estava a fazer a coisa por menos. Se era para terminar, terminava-se em grande. Depois dos extraordinários Bolzer, foi a vez dos Grave Miasma invadirem as nossas mentes através do cheiro a podre do Death Metal corrompido pelo Black, ou ao contrário. Em 2013 editaram o debutante «Odori Sepulcrorum» e foi com ele que nos deixaram de queixo no chão, tal a devastação com que nos brindaram. O cheiro a incenso e as luzes vermelhas deram um toque ritualesco a algo que foi bem mais do que um concerto. Juntamente com Mystifier, Bolzer e Black Witchery, os Grave Miasma figuram na distinta lista dos actos mais especiais do fim-de-semana. 



Deixávamos finalmente as sonoridades negras, quase missas, para fechar o cartaz do primeiro palco. Os lendários do Punk Discharge, banda que tanto influenciou a cena, regressaram ao nosso país e com toda a sua competência debitaram temas rápidos, uns atrás dos outros, para regozijo do público em geral e moicano em particular (muitos do lado de fora). Stage diving e mosh à grande e à francesa, acompanharam os britânicos que, a exemplo de tantos outros nomes que vamos vendo por aí, provaram musicalmente que “velhos são os trapos”. Que continuem assim, até que o esqueleto não permita mais. Se os Discharge encerraram as contas do palco 1, os Display of Power, banda de versões de Pantera, fecharam a porta do palco 2. Tocaram os principais hits da clássica banda do Texas, num final de noite relativamente intenso, pois é sabido como os Pantera têm fãs em todo o lado. O público aproveitou para celebrar, quer os temas dos Pantera, quer o facto do SWR estar a chegar ao fim e ninguém querer deixar nada por dar. 


Mas nem só dos palcos principais viveram estes 3 (que foram 4) dias. No palco 3, cá fora e grátis, muitas bandas se deram a conhecer, outras mostraram mais uma vez o seu valor. Serrabulho, ainda que com enormes problemas de som, Trinta & Um, Ermo e Aspen foram alguns dos nomes que passaram por este palco mais “humilde” e que contribuíram para uma melhor XVII edição do SWR. Podemos discutir se o cartaz foi melhor ou pior que os anteriores, se podia ter sido diferente, etc, mas com certeza a organização fez uma vez mais o possível para ter um grande evento e conseguiu-o. O metal está de parabéns e que Barroselas continue a receber-nos por muitos mais anos, é tudo o que podemos esperar! Antes de nos despedirmos, aproveitamos para apresentar as desculpas aos nossos leitores e à SWR inc., pelo atraso verificado na divulgação da reportagem, mas o curso da vida assim o justificou. Até para o ano companheiros!


Texto por Carlos Fonte
Fotografias por Marta Rebelo gentilmente cedidas pelo Tympanum
Agradecimentos: SWR Inc.