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Dia 2

Foi num dia chuvoso e sem dar tréguas a esse nível que os Angist reiniciaram o programa. Da Islândia não só trouxeram simpatia e beleza (com Edda na voz/guitarra e Gyda na outra guitarra), como também um supreendente Death Metal que chamou a atenção de muitos. Sem dúvida foi uma das agradáveis surpresas destes dias. Para quem acha que a Angela tem um vozeirão, devia ouvir a Edda e estes Angist.

A princípio podia causar alguma supresa ver os ainda jovens The Quartet of Woah! a tocarem no palco principal, talvez até os próprios não contassem com isso, mas a verdade é que são uma das bandas que mais atenções têm despertado nos últimos tempos a nível nacional e, como tal, parecem-me perfeitamente merecedores da oportunidade de tocarem com o melhor som. Uma vez mais não desiludiram os presentes, centrando a sua actuação no muito aclamado «Ultrabomb», de 2012. O rock enérgico de cariz meio psicadélico a fazer-nos recuar quarenta anos no tempo, foi uma excelente lufada de ar fresco antes da matança que aí vinha. A banda está cada vez mais coesa e é de esperar que continue a crescer.

Por falar em matança, Crepitation. Típica banda de Brutal Death e Grind, que só conhece uma velocidade. De princípio a fim a violência dos ingleses de Manchester tomou conta do palco 2, com dois vocalistas imparáveis e cheios de energia a desfilarem pig squeals. É uma arte que nem todos dominam como tal, mais que não seja por isso, merecem respeito e admiração. O público estava nas suas sete quintas.

E nas sete quintas continuaram com o concerto dos Antropofagus. Devo dizer concerto, ou campo de batalha? A música dos italianos é um autêntico exército munido de metralhadoras que passaram o tempo a disparar em todas as direções. Um Death Metal arquitectado para destruir, sempre na posição de ataque,e foi exactamente um rasto de destruição que o mesmo foi deixando pelo caminho, com a ajuda dos seus dois álbuns de originais.

Verificou-se então a mudança de ritmo mais impressionante do festival. Uma das passagens mais contrastantes da história do SWR. De uma imparável máquina de blastbeats, partíamos para a melancolia do nada, onde a solidão era a nossa única companhia. Os nacionais Bosque protagonizaram um dos mais profundos momentos do dia com o seu Funeral Doom tão simples quanto doloroso. Repetição, repetição, repetição e outra repetição. Tudo tocado até à exaustão, até à agonia. Ao vivo a música de Bosque ganha um peso bem diferente daquele que a produção de estúdio permite e o impacto foi, efectivamente, tremendo. Uma pausa para voltar à vida seria bem-vinda, mas no palco maior já outros estavam prontos para dar seguimento ao grande ambiente vivido em Barroselas.


Se lá fora a noite continuava molhada, dentro da tenda o metal saltava triunfante de palco em palco. Depois de em 2012 terem deixado saudades, os Warhammer regressaram a Barroselas para nova dose de Black/Thrash à la Celtic Frost e Hellhammer. Desta feita no palco 1, os alemães voltaram a estar a alto nível, com o inferno a cobrir as primeiras filas. É daquelas sonoridades tão podres, rock e “ugh!” que é impossível não resultar num grande ambiente e em grandes sensações. Temas como “Total Maniac” são exemplos perfeitos daquilo que nos correu nas veias durante cerca de 45 minutos.“Outbreak of Evil”, um original dos Sodom, foi o final perfeito, elevando a loucura colectiva a outro patamar.

Depois de um concerto tão poderoso como o dos alemães, os suecos Age of Woe não teriam vida fácil para manter os níveis de atenção do público, mas a verdade é que conseguiram. O seus riffs ficaram no ouvido, numa mistura de Death e Crust com visitas assertivas ao metalcore e muita garra. Bons temas, numa onda bem interessante que com o decorrer do espectáculo foi ganhando tamanho e interesse. A dinâmica da música dos Age of Woe, com acelerações e momentos mais lentos e musculados foi uma agradável surpresa pelo que pudemos apurar durante e no final da actuação.

Vieram da Noruega mas não para tocar Black Metal. Os Blood Red Throne estiveram muito perto de garantir o prémio do grande concerto de Death Metal do festival, por via de uma actuação estrondosa, bastantes sólida, um autêntico petardo de riffs e blastbeats, tocados na perfeição e com óptima entrega. Maquinaria pesada e dinâmica que não se limita a uma velocidade, a dar seguimento ao caos na plateia. O pó levantou-se, os pescoços foram chamados à acção e quem tinha expectativas altas com certeza não as viu defraudadas.

Estávamos numa sequência de excelentes actuações, que viriam no final das contas a militar na lista dos melhores. Os brasileiros Mystifier quiseram também entrar nesse lote atráves do seu Black Metal Old School caótico e apodrecido, na linha de uns Beherit ou Blasphemy. O trio de Salvador da Bahia, com Diego Araújo no baixo e voz a liderar a investida profana e a recorrer, a espaços, a teclados criando um ambiente bem obscuro, focou-se nos seus dois primeiros trabalhos «Wicca» e «Goetia» mas não se escusou a interpretar o temazorro “Nightmare” de outra banda clássica brasileira, Sarcofago. Um tremendo ritual oculto. Nota alta para os irmãos do outro lado do Atlântico.

Na filosofia de Barroselas, na sua forma de estar, o Heavy Metal mais tradicional não tem sido a maior aposta, pelo contrário. Não é uma sonoridade que esteja umbilicalmente ligada à vida do Steel Warriors Rebellion, mas nesta edição os Metal Church mostraram que o género está bem vivo, tão vivo quanto os próprios. O tempo parece não passar por eles, pois se por um lado dificilmente farão álbuns clássicos como aqueles da década de 80, por outro os californianos aparecem em palco com grande frescura, apesar de terem sofrido muitas alterações com o passar dos anos (apenas Kurdt Vanderhoof sobrevive da formação original). Os Metal Church deram um belíssimo concerto de aço deixando bem satisfeitos os muitos fãs que, de t-shirt orgulhosamente vestida, carregaram forte no air-guitar. «Highway Star» de Deep Purple fechou um concerto que, à boa moda americana, pareceu-me ter um som exageradamente alto, mas de longe o mais limpo.
E o inferno voltou a descer à terra. Os Black Witchery foram absolutamente demolidores e de um ataque satânico impiedoso e feroz. Dos concertos mais violentos destes três dias, um rolo compressor que ameaçou a estabilidade da estrutura e que não se tem a oportunidade de ver muitas vezes. Quase sempre em contra-luz, de queixo caído apenas percebíamos que haviam ali três corpos a espalhar devastação e a deixar sérias marcas nos pescoços, numa altura em que a noite caminhava para o fim e o cansaço começava a gritar. Black Witchery e Mystifier trouxeram escuridão a um dia já bem agreste. Depois de alguns bons concertos de Death Metal, conforme referi, nomeadamente o dos Blood Red Throne, Martin “Don Cochino” Schirenc (também vocalista dos Hollenthon) subiu ao palco 1 para tocar Pungent Stench. E que enorme concerto de Death Metal old school, meus amigos. Aquilo que muitos esperavam de Gorguts, obtiveram aqui (naturalmente isto é discutível). Schirenc e companhia tocaram apenas os grandes clássicos da banda, na sua maioria em «For God Your Soul…For Me Your Flesh» e em «Been Caught Buttering». “Pungent Stench” logo a abrir a actuação deu o mote, e agarrou de imediato o público ao som puro e sujo do death metal do início da década de 90. Este também foi do poço!

Texto por Carlos Fonte
Fotografias por Marta Rebelo gentilmente cedidas pelo Tympanum
Agradecimentos: SWR Inc.