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Um dos grandes nomes acarinhados pelo público português esteve de volta ao nosso país e a sensação que ficou é que apesar de uma longa ausência (grande parte dos anos noventa e do início do novo milénio), foi como se nunca se tivessem ausentado. É certo que o facto de Nuno ser açoriano faz com que sempre tivesse havido um carinho especial pela banda, mesmo que em termos de sucesso comercial, tal nunca se tenha verificado de maneira forte. O motivo desta visita foi a digressão do vigésimo quinto aniversário do segundo álbum da banda e até agora o seu mais bem sucedido, "Pornograffitti". Para quem cresceu com as músicas deste álbum, é um sonho tornado realidade mas havia aquela expectativa de que apenas a "More Than Words" fosse reconhecida e que tudo o resto soasse a músicas totalmente desconhecidas. Felizmente não foi o caso, muito pelo contrário.


O início com "Decadence Dance" provou exactamente isso, com o público completamente eufórico a entoar o refrão incansavelmente, sendo o ritmo apenas quebrado por uma breve saudação por Gary Cherone antes de "When I'm President" e se a primeira música foi recebida com euforia, o que de dizer da "Get The Funk Out", entoada de pulmões no máximo das suas capacidades - na maior parte das vezes sendo como "Get The Fuck Out" (sejamos sinceros, quem é que alguma vez cantou esta música como "Get The Funk Out?"). Tal empenho só seria superado pela "More Than Words" que foi praticamente cantada do início ao fim pelo público, definitivamente um dos momentos mais arrepiantes da noite e que Nuno e Gary, os únicos músicos presentes em palco, não vão tão cedo esquecer. Antes da música, foi a vez de Nuno dirigir-se ao público oscilando entre um português rudimentar, português carregado de sotaque açoriano e inglês, sempre numa toada bem disposta e grata pelo momento.


Seria de temer que depois deste momento que os níveis de entusiasmo esmorecessem um pouco, mas a verdade é que temas como "Money (In God We Trust)", "It ('s A Monster)" e o tema título são grandes malhas de heavy metal e permitiram com que outros temas como "When I First Kissed You", onde Nuno largou a guitarra para dar show no piano/teclados, num tema que só começou a ser tocado ao vivo nesta tour. Acabando num nota mais acústica, "Hole Hearted" finalizou o álbum e parte do espectáculo de forma perfeita, com ainda direito a uma breve aparição da "Crazy Little Thing Called Love" dos Queen no final.


Para quem tinha dúvidas de que Nuno Bettencourt é um guitarrista monstruoso, a prestação do músico limpou-as todas. E nem seria necessária a "Flight Of The Wounded Bumblebee" que antecede a "He-Man Woman Hater" para conseguir isso. Irrepreensível tecnicamente, a dar espectáculo e a reproduzir os inacreditáveis solos que se ouvem no álbum de forma quase perfeita, dá realmente pena pensar que o maior destaque possa ter para as gerações mais novas ou mais mainstream seja por ser músico de suporte da Rihanna. Nem só de Nuno Bettencourt vivem os Extreme e isso também foi algo que deixou bem claro. Kevin Figueiredo, que substituiu Paul Geary, que se retirou da música, esteve certo como um relógio suíço, dando força ao ritmo e por falar em ritmo não se pode esquecer de Pat Badger que esteve com um som monstruoso que ameaçava deitar abaixo o Armazém F a qualquer momento, sem mencionar, claro, Gary Cherone que é um frontman assombroso, sabendo puxar pelo público, vivendo a sua música em palco e não parando um segundo, sempre em movimento.


Acabado o álbum, a banda saiu, demorando pouco tempo a voltar para o encore, perante o entusiasmo do público que pedia mais. O seu pedido foi atendido, com "Play With Me" do primeiro álbum, seguida por um "Rest In Peace" (uma das músicas mais apreciadas pelo público nacional fora de "Pornograffitti") e por um "Am I Ever Gonna Change" do "III Sides To Every Story". Mais uma vez, Nuno foi buscar a guitarra acústica e anunciou "Silêncio que se vai cantar o fado", anunciando assim a faixa instrumental do álbum de 199595 "Waiting For The Punchline". Chegado a este momento a banda anunciou que só tinham mais duas músicas para tocar (de acordo com o que têm feito nos espectáculos anteriores da tour) e disseram que era pouco, como tal pediram ao público escolher uma música. Após algumas trocas hilariantes entre a a banda e o público, decidiram tocar a "Color Me Blind", muito bem recebida, que ainda incrementou mais animação perante a audiência, continuando com o rockão "Take Us Alive" (do último álbum "Saudades de Rock) e terminando com a incontornável "Cupid's Dead".


No final de uma noite de hard rock clássico, tinha-se uma banda extremamente agradecida, que percorreu várias vezes o palco a cumprimentar os fãs e sem dúvida que um público em êxtase por uma noite destas, à antiga, com o hard rock a ser o mote da festa. Mesmo sem publicidade por aí além, o Armazém F esteve quase a abarrotar e o espectáculo foi uma coisa do outro mundo, daqueles que vai ficar guardado na memória tanto para banda como, e principalmente para, o público. Cherone anunciou de que voltariam em breve. Ousa-se acrescentar de que TÊM de voltar obrigatoriamente.


Texto por Fernando Ferreira
Fotografia por Diana Fernandes
Agradecimentos: Everyting Is New