• Facebook
  • Myspace
  • Twitter
  • Google+

Candidata-te

A Metal Imperium encontra-se a recrutar colaboradores para redação de notícias, reviews de álbuns ou entrevistas a bandas.

Quem quiser fazer parte desta equipa poderá candidatar-se contactando-nos por email: metalimperium@gmail.com



Reviews Mais Recentes

Uada - Cult of the Dying Sun


Occultum - In Nomine Rex Inferni


Monolithe - Nebula Septem


Morag Tong - Last Knell of Om


Haunted - Dayburner


Djevel - Blant Svarte Graner


Raw Decimating Brutality - Era Matarruana


Czort - Czarna Ewangelia


Kinetik - Critical Fallout


Dopethrone - Transcanadian Anger


Abhor - Occulta ReligiO


Refuge - Solitary Men


Sevendust - All I See Is War


Black Fast - Spectre of Ruin


Sleep - The Sciences


Tomb Mold - Manor of Infinite Forms


Taphos - Come Ethereal Somberness


Wrath Sins - The Awakening


Judas Priest - Firepower


Bleeding Through - Love Will Kill All


Ihsahn - Àmr


Alkaloid - Liquid Anatomy


Filii Nigrantium Infernalium - "Fellatrix


Amorphis - Queen of Time


Ghost - Prequelle


Angelus Apatrida - Cabaret de la Guillotine


Bleed From Within - Era


Painted Black - Raging Light


Necrobode - Metal Negro da Morte


Pestilence - Hadeon


Tortharry - Sinister Species


Inframonolithium - Mysterium


Somali Yacht Club - The Sea


Dallian - Automata


Concertos em Destaque

Tradutor

Entrevistas Mais Recentes



































The Sword vão entrar num hiato

Corte quase fatal no futuro dos The Sword, uma vez que a banda texana anunciou há dias que fará uma pausa, embora tenha lançado ainda em março (...)

Hate Eternal lançam áudio de "Nothingness of Being"

A banda de death metal irá lançar o novo álbum, Upon Desolate Sands, a 26 de outubro através da Season Of Mist. Depois de desvendar (...)

Alterações no alinhamento do Festival Bardoada e Ajcoi

O Festival Bardoada e Ajcoi anunciou a substituição de duas das bandas previamente confirmadas. (...)

Marky Ramone em Portugal no próximo mês

O veterano Marky Ramone tem dois espectáculos marcados para o nosso país, que serão nada mais, nada menos, do que o warm up para o Lisbon Tattoo Rock Fest 2018. (...)

Behemoth lançam nova música "Wolves Ov Siberia"

"Wolves Ov Siberia", o novo vídeo de Behemoth, pode ser visto acima. A música faz parte do próximo álbum da banda, "I Loved You At Your Darkest", (...)



Os dias em que vivemos poderão ter muitos problemas, serem tempos de coisas descartáveis, em que a imagem muitas vezes se sobrepõe à distância, em que o que foi feito ontem já não interessa hoje. No entanto, existem excepções em algumas facções da cultura humana, muitas delas no nosso amado som. A noite de segunda-feira serviu para convencer quem ainda tinha dúvidas deste facto. E como tal, o R.C.A. deu as boas vindas à terceira vez que a banda norte-americana esteve no nosso país, como um entusiasta fã na plateia corrigiu Ben Ward, quando este se dirigiu ao público dizendo que era a primeira vez que estavam no nosso país. A memória do vocalista logo recuperou, corrigindo que era a primeira vez que estavam em Lisboa, já que da última vez estiveram em Cascais, mas ambos esqueceram a passagem pelo Milhões em Festa no ano passado - provavelmente pela dificuldade dos norte-americanos saberem onde acaba Espanha e onde começa exatamente Portugal e neste caso, em qual dos dois fica Barcelos.


A banda foi inundada de aplausos assim que entrou em palco e não perdeu muito tempo, dando início a uma actuação cheia de feeling e a beirar a perfeição. Com uma carreira já quase com vinte anos e oito álbuns de originais, a banda apoiou a sua actuação no recente “Back From The Abyss”, dedicando-lhe o espaço de cinco músicas, enquanto o resto do alinhamento focou apenas mais quatro álbuns, deixando de fora trabalhos como “Frequencies From Planet Ten”, “Time Travelling Blues e “Coup De Grace”. Não se pode dizer que tenham existido diferenças na recepção dos temas entre os novos e os já estabelecidos, o que também evidencia a qualidade do trabalho “Back From The Abyss”. O som esteve poderoso e perceptível e a banda perfeita na sua interacção com o público, recebendo toda a energia que vinha da plateia e devolvendo-a em forma sonora, tendo como resultado quase uma hora de heavy metal ou heavy doom ou stoner metal, o que lhe queiram chamar. O público presente gostou e está pronto para uma terceira vinda.


Com um aquecimento de luxo, estava na hora dar as boas vindas aos Saint Vitus, banda clássica do doom tradicional que depois de terem cessado funções nos anos noventa, tornaram-se numa banda de culto e que os levaram a voltar à actividade já neste milénio, lançando à dois anos o álbum “Lillie:F-65” que teve direito a ser representado aqui por duas vezes com dois dos seus melhores temas, “Blessed Night” e “Let Them Fall”. Da sua discografia, só mesmo os álbuns “C.O.D.” e “Die Healing” ficaram de fora, trabalhos algo menosprezados na sua discografia e que recentemente tivemos oportunidade de revisitar nestas nossas vossas páginas.


A primeira coisa que tem que ser dita, não sendo um ponto totalmente positivo, é em relação ao som. A bateria estava com um som estupidamente alto, abafando quase por completo o som da guitarra, principalmente no momento dos solos. Apenas o baixo sobrevivia, já que os pratos da bateria ocupavam o espectro dos agudos enquanto o baixo encarregou-se dos graves, ficando a guitarra com o único espaço disponível.  De qualquer forma, esse pormenor não conseguiu apagar a forma como a banda vibrou e fez vibrar o público do R.C.A., principalmente tocando na íntegra, o álbum “Born Too Late” de trás para a frente (a ordem das músicas, isto é) que foi recebido de forma entusiasta. Aliás, toda a prestação da clássica banda americana foi recebida de forma entusiasta, mesmo tratando-se de música que não é propriamente agitada, nem imediata, não impedindo isso que quase toda a multidão abanasse a cabeça de forma hipnótica, uma visão admirável de se ter.


Os tempos que vivemos são realmente diferentes, não tão românticos como aqueles em que as grandes obras, os grandes discos, foram imaginados e produzidos, no entanto, são os tempos actuais que nos permitem reconhecer e conseguir recuperar o que não é de agora, que permitem que existam tours como a desta dos Saint Vitus que além de comemorar os trinta e cinco anos da sua carreira, celebram um estilo de música que não é possível ouvir nas rádios e que o mundo insiste em não reconhecer. Como a música “Born Too Late” canta “I know I don't belong /  And there's nothing I can do / I was born too late / And I'll never be like you” e é exactamente esse o sentimento que o público e a banda sentiu em uníssono. Nascemos todos tarde demais, mas no tempo certo para assistir a momentos como o que foi vivido na noite de segunda-feira.


Texto por Fernando Ferreira
Fotografias por Ana Carvalho
Agradecimentos: Prime Artists