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Três anos depois, os Moonspell regressaram a Almada para celebrar o Halloween com o povo português, na já habitual Incrível Almadense. Com uma sala praticamente cheia, o ambiente era condizente com o espírito da Noite das Bruxas, com a sala vestida de preto e com alguns dos presentes com adereços a condizer com a noite, sentindo-se a ansiedade para a celebração da data com a carismática banda portuguesa.

Com a já anunciada no facebook da banda I´ll See You in My Dreams, os Moonspell abriram a noite de uma forma surpreende, mas foi com a pesada sequência Alpha, Finisterra e Night Eternal que a sala despertou totamente, fazendo-se adivinhar uma noite mágica. Seguiu-se uma visita ao clássico Irreligious com Opium, Awake, Spiegelmann e Mephisto, mostrando que este continua a ser um álbum intemporal, dos favoritos dos seguidores dos Moonspell. Depois de uma bem recebida Nocturna, Carmen Simões veio dar uma ajuda a Fernando Ribeiro nas vozes em Scorpion Flower e Luna, demonstrando a importância do feminino no seio dos Moonspell. Com bailarinas a acompanhar a banda, a interpretação destes temas ganhou um toque teatral, confirmado mais tarde numa intensa Vampiria, onde a presença destas fez o horror e a beleza se confundirem, numa actuação cheia de sensualidade.

Mas antes houve ainda tempo para ficar provado que o mais recente álbum da banda, Alpha Noir, encontra-se já bem interiorizado pelos fãs da banda, com o single Lickanthrope e Love is Blasphemy a fazerem a delícia dos presentes. Mas foi com Em Nome do Medo que a sala incendiou, com Rui Sidónio dos Bizarra Locomotiva a emprestar a sua voz e presença para a interpretação do tema totalmente cantado em português, com uma referência Orwelliana através de imagens do filme 1984, baseado no livro com o mesmo nome. Em cheio. Para o fim ficou reservado o  folk, com uma Ataegina que pôs a sala a dançar, num dos momentos altos da noite, seguindo-se a emblemática Alma Mater cantada a plenos pulmões por todos os presentes. A banda saiu de palco, mas o público queria mais, e os Moonspell regressaram para um encore com uma intensa Everything Invaded, terminando o concerto com a clássica Full Moon Madness, deixando Almada debaixo do feitiço da lua. Um grande concerto e celebração que deixou toda a gente de sorriso na cara.

O cansaço podia já ser algum, mas para os mais resistentes a noite continuou na Cine-Incrível, com os concertos de For the Glory e Switchtense. Foi a banda de Hardcore lisboeta que deu o pontapé de saída, a tocar num espaço e para um público que não é, de todo, habitual nos seus concertos. Mas não foi por isso que a banda baixou os braços e, como já é habitual, deram um excelente concerto, cheio de energia, e que aos poucos foi conquistando a sala. Excelente início com Fall in Disgrace  e Armour of Steel, mas foi com temas mais rápidos como All the Same ou Life is a Caroussel (com participação de Hugo Andrade dos Switchtense) que se viram os primeiros circle pits na sala, passando ainda por temas como All Alone, Lisbon Blues ou No Colour. Para terminar em grande, Survival of the Fittest, seguida de Drown in Blood por pedido especial do público que queria mais. Faltaram os stage dives do costume (o palco também não o permitia), mas mesmo a jogar fora os For the Glory souberam dar um concerto muito bom, como já é habitual.


Para fechar a noite em grande, os Switchtense deram igualmente um concerto cheio de energia. Se o início com Face Off foi algo ameno, não tardou muito até que a sala inteira se rendesse a temas como State of Resignation, Into the Words of Chaos ou Unbreakable a meterem toda a sala a mexer e a abanar a cabeça. De destacar ainda a presença de Ricardo Dias dos For the Glory em I Will Stand Stronger, demonstrando que Metal e Hardcore podem muito bem estar de mãos dadas. “Somos diferentes mas iguais” dizia Hugo Andrade entre músicas, e não podia estar mais correcto. Para finalizar, Concrete Walls, seguida de uma rápida This is Only the Beggining a terminar a noite da melhor for forma.

Seja a celebrar o Halloween na Incrível Almadense com os Moonspell, ou o underground nacional na Cine-Incrível, foi uma noite em cheio, onde a música portuguesa reinou, fazendo deste primeiro dia do MazeFest uma celebração para ser recordada  no futuro. 





Texto por Pedro Reis
Fotografia por Liliana Quadrado
Agradecimentos: Free Music Eventos