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Numa noite dedicada ao punk, com os Ratos de Porão como cabeça de cartaz, foi grande a afluência de fãs que não quiseram perder a única data da banda paulista em Portugal. Num recinto que se encheu a conta-gotas, o final acabou por ser apoteótico num misto de boas memórias e grandes emoções. Para isso, contaram muito as bandas antecedentes, nomeadamente os Sarna, Nightshift, Trinta & Um e Simbiose, que ajudaram a erupcionar o apertado espaço da República da Música.

O evento musical começou por volta das 20 horas com os leirienses Sarna. A banda está de regresso aos palcos, depois de um interregno de 13 anos, e com ela o seu punk ou "trashcore" - termo inventado pela própria banda que caracteriza a sua sonoridade. Os Sarna entraram fortes com a malha "Amigos Verdadeiros", o que fez despertar a curiosidade dos poucos que transitavam pela sala. Seguiu-se o conhecido tema "Corja", dedicado aos governantes portugueses, que faz parte do demo CD lançado em 1998, intitulado "The Terror Of Trashcore". Entretanto, o vocalista Rogério Sabino aproveitou para puxar pelo público que respondeu de  imediato ao som de uma estreia, "O Futuro Que Desejas", malha que arrancou os primeiros moshpits. De volta aos clássicos, a banda tocou "Solidão", 3º tema do demo cd "The Terror Of Trashcore", e, como homenagem aos Ratos de Porão, uma das grandes influências dos Sarna, o tema "Morrer". Com o tempo limitado, a banda acabou a sua actuação com uma malha nova, intitulada "Solta A Raiva Que Há Em Ti". Embora tenham tocado pouco tempo, aproximadamente 20 minutos, os Sarna provaram com o seu desempenho que estão vivos e recomendam-se, e após um longa pausa, é bom tê-los de volta.


Pouco tempo depois, tivemos os lisboetas Nightshift que nos trouxeram uma sonoridade a fazer lembrar os primórdios do heavy metal, mas também com algum punk e rock à mistura. Neste momento, a banda está em fase de promoção do seu álbum de estreia lançado em Agosto, intitulado "Winter Within", justamente o nome da malha com que a banda abriu a sua actuação. Pelo menos, tentou.  O início foi de certa forma atribulado, já que uma das cordas da guitarra de Gustavo Morgado partiu-se, o que levou a uma breve interrupção. Corda reposta, os Nightshift voltaram ao ataque! Depois de "Winter Within", seguiu-se "Burning Metal" que fez o público finalmente mexer-se e até entoar o seu refrão. Até final, escutaram-se mais algumas malhas poderosas, entre elas, "Hunter´s Moon" e "First Dawn". Como não havia tempo para mais, a banda finalizou o concerto com o primeiro tema do seu disco, ou seja, "The Walk", arrancando fortes aplausos numa casa já mais composta. Apesar do início em falso, a banda tomou as rédeas daquilo que acabou por ser uma boa actuação, e revelaram-se uma boa surpresa.


Numa noite dedicada ao punk, não podiam faltar os Trinta & Um, dignos representantes do género em Portugal. Quando já passavam alguns minutos das 21 horas, a banda de Linda-a-Velha começou a destilar, através de um intro, o seu hardcore, para dar entrada, como já é habitual, ao seu vocalista Zé Goblin. Seguiu-se o tema "Ameaça Fantasma" que pôs o público ao rubro, em parte composto pela crew de Linda-a-Velha. Entre "Viver No Subúrbio" e "Não Há Regresso", Zé Goblin fez questão de agradecer ao Jonhie - vocalista dos Simbiose e uns dos membros da organização - pelo convite, para depois dedicar duas malhas aos políticos e ao Emanuel da Agência Hell Xis, respectivamente "Advogado Do Diabo" e "Merda De Polícia", havendo ainda tempo para um mergulho seu no mar de gente que vibrava com a sonoridade agressiva da banda. Seguiram-se mais três temas, nomeadamente "Devo Ódio ao Mundo", "Porque Eu Acredito", e "Sintra", esta com especial participação do público que substituiu a gaita de foles, entoando com afinco  esse trecho da música. Como já é da praxe, a banda não podia deixar de tocar o tema "L.V.H.C.", que prontamente dedicou à sua terra, mas também ao malogrado João Ribas. Para terminar, os Trinta & Um presentearam uma casa já cheia com "Será Assim Até Ao Fim", o último tema do seu primeiro disco, intitulado "O Cavalo Mata!". Com uma actuação bastante sólida, os Trinta & Um confirmaram mais uma vez que são uma forte presença no panorama musical, ou seja, a animação é sempre garantida. Além disso, a sua solidez deixa antever um próximo álbum, a ser lançado no Verão, que certamente superará as expectativas dos fãs da banda.

Antes dos Ratos de Porão, tivemos ainda os Simbiose e a brutalidade do seu crust! A banda mítica de Lisboa iniciou a sua actuação às 22 horas em ponto e não olhou a meios para destruir a sala com a sua sonoridade agressiva. Jonhie, vocalista da banda, convidou as pessoas para se chegarem à frente e participarem na festa ao som de "Reage À Tua Frustração", tema do último trabalho da banda, "Economical Terrorism". Em noite de dedicatórias e agradecimentos, Jonhie também não pôde deixar de agradecer às bandas e à organização da República da Música. De seguida, a banda tocou "Believe", também do último disco, e dedicou "Information Overload" aos Ratos de Porão, antes de criticar os políticos com "Fake Dimension". Agora, os stagedives sucediam-se à velocidade da luz e a banda massacrava com "Terrorismo de Estado". A meio da actuação, a banda brindou os presentes com duas malhas novas, nomeadamente "Intolerância Colectiva" e "Será Que Há Morte Depois Da Vida", esta dedicada a João Ribas. Até final, a banda tocou "I Deny" do álbum "Fake Dimension" de 2009, e "Parados Humilhados Calados" do último álbum, como também malhas antigas, proporcionando o aquecimento ideal para a banda seguinte. Posto isto, os Simbiose acabaram por realizar uma excelente actuação, e são, sem dúvida, uma das melhores bandas em Portugal a combinar os elementos crust, metal e punk.

De regresso a Portugal para um único concerto, os Ratos de Porão tinham como objectivo um concerto único. E sabem que mais? Objectivo cumprido! Já passavam das 23 horas, quando o público impaciente começou a chamar pela banda, ao qual respondeu após alguns minutos. A banda entrou a rasgar com "Conflito Violento", primeiro tema do último disco lançado este ano, "Século Sinistro", e, com isso, instalou-se o caos. Enquanto o público recuperava o fôlego, já a banda tocava os primeiros acordes da "Crucificados Pelo Sistema", não dando tréguas ao turbilhão de pessoas que se agitava em frente do palco e que entoava o refrão deste tema tão conhecido. Ao longo de toda a actuação, João Gordo mostrou-se sempre muito comunicativo, e chegou a falar, entre outros assuntos, sobre a primeira vinda dos brasileiros a Portugal, que recordou ter sido no longínquo ano de 1991. "Anarkophobia" e "Vida Animal", que acabou num coro, foram os temas seguintes, para depois se falar no futebol e nos milhões com uma malha mais recente, intitulada "Grande Bosta". A banda não parava e o público também não, num misto de suor, punk e boas memórias. Houve ainda tempo para João Gordo desejar a todos um Feliz "Natale", antes do público voltar à euforia com os clássicos "Beber Até Morrer" e "Aids, Pop, Repressão". Depois de uma hora e pouco de actuação, os brasileiros fizeram uma breve pausa, mas voltaram em força com a cover dos Aqui d'el-Rock, "Eu não sei", e mais um clássico, desta feita o tema "Sofrer" do álbum "Anarkophobia" de 1990. A banda terminou o seu desempenho por volta das 00:30, debaixo de uma grande ovação, com sentido de missão cumprida. A sua veterania e a sua presença em palco deram mais uma vez cartas, o que deu  origem a, provavelmente, um dos melhores concertos do ano. Os Ratos de Porão são sem dúvida um exemplo a seguir no que toca à dedicação e é sempre um prazer assistir a um concerto da banda, pois tal como diz João Gordo: "Ratos de Porão em Portugal é fixe!".







Texto por Bruno Porta Nova
Fotografia por Tiago Barbas
Agradecimentos: Anti Corpos