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No passado dia 10 de Janeiro teve lugar a 21ª edição do Mangualde Hardmetalfest, o festival de música pesada mais antigo do país. Tal como nos anos anteriores, este atraiu um grande número de espectadores à cidade de Mangualde, em pleno Inverno, para mais uma excelente noite de boa música e de muito convívio. 

Os Terror Empire, provenientes de Coimbra, foram o acto de abertura. Estes apresentaram alguns temas retirados do seu novo álbum de originais, “The Empire Strikes Black”, que será lançado no próximo mês de Fevereiro. Foi uma actuação sólida, que infelizmente pecou pela falta de ambiente na plateia, o grande mal de muitas bandas de abertura.

Undersave foi o grupo que se seguiu. Com uma sonoridade mais próxima do death metal técnico, demonstraram bem o seu valor. Embora tenham dado a ligeira impressão de que ainda não se sentem totalmente em casa quando pisam os palcos, a sua qualidade musical é inegável. Este foi também o concerto de apresentação do novo baixista.

O espírito do heavy metal mais tradicional foi canalizado aquando da entrada em cena dos Ravensire. Estes tiveram uma recepção bastante calorosa de uma plateia já mais composta, para a qual apresentaram o seu mais recente álbum de originais, “We March Forwards”. Foi um concerto repleto de energia e boa disposição do inicio ao fim, de uma banda que demonstra uma grande presença em palco, e um espírito “rock’n’roll” indomável.

Após a electrizante actuação de Ravensire, foi a vez dos Enchantya e a sua sonoridade gothic metal, subirem ao palco, para acalmarem um pouco os ânimos. Não sendo este um estilo que agradasse, ou até mesmo convencesse alguns dos presentes, a sala foi esvaziando aos poucos. O concerto em si foi relativamente interessante, no qual se destacou a grande expressividade e presença em palco da vocalista, não havendo nada mais a apontar.

Acromaníacos e o seu ar mais descontraído trouxeram o punk rock aos palcos da edição deste ano do Mangualde. Começou com muito movimento e agitação perto do palco, o que de certa forma dificultou o trabalho de alguns fotografos que por lá andavam. A festa e a animação prolongou-se durante toda a actuação, e ajudou a preparar o ambiente para o grupo que veio em seguida.

Midnight Priest entraram em cena prontos a darem tudo. Foi mais um concerto completamente electrizante, onde o heavy metal foi a lei. Estes apresentaram o seu mais recente álbum de originais, “Midnight Steel”, lançado no final do ano passado, havendo no entanto, lugar na setlist para alguns dos clássicos do grupo. Depois de terem sofrido algumas alterações no line-up da banda no último ano, a banda apresentou-se em grande forma no palco, mostrando um grande à-vontade e coesão. 

WEB, os veteranos do thrash metal nacional, foram a seguir. Foi mais um concerto com um ambiente de intensa destruição do ínicio ao fim. O caos estava por todo o lado, e no final ficou no ar a sensação de que soube a pouco. 

Display of Power, banda espanhola de covers de Pantera, entraram em cena e incendiaram ainda mais os ânimos, com as suas versões de alguns dos maiores clássicos do mítico grupo. Quando há algo relacionado com Pantera num evento, já se sabe que não é preciso muito para se agradar à maioria e tornar a plateia numa batalha campal, o que aconteceu. 

Arkham Witch foi o grupo que se seguiu.. Apesar de serem uma banda relativamente recente, a sua sonoridade mais para o heavy/doom tem um toque bastante old school, o que lhes confere uma certa aura especial. Para alguns dos presentes foi a grande descoberta da noite. O público pareceu responder bem ao concerto, embora tenha sido uma quebra de ritmo em relação aos dois espetáculos anteriores. 

Cancer era para muitos o momento mais aguardado da noite. Os britânicos encheram a sala com o seu death metal old school e provaram que ainda têm muito a dar. Apresentaram uma setlist repleta de clássicos, bem como uma cover da música “Dethroned Emperor”, de Celtic Frost. Na plateia instalou-se o caos, mosh, headbang e stagediving do inicio ao fim, perante aquele que foi, muito provavelmente, o melhor espetáculo da noite, tendo cumprido, e até mesmo superado, as expectativas.

Cancer foi um dos momentos mais grandiosos desta edição do HMF, mas o concerto de Desaster não ficou muito atrás. O mítico grupo alemão deu um concerto avassalador e com muita pujança, onde não faltaram alguns dos seus maiores clássicos. O ambiente de destruição começado no concerto anterior foi continuado, o que deu um outro encanto ao concerto.

A actuação dos Serrabulho foi o melhor encerramento possível para o festival. A banda entrou em palco vestida a rigor para o bailarico. Um grande ambiente de festa esteve presente do inicio ao fim, algo que já vai sendo habitual nos concertos deste grupo. Foi o momento de destruição final de um longo dia (e noite) onde o pessoal esgotou as poucas energias que lhes restavam. 

Foi mais uma edição de tremendo sucesso do já lendário Mangualde Hardmetalfest, que contou com um excelente cartaz. A nível de organização não há praticamente falhas a apontar, onde tudo esteve sempre ao mais alto nível. O ambiente foi de festa e de camaradagem, o que confere um toque ainda mais especial ao festival. Para o próximo ano há mais!

Texto por Rita Limede
Fotografia por Pedro Sales
Agradecimentos: Rocha Produções