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O Stairway Club foi o feliz contemplado ao receber, pela primeira vez em território nacional, os The Saints, uma das bandas mais conhecidas na história do punk. Juntaram-se aos australianos, os portugueses The Dirty Coal Train e Clockwork Boys, numa noite memorável dedicada ao punk e ao rock.

Ainda a sala se enchia timidamente, já os The Dirty Coal Train tinham tudo a postos para darem início à sua actuação. O casal Coltrane, ou  Beatriz Rodrigues e Ricardo Ramos para os amigos, fez-se desta vez acompanhar na bateria por Kaló, ou Carlos Mendes, que já fez parte de bandas como os Tédio Boys, 77, Wraygunn, ou Bunnyranch, e partiu assim para uma sessão de puro garage rock, tão bem praticado por este duo dinâmico. A banda começou ao som de "Dirty Shake", tema que dá também nome a um dos seus trabalhos, e estendeu-se por mais temas desse álbum, lançado em 2014, como "Enerjellybabies" ou "Queen Of The Jungle", não esquecendo o seu LP homónimo de 2013 com o berrante "Redin". Contagiado pelos ritmos frenéticos dos The Dirty Coal Train, que até então e segundo Ricardo Ramos só tinham feito um aquecimento, o público chegava-se à frente com entusiasmo, perfazendo uma sala mais composta. Aquecimento feito e a banda reservava para o final mais três temas, a saber o incendiário "Malasuerte", "Killer Brains From Venus", tema que os deu a conhecer ao mundo, e um clássico dos peruanos Los Saicos, nomeadamente "Demolición". Na crista da onda do seu garage com pitadas ocultas de surf, este trio manteve sempre uma boa interacção com aqueles que presenciaram provavelmente um dos melhores exemplos nacionais do género, e deram de certo o mote para uma boa noite de rock.

A seguir, subiam ao palco os Clockwork Boys ou, segundo o seu roadie - que literalmente pôs tudo a nu - o que restava do punk rock português. Com uma atitude punk bem vincada, a banda abriu a sua actuação com um tema social de seu nome "Casino" e, ao longo da mesma, dividiu-se entre os seus últimos álbuns de estúdio com temas como "Tenho O Diabo No Corpo", dedicado aos santinhos, porque de acordo com as palavras do vocalista Marion Cobretti "os diabinhos somos nós", "Fernando Xalana Era R'n'R", considerada a música mais fatela da banda (não sou eu que o digo; é o próprio vocalista da banda que o afirma), ou a famosa "Solta A Cobra Que Há Em Ti", arrancando inicialmente uma manifestação tímida por parte do público, embora este se tenha envolvido cada vez mais com coros e afins, à medida que a banda acelerava ao som dos seus hinos. Houve ainda tempo para um tema novo intitulado "Carne e Ossos", bem roqueiro por sinal, e mais alguns temas, antes dos Clockwork Boys se despedirem com "A Dor Passa, O Ódio Fica!" e, já sem tempo, mas respondendo ao apelo do público, "Facadas Na Noite". Apesar de uma receptividade gradual dos presentes, a apoteose final foi merecida, pois os Clockwork Boys souberam soltar a cobra nos momentos certos, mostrando felizmente que o punk rock nacional está  vivo e bem vivo.

A expectativa era grande para ver, pela primeira vez em Portugal, estes pioneiros do punk rock, embora os The Saints não assumam tal descrição, sendo possível que se deva à sonoridade que praticam actualmente, e talvez por isso tenham optado por iniciar a sua actuação com um registo mais "soft", recorrendo ao seu último álbum "King Of The Sun", lançado em 2012, com o tema homónimo, "A Million Miles Away", e "Sweet Chariot". Mas enganem-se aqueles que pensavam que estes dinossauros não tinham pedalada para voltar ao passado e mudar para um registo mais roqueiro, registo esse que os notabilizou na história da música, e que  animou ainda mais uma audiência que vibrava ao som de clássicos como "This Perfect Day" ou "Know Your Product". Com um Chris Bailey sempre bastante comunicativo e preocupado com o bem-estar do público, a banda dava provas da sua larga experiência. Bastante ovacionados e ainda com a frescura suficiente para um encore, os The Saints brindaram os presentes com o seu primeiro single, ou seja, "(I'm) Stranded", proporcionando uma atmosfera mais intimista e, para o final, reservaram mais um clássico, curiosamente "No Time", para gáudio dos espectadores.

Feitas as despedidas, fez-se também história perante um público composto por várias faixas etárias, que não perdeu a oportunidade de ver ao vivo uma das primeiras e mais influentes bandas punk.  

Texto por Bruno Porta Nova
Agradecimentos: Amazing Events