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O death metal holandês sempre nos trouxe alguns dos nomes fortes do estilo, esse é um ponto acente. No entanto, houve uma certa e determinada época em que as terras baixas estiveram em pousio como que a descansar. De uns anos para cá, têm surgido propostas novas que nos parecem remeter aos tempos áreos da cena. Uma dessas propostas é sem dúvida nenhuma os Bodyfarm, que têm tido uma boa regularidade no que diz ao lançamento de álbuns assim como à sua qualidade. "Battle Breed" é o terceiro álbum da banda e deixa à vontade aqueles que estavam indecisos em relação ao seu valor: o death metal aqui contido é de alta qualidade.

Com um forte sabor old school, verdadeiras malhas como "The Dark Age" e "Saxon Victory" dão o mote para o que promete ser (e cumpre) um grande álbum. Desde a produção que é forte e moderna mas que nunca deixa de cair aquele velho toque vintage que nos faz remeter para umas décadas no passado, em que o death metal era novo, excitante e perigoso. Essa inocência e essa frescura está muito bem representada nestas dez faixas, excluindo a intro "Hell March" da equação que não acrescenta muito. Tudo se conjuga na perfeição para se ter um grande álbum de death metal, daqueles que nos podem entusiasmar e a afirmar que se trata de um clássico.

Esses entusiasmos algumas vezes são traiçoeiros mas também devem ser valorizados porque os mesmos não acontecem por acaso. Existe aqui virtuosismo, melodia, brutalidade, peso, vozes guturais, velocidade e até groove. Fica muito pouca coisa de fora e muito pouca coisa a apontar, mesmo para aqueles que possam dizer que a originalidade presente em "Battle Breed" é zero ou abaixo de zero. Será que a originalidade é um factor tão importante que se deva colocar algo de parte mesmo quando esse algo é bem sucedido naquilo que se propõe? De certeza que não.


Nota: 8.5/10

Review por Fernando Ferreira