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Thin Lizzy é um dos grandes nomes icónicos do hard rock mundial, uma carreira que infelizmente nunca chegou a atingir o sucesso que deveria ter atingido, em grande parte devido ao desaparecimento da sua alma, Phil Lynnot. A par de outras bandas que findaram cedo demais perante a criatividade que ainda tinham para dar à música e aos seus fãs, é um legado que insiste em continuar a viver e os Black Star Riders é isso mesmo. A continuação de um legado que se recusa a morrer. Pela primeira vez no nosso país e com um álbum excelente às costas, o segundo da carreira da banda e sem contar com o tal legado na bagagem, era razão mais que suficiente para que este concerto se tornasse imperdível. 

Infelizmente, não foi um grande número de pessoas que sentiu o mesmo apelo e a sala pareceu estar desoladoramente vazia quando a primeira banda da noite subiu ao palco. Os The Weyers chegam-nos da Suiça, a promover o seu primeiro álbum e foram um exemplo de profissionalismo. Um duo que encheu a sala e os espaços vazios. Com um som estupidamente alto, o rock energético e cheio de groove agarrou o público desde o primeiro instante. É difícil de apontar influências e comparações embora nomes como Muse, The Royal Blood e The White Stripes sejam obrigatórios. Do rock ao blues mas sempre com uma roupagem muito própria, a banda levou o Paradise Garage ao rubro, seja pelo feeling de um "The Heart Of All Things" seja pela energia contagiante de um "Big Mouth", tema que abriu o concerto, ou de um "The Wires", mas foi com um "Beep, Beep, Beep" e "The Changeling" que a banda realmente virou o Paradise Garage do avesso.

Após uma rápida mudança de palco, seria a vez dos gregos 4Bitten subirem ao palco. Apesar de haver mais algumas pessoas na assistência, não muitas mais, os níveis de entusiasmo reduziram significativamente. Não que os 4Bitten fossem uma banda inexperiente (estão a promover o terceiro álbum entitulado "Rewind & Erase") ou o seu som intragável. O seu hard'n'heavy musculado tem muitas qualidades, no entanto ficou-se com a sensação que, apesar de todo o entusiasmo genuíno em cima do palco, faltava qualquer coisa. Ainda assim, a energia de temas como "Die In Vain", "Save My Soul", "Pull Me In" e o tema título do recente trabalho marcaram pela positiva a prestação dos gregos na sua estreia em Portugal.

Por falar em estreia, era a vez dos Black Star Riders subirem ao palco e com uma casa já melhor composta, mas ainda despida para a lição de hard rock que iria ser dada. O início com "Bloodshot" e logo de seguida "Jailbreak" revelou logo a tendência da noite - as atenções divididas entre alguns clássicos de Thin Lizzy e o material dos dois álbuns. Tal como já haviamos dito na ocasião da revisão do álbum "The Killer Instinct" que está a ser promovido pela banda, a diferença entre o legado da mítica banda irlandesa e esta nova encarnação é praticamente nula, até mesmo no timbre de Ricky Warwick. Temas como "Finest Hour", "Soldierstown", "Hoodoo Voodoo" e "Kingdom Of The Lost" funcionaram muito bem ao lado de outros incontornáveis como "Emerald", "Rosalie" (original de Bob Seger), "The Boys Are Back In Town" e "Whiskey In The Jar" que encerrou a noite.

A presença do vocalista em palco é tudo aquilo que uma banda deste género precisa. Comunicativo, energético, a dar uma perninha de vez em quando na guitarra, ficando a banda com um ataque triplo nas guitarras e com a voz sempre a roçar a perfeição, foi sem dúvida uma das razões do grande sucesso da banda ao vivo. A restante banda também esteve ao seu melhor nível, com os dois guitarristas a terem prestações irrepreensíveis enquanto ritmicamente, embora mais discretos mas com uma solidez inabalável. A uma certa altura a banda parecia um comboio de alta velocidade, sem dar indicações de abrandar, a tocar tema atrás de tema sem hipótese de se respirar. A comunicação com o público sofreu com isso, mas este não se mostrou nada aborrecido. Foi uma noite mágica, à antiga, com uma assitência bastante variada mas onde era possível ver muitas pessoas da velha guarda que rockaram como se não houvesse amanhã. Aliás, como todos os outros presentes.
Texto por Fernando Ferreira
Fotografias em breve!
Agradecimentos: Everything Is New