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O InLive Caffe na Moita foi o feliz contemplado com o Warm Up do festival Moita Metal Fest do próximo ano, que contará mais uma vez com bandas de peso, como é o caso dos já anunciados Dew Scented que fizeram também parte deste evento. Juntamente com os trashers alemães, tivemos os portugueses BurnDamage, Bleeding Display e Switchtense.

Para iniciarmos mais uma sessão de fisioterapia, e numa sala quase cheia, recebemos os renovados BurnDamage. Depois de um audível "boa noite, Moita!" por parte da pequena Inês, mas com um vozeirão de fazer inveja a muitos/as vocalistas, a banda tomou de assalto o InLive Caffe ao som de "Reborn" e nunca mais desacelerou. À medida que o concerto avançava, ficámos também a saber que o álbum de estreia dos BurnDamage terá o nome de "Age Of Vultures", já que fomos brindados com esse tema cheio de groove, mas também com outras novidades como "Slaughterhouse of Cowards" ou "Four Little Pigs". Curvada e com o seu ar intimidante, Inês fitava a plateia e puxava por ela, sempre correspondida com aplausos ferverosos. A banda despediu-se com "Total Chaos" e se o objectivo era o caos total, podemos dizer que os BurnDamage deram um bom incentivo a isso. Quanto ao aquecimento para os restantes grupos, podemos dizer que foi quase "Burn Them All". No geral, estivemos na presença de um quarteto que cresce a olhos vistos e que nos deixa curiosos quanto ao que podem trazer de novo com o seu álbum de estreia.

Os Bleeding Display estavam prontos para a carnificina - a ver pelo seu vocalista que subiu ao palco munido de um machado - e a audiência também estava pronta para quase uma hora de puro death metal. A banda de Lisboa espalhou o seu grind com temas como "Refinement of Evil" ou "Blood Cult", e até voltou atrás no tempo com "Beyond Flesh" e "Lost Soul", enquanto o público assistia bastante animado à devastação. Já perto do final da actuação e para se juntar à sangradura, subiu ao palco a vocalista Inês dos BurnDamage para cantar juntamente com o Sérgio aquele que é o último tema do álbum "Deviance", ou seja, "Remains To Be Seen". Tudo visto e mais um concerto portentoso cheio de atitude por parte de um dos melhores exemplos do death metal português. Pelo menos, em termos de longevidade, já ficam a ganhar!

A terceira actuação ficaria a cargo dos Switchtense, organizadores do Moita Metal Fest e deste Warm Up, e por isso a tocar perante o seu público mais fiel, público esse que acompanhou sempre a pedalada da banda, entoando temas já bastante conhecidos como "Face Off" ou "Into The Words Of Chaos", ao mesmo tempo que aumentavam os circle-pits e o crowdsurf. Talvez por isso lhe tenha sido dedicado o tema "Unbreakable", dado ter sido reconhecido o mérito desta crew que acompanha há muito estes metaleiros com atitude punk, e porque segundo o vocalista Hugo Andrade, "gente feliz, faz-nos felizes". Na segunda metade do concerto, e por mais que se quisesse, não havia tempo para o descanso, portanto seguimos com mais ritmos alucinantes como "The Legacy Of Hate", tema tocado pela primeira vez ao vivo e que contou com a participação de Leif Jensen, vocalista dos Dew Scented. É sabido que os Switchtense preparam um novo álbum e que já andam a partilhar algumas malhas novas, desta feita "Super Fucking Mainstream", tema dedicado à indústria musical e aos seus podres e, por fim, bastante ovacionado. Depois de ter contaminado todo um espaço com a sua sonoridade pesada e empolgante, a banda despediu-se com "Infected Blood", dando seguidamente lugar à merecida apoteose. Os Switchtense conseguiram dar mais uma boa réplica, estando o público à altura e agora completamente preparado para o que vinha a seguir.

Seguiam-se finalmente os Dew Scented que estavam de passagem por Portugal para duas datas, concretamente na Moita e em Coimbra no Mosher Fest. Para além do melhor thrash que se pratica na Europa, a banda alemã trouxe também o seu último álbum, lançado no Verão passado, portanto ainda fresquinho. E foi com base no "Intermination" que a banda fez a sua actuação, mas não só. Os Dew Scented estavam não só presentes para dar a conhecer temas novos, mas também para avivar memórias e, acima de tudo, proporcionar uma boa hora de peso. Malhas como "On a Collision Course", "Scars of Creation" ou "Means to an End" - dedicada ao vocalista dos Switchtense - fizeram as delícias dos ouvidos de muitos, mas a banda deu também destaque a álbuns antigos, e sobejamente conhecidos, como "Impact" de 2003, tocando temas como "Soul Poison" e "New Found Pain", este para os "maníacos de Slayer", e "Icarus" de 2012, com temas como "Sworn to Obey" e "Storm 
Within". A excepção foi o tema "Turn to Ash" do álbum "Issue VI", lançado em 2005. À medida que a banda repercutia estes bons exemplos do death e do thrash metal, multiplicavam-se os circle-pits, só intercalados com um Leif Jensen sempre bastante comunicativo. Depois dos últimos acordes de "Radiation Sickness", uma versão dos norte-americanos Repulsion, estava  dado como terminado o concerto, mas eis que, já a meio de um sorteio de bilhetes para a Deathcrusher Tour, ouviu-se uma voz cavernosa a anunciar que havia tempo para mais uma malha. Leif Jensen anunciava que os Dew Scented despedir-se-iam finalmente com um tema dedicado a estes tempos de celeuma religiosa, ou seja, "Thrown to the Lions", inclusive bastante aplaudido. A banda deixou um bom cartão de visita, principalmente para aqueles que marcarão presença no Moita Metal Fest do próximo ano e, a par das outras bandas, realizaram de facto um excelente aquecimento. Resta-nos dizer, até para o ano!

Texto por Bruno Porta Nova
Agradecimentos: Switchtense