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O conclave havia sido marcado com meses de antecedência, e desde o primeiro momento se percebeu que os devotos acólitos de Ghost marcariam presença em grande número nas duas sessões agendadas da “Black to the Future Tour”. No Paradise Garage, em Lisboa, uma fila enorme à porta transformou-se numa casa cheia como um ovo, aguardando de forma entusiasta e efusiva pela estreia de Papa Emeritus e os seus Nameless Ghouls na capital (a nível nacional a estreia ocorrera na noite anterior, no Porto). Para ajudar os suecos a compor a noite, coube aos Dead Soul (oriundos do mesmo país) emprestar uma dose de música industrial.

Uma parceria a dois entre o blues e a música electrónica, que ao vivo se apresentou a três, envolvidos por toda uma componente industrial a dar-lhes corpo, subiu ao palco de Alcântara com a árdua tarefa de, por momentos, absorver as atenções de todos. Com apenas dois álbuns a preencherem o seu caminho até aqui – o segundo dos quais “The Sheltering Sky” bem recente! - a banda aproveitou a oportunidade para tocar e apresentar temas de ambos os registos de forma equilibrada e justa. Sempre com qualquer coisa de Nine Inch Nails no ar, a voz de Anders Landelius foi levando a alma dos Dead Soul até à plateia, mas ao mesmo tempo mantendo-a distante e solitária de certa forma. Embalados pelos frenéticos acordes de guitarra e a melancolia do blues, dispararam para uma actuação positiva e eficiente no que à recolha de novos fãs diz respeito!

Qual Praça de São Pedro, centenas de olhares apontavam para o altar aguardando a bênção de Papa Emeritus III. Uma longa Intro intensificava a expectativa. Com a subida ao palco dos incógnitos Nameless Ghouls, finalmente fumo branco! Podíamos ter gritado “Habemus Papam”, mas o refrão de “Spirit”, tema de abertura, era bem mais interessante de entoar! Mais do que um vocalista, estávamos perante um verdadeiro frontman, um espectáculo dentro do espectáculo, uma personalidade com um carisma à parte e especial: a voz calma com que dirige a missa, o humor com que a enegrece, os gestos de maestro que ditam o ritmo do ritual. Juntando esse lado cénico à categoria dos músicos que o rodeiam, em perfeita harmonia, noites como aquela acontecem. A banda contou, felizmente, com um som de bom nível permitindo que todos os detalhes das suas composições fossem perceptíveis. As súbitas passagens metálicas e musculadas para refrões melódicos a roçarem o pop dos Beatles, ao vivo ganham toda uma dimensão e obrigam muito naturalmente a uma simbiose muito especial entre banda e fãs (que durante setenta e cinco minutos não deram tréguas às cordas vocais!). A temas como “He Is”, “Cirice” ou “From the Pinnacle to the Pit” do recente «Meliora», juntaram-se visitas vitoriosas aos dois álbuns anteriores. Momentos como “Body and Blood”, com duas digníssimas freiras a apimentarem uma condenável imaginação, “Ritual”, “Year Zero” ou “Per Aspera Ad Inferi” conferiram ao set níveis a roçar o estratosférico. Os orgasmos múltiplos por Satanás, esses, ficaram mesmo reservados para o encore, onde “Monstrance Clock” serviu de despedida. Não foi tão curto quanto pareceu. Mas pareceu curto, de facto. Até breve, fantasma. Santificado seja o vosso nome.


Texto por Carlos Fonte
Fotografias por Joana Martins
Agradecimentos: Prime Artists