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Uma das bandas clássicas do thrash metal alemão está de volta para o seu quarto álbum. Após dois álbuns clássicos lançados na segunda metade da década de oitenta, a banda cessou funções no início da década de noventa, voltando à activa em 2008. Com um último álbum lançado em 2012, é em 2016 que veremos “The Raging Tides” disponível. E o que é que poderemos esperar deste trabalho? Thrash metal de classe, claro está, com o carimbo germânico (mas não muito acentuado – já lá vamos) e com tudo o de bom, mau e óptimo que isso implica.

O que é bom é que temos dez faixas de thrash metal full throttle, sem contemplações e sem grandes paragens. O que é mau é que por vezes sente-se muito a falta de dinâmica, no entanto, o que é óptimo é que tendo apenas trinta e cinco minutos, este trabalho dá-se a esse luxo de seguir a sua linha orientadora, soar coeso e forte do início ao fim e não cansar. Apesar da abordagem ser bem directa, temas  como o título que abre o álbum, “Sacred Defense” ou “There Will Always Be Blood” não são propriamente básicos e há um interessante equilíbrio entre a vertente técnica e o lado mais bruto do thrash metal.

É essa a fórmula de sucesso de “The Raging Tides” e é essa a razão que faz com que este álbum, mesmo não sendo um prodígio do género, se torna tão agradável tanto à primeira audição, como vai cimentando a sua posição passagem após passagem. Tal como afirmámos no primeiro parágrafo, a sua identidade tipicamente alemã dilui-se com um certo espírito old school mais próprio do outro lado do Atlântico e esse é mais um dos seus bons argumentos. Podemos ver que é um bom presságio para o novo ano, que abre logo com um álbum thrash clássico desta força.


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira