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Até se pode julgar que a França será dos últimos locais para se ter stoner rock de jeito mas o que é certo é que a cena francesa tem-nos dado bons nomes ultimamente e os Rab são mais uns a juntar ao grupo, embora tenha que se dizer que a banda não é propriamente daquelas que segue à risca os predicados deste ou daquele estilo. O que se sente aqui é feeling rock a rodos que é impossível que não contagie quem toma contacto com ele. Poderá parecer exagero mas experimentem a ouvir a “Gay Killer” sem bater o pé. É rigorosamente impossível. Tal como é impossível não cantarolar a melodia que é entoada a meio.

É um álbum, que no seu geral, se assume como um conjunto de grandes malhas rock São quase quarenta e cinco minutos que passam num instante. Malhões como “70 Virgin Girl”, “Friend Of Mine” e “Good Old Days” são absolutamente contagiantes, com um groove invejável. A promoção saudável da boa disposição através do rock é algo que deve ser valorizado e aqui não faltam bons exemplos. No entanto, nem tudo são rosas, existe aqui uma escorregadela outra onde as coisas não resultam bem, como é o caso da algo esquisita (mas intensa) “The Genius Of The Crowd” que quebra com o espírito de puro feeling rock que o álbum tem, quebra essa que felizmente consegue recuperar-se sem problemas com a sequência final de músicas.

Numa altura em que vemos tantos debates acerca da continuidade do rock quando todas as grandes lendas estão a envelhecer e/ou desaparecer, são bandas como os Rab que nos asseguram a tranquilidade em relação ao futuro. Com alguns retoques a dar, que fazem parte do processo de crescimento, este segundo álbum mostra a banda coesa, energética e pronta a dar um grande salto no álbum seguinte. Simples mas eficaz, é este a prova que o rock nunca morrerá.


Nota: 7.5/10

Review por Fernando Ferreira