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Nada como um pouco de música experimental para abrir o apetite, principalmente música experimental que tem como objectivo de angariar fundos para a caridade – que neste caso é a propósito da tragédia ocorrida no Club Collectiv, em Bucareste, Roménia, um fogo que vitimou 63 pessoas e feriu 148. Então todos os downloads digitais que foram feitos na página de bandcamp do artista foram doadas às vítimas e às suas famílias, já que a campanha acabou a 27 de Novembro do passado ano. A Avantgarde Music, sempre atenta, trata então agora de lançar o projecto fisicamente num digipack A5, tendo no entanto o mesmo final: todos os lucros serão revertidos à mesma fundação citada atrás.

Vamos lá então à música. “The Quest For A Morning Star” são sete músicas instrumentais que não se podem inserir facilmente num só movimento – daí que preguiçosos como nós lhe chamemos música experimental – mas que têm tudo para agradar aos amantes de pós-rock, ambient e até algum doom. Apesar de Chioreanu estar mais ligado ao trabalho gráfico de bandas como Napalm Death, Darkthrone, Mayhem, Artcturus, At The Gates, Ulver e Arch Enemy, entre muitos outros, a eficácia com que este conjunto de temas atinge o ouvinte é impressionante. A beber muitas influências a certo espírito cinematográfico, este seria um trabalho que não ficaria nada deslocado como banda sonora de um qualquer thriller, já que a forma como temas como “Phanthasma And The Midnight” e “A Storm Shall Take The Words Away” colocam uma agradável de pressão e claustrofobia sobre o ouvinte – agradável para quem aprecia este tipo de coisas claro.

O talento de Chioreanu não está sozinho nesta demanda, já que teve a ajuda de Rune Eriksen (ex-Mayhem e actual Aura Noir e Twilight Of The Gods) na composição, ele que também participa na banda sendo responsável pelas guitarras, efeitos e piano. A banda é completada com o próprio Costin Chioreanu nas guitarras, efeitos, percussão e piano, Andrei Ionut no baixo e Tudor Diaconescu no violino. Isto para as primeiras três faixas. As faixas “Ilhwaz” e já citada “A Storm Shall Take The Words Away” são da autoria de Chioreanu e foram tocadas pelo próprio. Na “Outside The Great Circle” é quando temos a participação assombrosa de Attila Csihar (Mayhem) na voz a par de David Tibet, igualmente na voz, Mirai Kwashima (dos Sigh) nos teclados, Kimmo Helen (dos Hexvessel) nos violinos e efeitos, sendo que a última, “Portals” é, novamente, da inteira responsabilidade de Costin Chioreanu.

É um trabalho surpreendentemente viciante que acaba por fisgar a atenção mesmo que não se esteja muito presente na audição. Sabendo que foi música feita sem grande expectativa e finalidade (reunida agora pelo motivo que já foi referido), dá que pensar que mais música deste calibre o artista não tem para lá guardado numa gaveta qualquer. Não se perdia nada em que a mesma viesse ao de cimo. Nada mesmo.


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira