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Misturar o metal com música clássico ao vivo, definitivamente não é para todos. Com dois estilos musicais tão intensos e complexos, é normal que quando feito de forma errada, um perca relevância em detrimento do outro, tornando uma experiência que deveria ser a todos os níveis grandiosa, em algo sonoramente decepcionante. Talvez por isso, coletivos como Blind Guardian ou Nightwish, conhecidos pela sobriedade e sapiência dos seus integrantes, tenham sempre recusado (para já) entrarem num projeto dessa magnitude, por mais sinfónica e orquestral que a sua música seja.

Esperava-se que essa sapiência também tivesse acompanhado os Paradise Lost, mas infelizmente não é o caso. E daí vai que lançam "Symphony for the Lost", uma edição que junta a banda com a Orchestra of State Opera Plovdiv e o Rodna Pesen Choir em concerto. Este lançamento conta ainda com uma segunda parte apenas com os Paradise Lost ao vivo. Essencialmente a grande conclusão que se pode tirar de "Symphony for the Lost", é que a banda de Hallifax, apesar da sua já longa carreira de 28 anos, ainda não estava preparada para um evento deste calibre.

E poderia ter sido algo tão bonito, tendo em conta o potencial melódico e intenso que comporta a discografia dos Paradise Lost. Desde logo o setlist, não sendo especialmente decepcionante apresenta-se algo desconexo. Começando com temas mais “suaves” e acabando nos mais pesados ou enérgicos, a banda parece ter querido dar a ideia de um crescendo, porém muito atribulado e pouco dinâmico, a que se junta também uma falta de pujança em temas como "Gothic" ou "Soul Courageous" (será que Aaron Aedy também lá estava?). Em "Joys Of The Emptiness", a coisa é de tal forma confusa que em algumas partes se torna numa cacofonia estridente. 

Se calhar, faria mais sentido pegar nos bons exemplos do disco e extrapola-los para o resto do mesmo. Em "Victims of the Past" por exemplo, conseguem fazer exemplarmente o contraste entre a força do metal e a melodia da orquestra, como antes já fizeram os Metallica ou Epica, num tema que, curiosamente era ainda um blue print na altura desta gravação. Por outro lado, em "Your own Reallity" poderemos apreciar a subtileza da música dos Paradise Lost, e imaginar como seria a mesma em formato totalmente sinfónico, sem recurso a instrumentos de metal e utilizando por exemplo coros, em detrimento da voz de Nick Holmes, cuja prestação ao longo do disco chega a ser penosa por vezes.

Quanto ao concerto do segundo disco, já sem orquestra, nem vale a pena tecer grandes comentários. Decididamente já não há paciência para algumas músicas de Paradise Lost. É incrível como uma banda com 13 discos, cada um repleto de grandes temas (incluindo "Host" e "Believe in Nothing") continua a insistir sempre nos mesmos, acabando por ser os algo óbvios "Isolate" ou "Faith Devides us Death Unites Us", as grandes surpresas da noite.

Em suma, como experiência "Symphony for the Lost" falha redondamente, mas como lançamento, salvas certas exceções, acaba por ser agradável. Afinal de contas falamos de Paradise Lost e alguns destes temas continuam a ser mágicos.

Nota:
6/10


Review por António Salazar Antunes