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Teremos que confessar que apesar de ser uma banda de culto da música moderna norte-americana, os Prong nunca conseguiram reunir muitos consensos, fruto talvez de uma passagem de uma sonoridade mais crossover para uma mais industrial, onde “Cleansing” e “Rude Awakening” foram os momento mais marcantes dessa segunda era. A carreira da banda tornou-se algo irregular tanto a nível de qualidade como de regularidade, em grande parte devido à participação de Tommy Victor, o seu principal estratega, nos Danzig (onde ainda está) e nos Ministry.

No entanto nos últimos anos parece que estão a tentar recuperar o tempo perdido, sendo o terceiro álbum desde 2014. Não é isso que impressiona, todavia, é mesmo a potência com que o mesmo surge. Pesadões e com a produção bem poderosa a condizer, temos aqui um belo álbum, isto para os padrões de quem achava que a banda era algo aborrecida. Claro que para estes, haverão sempre alguns problemas já que a banda não surge aqui com outra identidade. Não, continua a ser Prong, a diferença é que as coisas estão apenas um pouco mais interessantes.

Existem escorregadelas na forma da “Do Nothing” que é uma excelente música para passar na rádio, melhor que outras como a “Belief System”,mas que acaba por soar deslocada aqui neste conjunto de músicas. A potência, no entanto, também acaba por não ser tudo na vida e neste caso, faltaria alguma consistência, ainda assim, para os fãs da banda, acabamos por ter um bom álbum. Para todos os outros, para quem tinha problemas com eles, talvez a produção e a potência deste trabalho os consiga a pensar por momentos que algo mudou, mas não são necessárias muitas audições para perceber que a essência é a mesma. O saldo no meio disto tudo é positivo


Nota: 7/10

Review por Fernando Ferreira