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Os Royal Hunt são uma das grandes bandas de metal da Dinamarca, histórica até, rivalizando com nomes clássicos do país no seu género específico onde se inserem, ou seja, se os Mercyful Fate são uma referência no heavy metal tradicional, os Artillery no thrash, os Royal Hunt são o grande nome do metal progressivo. Um dos momentos altos da carreira da banda dinamarquesa foi o álbum de 1997 “Paradox” e mesmo quase vinte anos depois, a importância deste momento na história dos Royal Hunt ainda se revela como fundamental.

D.C. Cooper foi o vocalista que ficou associado ao melhor momento da banda, pelo menos para muitos fãs, e desde que regressou à banda em 2011, têm havido uma estabilidade qualitativa que é de assinalar. O mais recente trabalho da banda, “Devil’s Dozen” é um bom álbum, pelo que não deixa de ser estranho verificar que a banda aposta em recriar, mais uma vez, um álbum (clássico, é certo) antigo do que propriamente apostar naquele que é o seu esforço mais recente. De qualquer forma, a limpeza cristalina do som da banda continua presente – pureza essa que por vezes até irrita, mas é sem dúvida uma das características da banda – assim como a prestação imaculada e sem falhas de todos os membros sem excepção.

Além do álbum que surge repartido pelos dois discos que compõem este trabalho – uma outra opção estranha, temos ainda visitas cirúrgicas a outros trabalhos sendo eles “The Mission” com o tema título, “Show Me How To Live” com o “Half Past Loneliness”, “A Life To Die For” com o tema título e do último álbum de originais, “May You Never (Walk Alone)”. Não há nada a apontar a este lançamento, já que o mesmo beira a perfeição em todos os aspectos. O único problema é mesmo a motivação por trás do mesmo. É certo que a banda já não lança nada há cerca de dez anos, mas não seria preferível lançar algo que reflectisse toda a carreira da banda? É uma questão aberta a debate mas que acaba por minorar o impacto de “Cargo”.


Nota: 7/10

Review por Fernando Ferreira