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Credo! Pelo início de "Wasim" pensávamos que estávamos a ouvir demos dos Korn do início da sua carreira, mas não são apenas os noruegueses Grind Fortune que são mais uns que gostam das dissonâncias barulhentas. Justiça seja feita, tomara aos Korn soar assim tão ameaçadores e pontentes como eles. Pela conversa, já podem ter uma ideia daquilo que os espera aqui: dissonâncias, gritaria em forma de cantoria ou cantoria em forma de gritaria e sobretudo estruturas repetitivamente estranhas e arraçadas de jazz, algo que nos faz lembrar os seus compatriotas, Shinning.

A banda atinge a marca do quarto álbum e apresenta aqui algo que os seus fãs vão certamente delirar, já que o mesmo tem a força necessária para competir lado a lado com os anteriores trabalhos, e, já agora, com qualquer outra banda. A esquisitice que temos aqui poderá certamente afastar todos os que gostam de coisas mais tradicionais e nós, confessamos, sendo avessos a essa mania de colocar dissonâncias na música, temos alguma dificuldade em conseguir apreciar totalmente este trabalho. No entanto, o que é claro é que há aqui muito mais do que simples dissonâncias.

Este trabalho é como se fosse um cubo mágico, ao qual temos que dedicar muito tempo e energia mental para o construir. Só que aqui trata-se mais de um exercício de desconstrução. É um álbum que vai crescendo aos poucos e que vai apresentando diferentes texturas e detalhes conforme as audições se vão sucedendo. O problema é mesmo a parte da paciência, que poderá falhar quando queremos apenas algo mais simples. Desafiante mas não totalmente bem sucedido nos desafios que apresentam, temos aqui um bom teste para aqueles que se julgam ecléticos. Mais simples do que parece mas mais complexo do que depois julgamos.

Nota: 6.8/10

Review por Fernando Ferreira