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O segundo trabalho é sempre mais complicado, há menos tempo para preparar os temas, a pressão é real. Mas no caso dos portuenses Blame Zeus, o segundo disco quase acabou com a banda. A Metal Imperiun foi perceber como tudo aconteceu.


M.I. -Uma longa história se passou entre o primeiro e o segundo disco. Podes resumir?

Desde que o “Identity” saiu, tem sido uma montanha russa. Tivemos a grande honra de fazer uma tour nacional com R. A. M. P. e Skinning, no final de 2014; 2015 foi para promover o disco o mais possível ao vivo, até que fomos forçados a fazer uma pausa em Março de 2016, devido à saída de 3 elementos da banda, depois de abrirmos para Heavenwood, no lançamento do seu último disco, na sala 1 do Hard Club. No restante ano de 2016 refizemos o lineup, compusemos e gravámos “Theory of Perception”, que foi lançado no passado dia 4 de Março.


M.I. - Como foi isso de perder mais de metade da formação, quando o grupo já estava tão lançado em termos de popularidade?

Foi difícil, não só por perdermos metade da formação, mas porque isso nos obrigou a estar fora dos palcos durante um ano. Senti que alguns fãs se afastaram ou perderam interesse, mas também recuperamos contactos e ganhámos muitos novos fãs, com uma grande “lealdade” à banda, pelos quais somos e seremos sempre muito gratos. As coisas são mesmo assim, há fases menos boas na história de uma banda, mas se essa banda se mantiver fiel aos seus princípios e objectivos, e tratar os fãs com o respeito e atenção que eles merecem, as coisas vão sempre correr pelo melhor.


M.I. - Quem são os novos elementos? Como os conheceram?

Os novos elementos são o Paulo Silva e o Tiago Lascasas, nas guitarras, e o Celso Oliveira no baixo. O primeiro a ser convidado para a banda foi o Paulo, que já conhecíamos de um projecto anterior chamado inNOsense. Ele foi, aliás, amigo de infância do Ricardo. O Tiago foi-me indicado por uma ex-colega de trabalho, há muito tempo atrás, e quando precisamos lembrei-me dessa referência. O Celso foi sugerido por um amigo em comum, que também é baixista. 


M.I. - Este disco é mais melódico, mas ao vivo, combina-se com velhos temas e resulta num set mais pesado. Foi pensado assim?

Eu penso que não, as composições foram-se desenrolando e fomo-nos apercebendo disso. A versatilidade de podermos dar concertos pesados ou mais intimistas, consoante o evento, é sempre um ponto a nosso favor. As únicas directrizes principais que tivemos ao compor foram que deveriam ser canções, com uma estrutura mais directa, e que a voz fosse o centro da música; talvez por isso “Theory of Perception” seja mais melódico, pois construíram-se grande parte das linhas à volta ou a partir da melodia vocal.


M.I. - As tuas letras têm sempre muito de ti, neste caso reflectem um período duro e complicado. Foram um exorcismo?

Não penso muito em exorcizar o que me acontece, mas mais em aceitar e fundir-me com isso. Torna-me mais forte, pegar em coisas más que me acontecem ou sobre as quais reflicto e transformá-las em algo meu. As letras que escrevo são um espelho, são aquilo que me sai de mais profundo e autêntico… não sei escrever de outra forma. Não sei inventar. 


M.I. - Olho para o tempo entre os dois trabalhos, todas as adversidades e acho que até se passou pouco tempo face a tudo isso. Tudo o que correu mal, acabou a servir de energia para começar de novo?

Claro que sim, em grande parte serviu de inspiração para o álbum novo. Passou pouco tempo porque nós não desistimos, continuamos sempre a batalhar para fazer as coisas acontecerem, mantivemo-nos firmes nas nossas convicções e pusemos mãos ao trabalho. Foi sofrido, e houve momentos mais desesperantes mas, agora com o álbum cá fora e a banda tão unida, a expressão “há males que vêm por bem” assenta que nem uma luva!


M.I. - Depois dos lançamentos no Porto e Lisboa, qual o balanço?

Tentando observar as coisas de uma forma imparcial, o que nem sempre é possível mas tenta-se – as conclusões que tiramos é que na opinião pública geral este álbum é um passo em frente, que os fãs ainda apreciam mais o nosso trabalho, apesar do mau ano de 2016, e que, concerto a concerto, vamos conhecendo mais e mais pessoas que consideram Blame Zeus uma banda a seguir e a apoiar. Portanto, tudo a correr muito bem.


M.I. - E agora, como vai ser em termos de datas?

A próxima saída que temos é no dia 28 de abril, no Cave 45, com Braveheart, do Brasil, e Killadelphia. Regressamos a Lisboa dia 20 de maio, no RCA, numa produção da Notredame Productions. Dia 26 de maio voltamos a tocar em casa, no Metalpoint, e dia 3 de junho visitamos uma casa nova para nós, a Sociedade Harmonia Eborense. Temos algumas datas em negociação para o Verão, mas nada de concreto, para já.


M.I. - Como se está a proceder a edição do disco? Penso que criaram o vosso próprio selo, certo? 

Sim, fizemos uma edição de autor, com exemplares físicos em jewelcase, que já se encontram à venda no nosso bandcamp – blamezeus.bandcamp.com – na Piranha e na Bunker Store, e digital, que podem encontrar em todas as grandes distribuidoras de música online.


M.I. - Dás aulas de canto, compões, integras Blame Zeus com o teu marido, arranjas tempo para promoção, gerir todas aquelas coisas à volta de um grupo. Como consegues tudo isso?

Adoro o que faço. Além de ser afortunada e ganhar a vida a dar aulas de canto, todos os dias, sem excepção, faço alguma coisa para a banda, seja mandar emails, pesquisar, telefonar, compor, escrever, etc. Assumi que tenho dois cargos na banda: antes de mais músico, e depois manager. Sei que sem dedicação nada se faz e, sinceramente, não me custa nada porque adoro. Também posso contar com a ajuda e colaboração dos restantes membros, apesar de terem uma carga horária maior do que a minha nos seus empregos.


Entrevista por Emanuel Ferreira