• Facebook
  • Myspace
  • Twitter
  • Google+

Total Pageviews

Reviews Mais Recentes


Amorphis - Queen of Time


Ghost - Prequelle


Angelus Apatrida - Cabaret de la Guillotine


Bleed From Within - Era


Painted Black - Raging Light


Necrobode - Metal Negro da Morte


Pestilence - Hadeon


Tortharry - Sinister Species


Inframonolithium - Mysterium


Somali Yacht Club - The Sea


Dallian - Automata


Candidata-te

A Metal Imperium encontra-se a recrutar colaboradores para redação de notícias, reviews de álbuns ou entrevistas a bandas.

Quem quiser fazer parte desta equipa poderá candidatar-se contactando-nos por email: metalimperium@gmail.com



Concertos em Destaque

Tradutor

Entrevistas Mais Recentes



































Ghost estreiam duas novas músicas ao vivo

Os Ghost fizeram um inicio "oficioso" da sua próxima digressão mundial no "The Roxy", em Hollywood, Los Angeles, e presentearam os fãs que(...)

Roy Khan confessa que sair dos Kamelot foi a "melhor decisão" que alguma vez tomou

Roy Sætre Khantatat, conhecido como Roy Khan, ou mais conhecido como o antigo vocalista dos Kamelot, falou à italiana SpazioRock (...)

Epica lançam vídeo para “Universal Love Squad”

Os holandeses lançaram recentemente o vídeo para a canção “Universal Love Squad”, sendo possível visualizar o mesmo (...)

Morbid Angel disponibilizam novo vídeo

A banda de death metal Morbid Angel divulgou recentemente um novo vídeo para o tema "Garden Of Disdain", pertencente ao mais recente álbum, "Kingdoms Disdained". (...)

Alice In Chains lançam vídeo para novo single

"The One You Know" é o novo single dos Alice In Chains, que pode ser ouvido no vídeo acima. A faixa faz parte do próximo álbum da banda, (...)

O segundo trabalho é sempre mais complicado, há menos tempo para preparar os temas, a pressão é real. Mas no caso dos portuenses Blame Zeus, o segundo disco quase acabou com a banda. A Metal Imperiun foi perceber como tudo aconteceu.


M.I. -Uma longa história se passou entre o primeiro e o segundo disco. Podes resumir?

Desde que o “Identity” saiu, tem sido uma montanha russa. Tivemos a grande honra de fazer uma tour nacional com R. A. M. P. e Skinning, no final de 2014; 2015 foi para promover o disco o mais possível ao vivo, até que fomos forçados a fazer uma pausa em Março de 2016, devido à saída de 3 elementos da banda, depois de abrirmos para Heavenwood, no lançamento do seu último disco, na sala 1 do Hard Club. No restante ano de 2016 refizemos o lineup, compusemos e gravámos “Theory of Perception”, que foi lançado no passado dia 4 de Março.


M.I. - Como foi isso de perder mais de metade da formação, quando o grupo já estava tão lançado em termos de popularidade?

Foi difícil, não só por perdermos metade da formação, mas porque isso nos obrigou a estar fora dos palcos durante um ano. Senti que alguns fãs se afastaram ou perderam interesse, mas também recuperamos contactos e ganhámos muitos novos fãs, com uma grande “lealdade” à banda, pelos quais somos e seremos sempre muito gratos. As coisas são mesmo assim, há fases menos boas na história de uma banda, mas se essa banda se mantiver fiel aos seus princípios e objectivos, e tratar os fãs com o respeito e atenção que eles merecem, as coisas vão sempre correr pelo melhor.


M.I. - Quem são os novos elementos? Como os conheceram?

Os novos elementos são o Paulo Silva e o Tiago Lascasas, nas guitarras, e o Celso Oliveira no baixo. O primeiro a ser convidado para a banda foi o Paulo, que já conhecíamos de um projecto anterior chamado inNOsense. Ele foi, aliás, amigo de infância do Ricardo. O Tiago foi-me indicado por uma ex-colega de trabalho, há muito tempo atrás, e quando precisamos lembrei-me dessa referência. O Celso foi sugerido por um amigo em comum, que também é baixista. 


M.I. - Este disco é mais melódico, mas ao vivo, combina-se com velhos temas e resulta num set mais pesado. Foi pensado assim?

Eu penso que não, as composições foram-se desenrolando e fomo-nos apercebendo disso. A versatilidade de podermos dar concertos pesados ou mais intimistas, consoante o evento, é sempre um ponto a nosso favor. As únicas directrizes principais que tivemos ao compor foram que deveriam ser canções, com uma estrutura mais directa, e que a voz fosse o centro da música; talvez por isso “Theory of Perception” seja mais melódico, pois construíram-se grande parte das linhas à volta ou a partir da melodia vocal.


M.I. - As tuas letras têm sempre muito de ti, neste caso reflectem um período duro e complicado. Foram um exorcismo?

Não penso muito em exorcizar o que me acontece, mas mais em aceitar e fundir-me com isso. Torna-me mais forte, pegar em coisas más que me acontecem ou sobre as quais reflicto e transformá-las em algo meu. As letras que escrevo são um espelho, são aquilo que me sai de mais profundo e autêntico… não sei escrever de outra forma. Não sei inventar. 


M.I. - Olho para o tempo entre os dois trabalhos, todas as adversidades e acho que até se passou pouco tempo face a tudo isso. Tudo o que correu mal, acabou a servir de energia para começar de novo?

Claro que sim, em grande parte serviu de inspiração para o álbum novo. Passou pouco tempo porque nós não desistimos, continuamos sempre a batalhar para fazer as coisas acontecerem, mantivemo-nos firmes nas nossas convicções e pusemos mãos ao trabalho. Foi sofrido, e houve momentos mais desesperantes mas, agora com o álbum cá fora e a banda tão unida, a expressão “há males que vêm por bem” assenta que nem uma luva!


M.I. - Depois dos lançamentos no Porto e Lisboa, qual o balanço?

Tentando observar as coisas de uma forma imparcial, o que nem sempre é possível mas tenta-se – as conclusões que tiramos é que na opinião pública geral este álbum é um passo em frente, que os fãs ainda apreciam mais o nosso trabalho, apesar do mau ano de 2016, e que, concerto a concerto, vamos conhecendo mais e mais pessoas que consideram Blame Zeus uma banda a seguir e a apoiar. Portanto, tudo a correr muito bem.


M.I. - E agora, como vai ser em termos de datas?

A próxima saída que temos é no dia 28 de abril, no Cave 45, com Braveheart, do Brasil, e Killadelphia. Regressamos a Lisboa dia 20 de maio, no RCA, numa produção da Notredame Productions. Dia 26 de maio voltamos a tocar em casa, no Metalpoint, e dia 3 de junho visitamos uma casa nova para nós, a Sociedade Harmonia Eborense. Temos algumas datas em negociação para o Verão, mas nada de concreto, para já.


M.I. - Como se está a proceder a edição do disco? Penso que criaram o vosso próprio selo, certo? 

Sim, fizemos uma edição de autor, com exemplares físicos em jewelcase, que já se encontram à venda no nosso bandcamp – blamezeus.bandcamp.com – na Piranha e na Bunker Store, e digital, que podem encontrar em todas as grandes distribuidoras de música online.


M.I. - Dás aulas de canto, compões, integras Blame Zeus com o teu marido, arranjas tempo para promoção, gerir todas aquelas coisas à volta de um grupo. Como consegues tudo isso?

Adoro o que faço. Além de ser afortunada e ganhar a vida a dar aulas de canto, todos os dias, sem excepção, faço alguma coisa para a banda, seja mandar emails, pesquisar, telefonar, compor, escrever, etc. Assumi que tenho dois cargos na banda: antes de mais músico, e depois manager. Sei que sem dedicação nada se faz e, sinceramente, não me custa nada porque adoro. Também posso contar com a ajuda e colaboração dos restantes membros, apesar de terem uma carga horária maior do que a minha nos seus empregos.


Entrevista por Emanuel Ferreira