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Mais um ano de romagem ao já mítico Moita Metal Fest que este ano contou com um novo espaço logisticamente perfeito, visto que a evolução do festival assim o exige, erguendo-se no interior desse mesmo espaço uma enorme tenda para receber desta vez as grandes atrações Napalm Death e Sodom, para além de outros nomes também sonantes como No Turning Back, Heavenwood, Gwydion ou Fast Eddie Nelson.   

A responsabilidade de dar início à 13ª edição do Moita Metal Fest coube aos Legacy of Cynthia, e que responsabilidade! pois tratava-se da estreia deste agora sexteto sintrense num dos melhores festivais nacionais. Mas essa particularidade não impediu de todo que a banda nos envolvesse na sua Dança Macabra e que nos apresentasse temas atualmente bastante orelhudos como "Darwinian", "Feet of Clay" ou "Cabaret". Apesar de um espaço ainda pouco preenchido, os Legacy of Cynthia não olharam a meios para realizarem aquilo que acabou por ser uma atuação deveras sólida e deixaram o seu legado em boas mãos, a ver pelo manifesto entusiástico do público presente. Se dúvidas houvesse em relação ao facto de estarmos perante uma das melhores bandas nacionais no que toca ao metal alternativo, essas mesmas dúvidas foram completamente dissipadas em pouco mais de meia hora.

Do Algarve veio o thrash insano dos Prayers Of Sanity que pôs um espaço mais preenchido em sentido e com isso surgiram os primeiros tímidos circle-pits por parte dos amantes do bom thrash metal da velha guarda. O mote foi dado pela já bem conhecida "Confrontations", mas também por malhas que farão parte do próximo trabalho da banda com destaque para "Someday". Segundo o que pudemos escutar durante o desempenho deste trio, o próximo capítulo intitulado "Face of the Unknown" destes já nada desconhecidos Prayers Of Sanity promete ser igualmente poderoso. Thrash On!  

Do thrash passámos para o death com os "mighty" Theriomorphic que nos presentearam com mais um concerto repleto de brutalidade sonora com "Maledict" ou as novas "Marching Towards The Sun" ou "Absent Light", temas que compuseram um excelente alinhamento e que farão parte do próximo trabalho da banda (finalmente!), o EP “Of Fire And Light” que verá a luz do dia ainda neste ano. Com tudo isto, aguardamos ansiosamente por mais concertos e por essa nova investida desta brigada bestial!


Ainda na senda da veteranice, desta feita com o punk rock, subiram ao palco os Crise Total para instalarem o caos. Temas como "Queremos Anarquia", "Sociedade Degradada" ou o clássico "Polícia de Intervenção" foram um autêntico manifesto da matriz anarquista deste baluarte do punk nacional. O vocalista Manolo Almeida mencionou ainda, em jeito de homenagem, a importância que tiveram figuras como os malogrados Rui Rocker e João Ribas para o panorama do punk português e provou, juntamente com um público euforicamente agitado, que o punk não está morto. 

Corno ao alto para o tão aguardado regresso aos palcos dos revigorados Gwydion. Através de um excelente concerto, ritmado por malhas épicas como "Triskelion Horde Is Nigh", a banda de Lisboa mostrou-se pronta para continuar a travar as suas batalhas em nome do viking metal nacional. Com contínuos circle-pits, a horda do hidromel celebrou a bom celebrar este desempenho bem conseguido destes guerreiros, constatando-se no geral que os deuses estiveram com os Gwydion.

Aquando do intro de "Apex Predator - Easy Meat", um único pensamento pairava no ar: destruição. E foi isso o que os primeiros cabeças de cartaz do festival proporcionaram com afinco durante mais de uma hora. Com quase 40 anos de história, os Napalm Death deram um autêntico recital de grindcore, o que levou os fãs à loucura e a muito stage-dive, muito por culpa do que provém do último álbum da banda britânica, destacando-se "Smash a Single Digit", "How the Years Condemn" ou "Stubborn Stains", mas também os clássicos “Scum”, “From Enslavement to Obliteration” ou “Suffer The Children”. Mais conturbados que a sonoridade dos Napalm Death, são os tempos em que vivemos e que o vocalista Mark “Barney” Greenway, irrequieto e bastante comunicativo, referiu, apelando sempre à consciencialização e união das pessoas. Já numa segunda fase do concerto, este quarteto de grinders prestou homenagem a outras bandas que influenciaram os Napalm Death e tocaram "Face Down in the Dirt" dos Offenders, "Hate, Fear and Power" dos míticos Hirax e "Nazi Punks Fuck Off" dos não menos míticos Dead Kennedys. De destacar que a banda contou no baixo com Jesper Liveröd - da extinta banda sueca Nasum - que deu bem conta do recado, uma vez que Shane Embury se encontrava em digressão com uns tais de Brujeria. A despedida foi feita ao som de Persona Non Grata + Smear Campaign, o que deixou os fãs bastante gratos por uma noite extremamente memorável.


Dia II

O 2º dia do Moita Metal Fest começou com death metal, a sonoridade ideal para reanimar os moribundos que deambulavam pelo recinto e que ainda revelavam mazelas da noite anterior. Ainda assim, foi possível ver alguns destemidos headbangers a exorcizar a respetiva ressaca ao som dos novatos Enblood, uma banda de Almada que pratica um portentoso death metal cheio de técnica. Exemplo disso, foram os temas "Abyssal Consolation Of Souls" e o seu primeiro single "Oblivious Hate", que denotaram uma entrega em palco com muito sangue suor e peso, deixando-nos a ansiar por mais concertos dos Enblood.

Como nem só de metal se faz este festival, chegava a hora do rock de também se fazer representar, através dos The Zanibar Aliens. De olhos fechados, estávamos na presença ora dos Led Zeppelin, ora dos Black Sabbath, ou dos Deep Purple, mas de olhos abertos estávamos na presença de um dos projetos mais interessantes na cena do heavy rock português. Temas como a orelhuda "Only One" e "The Stalker" fazem parte do repertório considerável deste quinteto de Lisboa e deixam certamente qualquer amante do género em altas. Atentem aos rapazes da Ford Transit de faixa amarela, pois eles vão andar por aí, e com o seu novo álbum "Space Pigeon" a ser lançado no final deste mês, o espaço é o limite!

Regressámos ao metal, e depois de alguns meses de ausência, os Burn Damage voltaram em força para incendiarem mais uma vez o palco do Moita Metal Fest. O álbum "Age Of Vultures" foi o principal agente de combustão e o causador dos primeiros circle-pits da tarde. “Refugee”, “Slaughterhouse Of Cowards” e o single “Acid Rain", entre outros temas, fizeram parte do potente alinhamento da banda liderada pela growler Inês Freitas, banda essa que nunca parou durante a sua atuação, e prova dessa atitude imparável é o facto dos Burn Damage já estarem a trabalhar no seu segundo álbum, visto que nos deram a escutar um novo e atípico tema intitulado “Fire Walk With Me”. No geral, parece sempre haver uma corda esticada entre o animal e o super-homem. No meio estão os Burn Damage.

O rock não se ficou pelos The Zanibar Aliens, pois proveniente dos pântanos efervescentes do vizinho Barreiro, contámos com Fast Eddie Nelson e o seu bluegrass. À boleia veio também um convidado super especial, a saber Rui Guerra, teclista de The Quartet of Woah, que contribuiu para temas bastante conhecidos como "Firewood", "That Moonshine" ou "Baptize Me In Wine". Fast Eddie Nelson é sinal de boa disposição e foi isso o que nos proporcionou, fazendo da tarde de Sábado uma tarde bem passada. E como não podíamos sair do Moita Metal Fest sem "This Mountain", o músico fez-nos essa vontade, antes de se despedir com uma excelente versão de "Motörhead".

De uma tarde bem passada para ouvidos bem passados com a brutalidade sonora dos Analepsy que não deram tréguas aos muitos que se aglomeraram na frente e que responderam com insistentes circle-pits. A banda ripostou com o que há de mais pesado no seu currículo, de onde se destacaram “Vermin Devour”, “Lethal Injection” ou “Genetic Mutations” que contou com a colaboração de Sérgio Afonso dos Bleeding Display. Quanto ao desempenho deste quarteto, podemos resumi-lo numa única palavra: brutal.

Os demónios andaram à solta na tenda do Moita Metal Fest com a ajuda dos Attick Demons. Com o seu segundo álbum lançado no ano passado e com uma carreira de 20 anos, o conjunto de Almada mostrou-nos todo a seu power e, armado com "Back in Time", "Atlantis" ou "Let's Raise Hell", fez do seu concerto uma batalha vitoriosa, provando que o power metal nacional não faz parte do passado.

Com o acréscimo de terem lançado um álbum recentemente, era grande a expetativa em relação a como "funcionariam" ao vivo os novos temas dos Primal Attack. Sabem que mais? Expetativa superada, pois desde "Above The Line" a "Halfborn", o ataque sonoro foi tremendo. Mas nem só de "Heartless Oppressor" se fez a atuação deste conjunto, visto que outros temas rolaram para que pudéssemos principalmente entoar a viva voz "you can´t decide, how I live my life". Segundo o vocalista Pica, este é um festival que celebra a amizade e esse comentário, juntamente com a performance dos Primal Attack, deixou-nos de coração cheio.

À boleia com o diabo desde Coimbra vieram os Midnight Priest que se prontificaram a acelerar durante todo o seu concerto, atestando o seu heavy metal em estações como "Into the Nightmare", "Hellbreaker", "Ferro em Brasa" ou a já conhecida "Rainha da Magia Negra". No geral, os Midnight Priest foram tenazes ao cair da noite no Moita Metal Fest e demonstraram, agora que contam com quase 10 anos de estrada, que continuarão fortes por esse asfalto afora.

O intro com o tema do filme The Terminator adivinhava o extermínio que seria levado a cabo nos próximos 45 minutos por uns já habituais Revolution Within que não pouparam na aniquilação. Mais forte que nunca e cheia de Raça, a banda de Santa Maria da Feira juntou os ingredientes certos para fazer mexer e remexer o caldeirão de circle-pits e stage-dives que transbordou ao som de "Silence" ou "Pull The Trigger", que contou com a ajuda do vocalista Hugo Andrade dos Switchtense, culminando no único wall of death em todo o festival que ficará certamente para a posteridade. 

As trevas desceram sobre o Moita Metal Fest e encarnaram nos estreantes Corpus Christii que possuem novíssima alma, a saber "Delusion". Perante um cenário perfeitamente sombrio, a possessão foi consumada ao som de temas como "Ave Domini", entre outros. O público não ficou indiferente a uma das melhores bandas portuguesas de black metal da atualidade e, embora hipnotizado, soube ovacionar estes mensageiros de Satanás na devida altura. Os Corpus Christii não se despediram sem dedicarem um tema ao criador, nomeadamente "All Hail (Master Satan)", e a ver pelo seu vigor em palco, o próximo álbum não será de todo uma desilusão.

Sem mais tempo a perder, os holandeses No Turning Back subiram ao ringue para celebrar os seus 20 anos de hardcore juntamente com o público português que tanto os estima. Daí terem começado um dos melhores concertos do dia com "Never Give Up", estabelecendo a mesma toada até final. Os fãs pareciam ter a lição bem estudada, uma vez que se manifestaram da mesma maneira efusiva, quer em relação a temas antigos como "Take Your Guilt", quer em relação a temas mais recentes como "Together". Essa mesma efusão chegou ao ponto de se gerar um circle-pit de grandes proporções a mando do vocalista Martijn van den Heuvel- fã confesso da bebida Um Bongo -, havendo ainda tempo para uma pequena contribuição de Ricardo "Congas" Dias dos For The Glory, revelando bem a grande união existente no hardcore europeu, como também 20 anos ao mais alto nível.

Uma vez que se tratava da primeira vez no palco do Moita Metal Fest, os Heavenwood aproveitaram a ocasião para trazerem o seu melhor baralho, e, em jeito de best of, abrilhantaram a sua atuação com os temas mais conhecidos da sua já longa carreira. O desfile gótico da banda de Vila Nova de Gaia foi ornamentado com "Emotional Wound", "Rain of July" ou "The Juggler" que perfizeram um alinhamento devidamente liderado por Miguel Inglês, vocalista dos Equaleft, que substitui temporariamente Ernesto Guerra. A estreia dos Heavenwood no festival não podia ter corrido melhor, uma vez que se mostraram tecnicamente irrepreensíveis.

O último e mais aguardado concerto da noite pôs de lado qualquer tipo de cansaço, após uma longa maratona musical. Os germânicos Sodom deram início a quase duas horas de thrash maciço e, como fogo vindo do céu, destruiram tudo o que se encontrava ao seu redor. Posto de lado ficou também o último álbum “Decision Day”, do qual escutámos poucas malhas, optando a banda alemã por se dedicar mais aos clássicos, o que levou obviamente o público ao rubro, onde valeu tudo em palco: stage-dives em estilo costas ou mariposa, selfies, atropelamento de microfones, etc. Tudo isto, enquanto este speed trio destilava hinos como "The Saw Is The Law”, “Napalm In The Morning”, "Agent Orange", “Stigmatize” e ainda a toda a velocidade "Surfin' Bird" de The Thrashmen e “Iron Fist” dos Motörhead. Em jeito de despedida, fomos ainda bombardeados por "Remember the Fallen" e "Ausgebombt", terminando assim debaixo de grande ovação e com chave de aço mais uma edição do Moita Metal Fest.


Texto por Bruno Porta Nova
Fotografias por Igor Ferreira
Agradecimentos: Moita Metal Fest